30.9.08

Reflexão sobre a vida

Ontem fui ao enterro do Tovar.
Pai do meu grande irmão Marcelo.
Neste momento de muita dor que paramos para refletir sobre a vida.
Ou sobre a fragilidade dela.
Num momento estamos aqui e, de repente, já não estamos mais.
Numa noite jantamos com a família e na outra desaparecemos para sempre.
A cada dia que passa, nosso ritmo de vida se torna mais acelerado.
Não temos tempo pra parar.
Pensamos apenas no amanhã e esquecemos o hoje.
Sei que esse papinho soa um tanto piegas, até porque todo mundo fala, mas ninguém coloca em prática.
Não porque não querem, mas porque não podem.
Porque têm compromisso.
Porque têm médico.
Porque têm reunião.
Porque temos ambição.
Ambição de poder, de sucesso, de dinheiro.
Às vezes é preciso uma paulada dessas para darmos conta.
Para abrirmos os olhos.
Abrir os olhos pra vida.
Essa vida que está passando e que não estamos vendo.
E quando formos ver, ela já se foi.
Por isso, aproveite a vida.
Aproveite a companhia das pessoas que você ama.
Mesmo que estejam longe.
Ligue. Mande um e-mail. Diga o quanto elas são importante pra você.
Já.
Amanhã pode ser tarde.

Muita força pro meu irmão Marcelo e pra família dele.

29.9.08

Pequenas coisas

Nada melhor do que um início de noite comendo croquete de microondas, tomando vinho e vendo novela.
Ao lado da mulher amada, lógico.
Até uma segunda-feira estressante fica boa.

Experimenta.

Duda e Mártin na Geral


Peguei as crianças no sábado pela manhã e fomos direto para o treino do Grêmio, no Olímpico, na véspera do Gre-Nal.
Elas gostaram bastante da idéia.
Sempre procuro incutir o Grêmio na cabecinha deles.
Aproximadamente 5 mil torcedores estavam acompanhando o treinamento.
Fui com elas até o meio da Geral.
Muito papel picado, muitos cânticos, muitos bumbos.
Acredito que divertido para crianças.
Isso sem falar nos palavrões.
Cada um que era mencionado pela torcida, a Duda me olhava pra ver minha reação.
Eu ria e colocava a mão na boca num gesto de desaprovação.
Foi então que alguns torcedores decidiram colocar fogo numa bandeira do Inter.
E os dois com os olhos arregalados, observando tudo.
Muito fogo, muita fumaça e a bandeira vermelha se despedaçando.
Acredito que divertido para crianças.
Por volta do meio-dia, chegamos na casa de Luiz Nei e Juçá.
Foi abrir a porta e os dois entrar correndo falando ao mesmo tempo sobre a nova experiência vivida pela manhã.
Mártin, 4 anos e meio, tomou a palavra:
- Vó! Tu nem sabe! Eles pegaram uma bandeira do Inter e colocaram fogo!
- Que horror, Mártin! Isso não se faz. - Respondeu Juçá:
E o Mártin colocando as mãos na cintura, indignado.
- Mas, vó: era uma bandeira do INTER.
Cheia de argumentos politicamente corretos, Juçá tentou explicar os malefícios de tal ato.
Tive que interferir:
- Não adianta mais, Juçá. Eu já ensinei como funciona o Gre-Nal.

Luiz Nei: o visionário

Domingo à tarde.
Casa de Luiz Nei e Juçá.
Me preparo para ir ao Gre-Nal.
Já na porta de saída, comento com Luiz Nei:
- Um empatezinho hoje já ta bom, né?
- O Grêmio vai ganhar de 3 a 0.
- Comeu cocô? Por que tu acha isso?
- Eu não “acho”, estou afirmando. Fui comunicado. Recebi esta mensagem lá no centro holístico. Grêmio 3 a 0.
Um abraço pra fonte do Luiz Nei.

26.9.08

Grêmio - Vídeo Oficial

Atendendo a milhares de pedidos, estou disponibilizando o vídeo oficial do banquete de 105 anos de aniversário do Grêmio feito por mim.

