14.7.08

Dinheiro pra dar e vender

Já teve muito dinheiro em suas mãos e não tinha como gastar?
Isso aconteceu apenas duas vezes na minha vida.
Não. Não estou reclamando.
Até porque nunca acontece para a maioria das pessoas.
Pois é.
A primeira vez foi em Punta del Este, no Uruguai.
Minha primeira vez neste balneário sul-americano.
Recebi uma quantia de dólares para passar uma semana.
No último dia, já prestes a ir embora, fiz a burrada de trocar todos os dólares que me haviam sobrado por pesos uruguaios.
Poucas horas para seguir ao aeroporto e minha carteira estava forrada de cédulas que, provavelmente na próxima vez que voltasse ao Uruguai, já não valeriam absolutamente nada.
O que fazer com tanto dinheiro?
E pior: sem muito tempo para pensar no que gastá-lo.
Na corrida, entrei em algumas daquelas lojinhas de bugigangas na calle Gorlero e comprei o que apareceu pela frente.
Confesso que foi um momento muito difícil.
A segunda vez foi em Praga, República Tcheca.
Início da década de 90 e o Leste europeu recém abrindo as portas para o capitalismo.
Assim como fiz em países como Espanha, França, Suíça, Áustria e Alemanha, tratei de trocar 100 dólares em uma casa de câmbio logo ao desembarcar na estação de trem. A única diferença que imediatamente notei era a absurda desvalorização da moeda Tcheca: a coroa (ou Koruny).
Resumindo: os 100 dólares tradicionais me deixaram com uma quantidade gigantesca de coroas.
Era tanto dinheiro que decidi trocar a promiscuidade dos albergues por uma cama macia e quentinha em um dos melhores hotéis do país.
Passados os três dias que havia programado para conhecer a cidade, ainda me sobrou dinheiro para mais uma semana de República Tcheca.
Para não atrapalhar meu roteiro, tive que levar centenas de milhares de coroas de volta na mochila.
Bons tempos aqueles.

Quem dera poder passar por esta situação outra vez.
Só mais uma.

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