25.9.08

Sempre atento

Sequência do segundo gol do Grêmio contra o Vasco, no Olímpico.
Curiosidade:
Pra onde estaria olhando o gandula de pé atrás da meta?
Certamente para um lugar bem mais interessante.
Me lembrou alguém.






Fotos de José Doval.

24.9.08

Lingua e chá de mate

Tive um professor de Introdução a Publicidade e Propaganda que dizia que todos os produtos têm um determinado tempo de vida. Ou seja, ele defendia a idéia de que tudo que hoje existe, um dia vai terminar.
É aquela famosa curva ascendente e descendente.
Provavelmente ele deve ter suas teorias, mas acho inconcebível que um dia chegue ao fim a Coca Cola, por exemplo.
E ele jura que um dia vai chegar.
Bom, isso nada tem a ver com o que eu queria falar.
Na verdade até tem.
Sou uma pessoa que tem determinados vícios de consumo.
E por mais que eu seja viciado em algum produto, este vício costuma ir embora da mesma forma que chegou.
Na adolescência, eu era viciado em língua.
Isso mesmo, viciado em comer língua.
Língua à milanesa recheada com presunto e queijo.
Juçá sabia como fazer.
Comi muita língua.
Cheguei a pensar que nunca deixaria de comer língua na minha vida.
Até que um dia eu vi uma língua em estado natural no açougue.
Trauma.
Nunca mais meti uma língua na boca.
Pelo menos uma língua de boi.
Este é só um exemplo de vício que deixou de ser vício rapidinho.
Bom, mas nenhum vício de consumo em minha vida é tão durador quanto o chá de mate.
E não é qualquer um chá de mate.
É o chá Matte Leão.
Desde que me conheço por gente, o Matte Leão faz parte do meu dia-a-dia.
Era um pote de vidro com o pó.
Juçá fazia jarras e jarras.
E provavelmente colocava na minha mamadeira.
Hoje em dia só tomo de garrafa pet e diet.
E não me venham com chá de limão ou pêssego.
Só aceito o natural.
Meu prazer em ingerir um copo de Matte Leão com gelo é tão grande que hoje me arrisco a afirmar que jamais deixarei de tomar Matte Leão algum dia.
A não ser que deixe de existir.
Aliás, vou mandar esse e-mail pra eles pra ver se me mandam algumas garrafas de grátis.

Mil II

Agora faltam 19.


Mil

Faltam 20 postagens para o post de número 1000.

23.9.08

Ciranda dos Blogs


Hora do Intervalo


Hoje uma jornalista (de formação) e paisagista (de coração) entra em campo enquanto o blogueiro deste espaço ciranda em outro gramado, quer dizer, blog.

Já faz muito tempo que me desliguei por completo dos assuntos futebolísticos. Mas, por ironia do destino e coincidências da vida, no sorteio da Ciranda de Blogs do Decoracasa fui escalada para substituição do Márcio, causando quase noites de insônia nesta pessoa totalmente desatualizada!

Além de me divertir e emocionar muito lendo o Frutilla ou Fresa, a experiência rendeu ainda o reencontro virtual com a Pri Tescaro, que além de xará, já conheci nos tempos da faculdade em Piracicaba. Resultado parcial do jogo: mais dois ótimos blogs para acompanhar e favoritar. Gostaria de impor com mais freqüência este exercício ultra necessário de testar a memória. Confesso que muitos colegas passariam despercebidos pelo nome, não por descaso, muito pelo contrário!

O tempo passou, nossas vidas mudaram e eu, que nunca sonhei escrever nem sequer uma simples piada esportiva, mergulhei nestes últimos seis dias pelos arquivos de um jornalista experiente e especializado no assunto, mais uma prova que o nunca é uma palavra inútil no nosso vocabulário, no mínimo deve ficar na reserva, não é assim que se fala?

Mas voltando a minha relação eqüidistante com o futebol, quem mais estranhou - mas também se animou com esta história - foi meu marido, que entre uma pergunta e outra que fiz sobre o tema, achou que estava com algum problema. Logo me convidou para ver o jogo do último sábado, entre o Corinthians e Ponte Preta, no Pacaembu. A chuva e o friozinho adiaram o “programinha básico”, mas depois me arrependi, pois teria pelo menos visto os três gols comemoradíssimos (pelo marido e filha!), uma experiência inédita na vida de uma pessoa que nunca testemunhou um golzinho ao vivo na vida, já que os da escola não podemos considerar...

Na infância torci para o Palmeiras. Na adolescência São Paulo, aliás que menina não torceu motivada pela onda do Raí, que vergonha! Acho que agora, próximo dos 30 (falta pouco) serei uma sofredora... Também, quem pode com um time formado por maridão, sogra, sogro, irmão e mais um monte de primos e primas só falando em timão, coringão e outros tantos “ãos” na cabeça? Até já comprei camiseta para este projeto de corinthiana, acabei me rendendo ao fato e ponto, fazer o quê né?!

Fecho com um drink de morango (sem álcool) para brindar o retorno à primeira divisão e um adeus a série B do Brasileirão. Aí o Grêmio que se cuide, tchê!


Texto by Pri Guti

22.9.08

Momento gay

Hoje começa a primavera.
Estação mais meiga do ano.
Onde lindas flores coloridas espalharão pólens pelo vento.
Onde pintassilgos e colibris entoarão seus cânticos sobre as árvores.
Onde o orvalho da manhã cobrirá as folhas verdejantes.
Onde esquilinhos saltitantes brincarão com avelãs.
Ai, ai...
Como é doce a vida.

Casa da Mãe Joana

Sábado pela manhã.
Depois de revirar o Segundo Caderno da Zero Hora, decidimos ver Ensaio Sobre a Cegueira.
Já estava tudo acertado até que decidimos ir almoçar na casa de Luiz Nei.
- Hoje à noite vamos ao cinema – resolvi comentar com a Juçá.
- Ah, é? E vão ver o que?
- Aquele filme dos cegos.
- Ah não. É um filme muito pesado. Vocês vão sair tristes do cinema. Por que não vão ver Mamma Mia? É maravilhoso!
Nisso Luiz Nei se mete no assunto:
- Vocês têm que ir ver Mamma Mia. É imperdível. É tão bom que já estamos combinando de ir outra vez. Eu pago pra vocês verem.
Eu já tinha decidido que não iria ver Mamma Mia, pois não é o tipo de filme que gosto. Musical e talicoisa.
Priscila já estava querendo ver e a insistência de Juçá e Luiz Nei acabou influenciando na mudança de decisão.
- Tá bom. Vamos ver Mamma Mia - suspirei.
Chegamos ao Shopping Bourbon em cima da hora e logo percebi uma fila que ia do cinema até a escada rolante.
Me dirigi para comprar os ingressos e pedi pra Priscila:
- Pergunta pra qual filme é essa fila. Se for pro Mamma Mia eu não vou ficar.
Realmente a fila era absurda.
Vejo que Priscila conversa com alguém no início da fila e volta sorridente:
- Essa fila é pra ver o filme do U2.
- Menos mal.
Com os ingressos já na mão, nos dirigimos pra sala indicada.
Percebo que já tem gente na fila.
Procuro o final dela...vou indo...vou indo...vou indo.
E a fila não tem final.
Não é possível!
- Priscila, tu não disse que essa fila era pro U2???
- Me enganei. A fila pro U2 termina aqui.
Já irritado, acompanho a madame para trocarmos os ingressos para outro filme.
Pergunta ela:
- Pro qual filme eu troco.
- Qualquer um.
Já atrasados, entramos na sala de número sete para assistirmos um tal de “Casa da Mãe Joana”.
Já não sou muito de cinema nacional, ainda mais se for uma palhaçada com os decadentes José Wilker e Paulo Betti.
O filme é realmente escroto, voltado para velhos broxas, bebedores de uísque (fase esta que ainda não cheguei).
Além de tudo ainda levo bronca da Priscila:
- Pode pelo menos se esforçar pra gostar?
Até tentei.

21.9.08

Meus domingos no Calderón


Estirado no meu sofá com capa bordô acompanhava na TV o Campeonato Espanhol.
O Atlético de Madrid jogava contra o Recreativo de Huelva no estádio Vicente Calderón.
Fui tomado pela nostalgia.
Vicente Calderón foi o primeiro estádio europeu que conheci.
Cheguei sábado em Madrid e no domingo já estava no estádio acompanhando o clássico entre Atlético e Real.
Lá se vão 16 anos.
Durante o tempo em que vivi na capital espanhola, dividia meu final de semana entre as partidas no Estádio de Vallecas (do Rayo Vallecano), no Santiago Bernabeu (do Real) e no Vicente Calderón (do Atlético).
O Rayo Vallecano é o terceiro time em importância na capital espanhola. É como se fosse o São José de Porto Alegre.
Normalmente os jogos eram aos sábados, pois o time estava na segunda divisão.
Gostava de ir a Vallecas.
O bairro era simpático e a torcida pacífica, formada em sua grande maioria por pessoas já de mais idade. Aqueles senhores de sobretudo e boina que acendiam seus charutos no início da partida, apagavam no intervalo, acendiam outra vez no início da segunda etapa e terminavam de fumar exatamente quando o árbitro apontava o final do jogo.
Gostava de chegar cedo para comer um bocadillo de jamón e ver a movimentação.
Além disso, me deliciava com as tabelas de Hugo Sánchez e Toni Polster.
Como acontece aqui em Porto Alegre com Inter e Grêmio, acontecia também em Madrid: no domingo em que o Atlético jogava em casa, o Real jogava fora e vice-versa.
O estádio do Real Madrid era colossal.
Um templo do futebol chamado Santiago Bernabeu em homenagem ao ex-presidente e ex-jogador da equipe.
Uma obra gigantesca localizada em pleno Paseo de La Castellana, uma das principais vias da cidade. Digna de um dos maiores e mais ricos clubes do planeta.
Tamanha aristocracia contrastava com a realidade do Atlético.
Primo pobre do Real, o Atlético acabou assumindo o papel de segundo time de Madrid.
Sempre buscou rivalizar com o coirmão, mas nunca chegou perto.
Tanto é assim que os seguidores do Real Madrid têm o Barcelona como principal rival, ainda que separados por mais de 600 km de distância, e vencer o Atlético é uma mera formalidade.
O estádio do Atlético, o Vicente Calderón, é um dos estádios mais simpáticos que conheci.
Tem uma avenida que passa exatamente abaixo do pavilhão social em um túnel.
Espetacular!
Sempre gostei mais de assistir aos jogos lá do que no Bernabeu.
Por ficar mais próximo do campo, dava sensação de que fazíamos parte do espetáculo.
Passei a torcer pelo Atlético que tinha como grande ídolo o alemão Bernd Schuster.
Gostava de ficar atrás de uma das goleiras onde ficavam as peñas (ou torcidas organizadas).
Foi ali que conheci e participei das minhas primeiras avalanches.
Mas lá se vão 16 anos.
Não sei se um dia voltarei ao Calderón, ao Bernabeu, a Vallecas.
Pelo menos fica a saudade e a alegria de poder acompanhar pela TV e poder dizer “já estive lá”.
Sim. Post sem nenhuma razão de ser.

19.9.08

O que diria o Roth?


- Pô, Morales! Já falei que a mão é na testa! TESTA!!

A propósito: eu que fiz a foto!

17.9.08

NY1, Pollyanna e o apocalipse

Logo quando iniciei no jornalismo, participei de um seminário no Plaza São Rafael com a presença do Boris Casoy.
Foi aí que descobri que ele tinha tido paralisia infantil.
Bom, mas isso não vem ao caso.
O seminário era internacional e um dos palestrantes era um dos integrantes da NY1 (leia-se New York One).
Trata-se de uma pequena emissora de televisão de Nova Iorque (não diga!!).
O que ela tem de diferente das demais emissoras é a forma como os jornalistas trabalham.
Devido ao pouquíssimo número de profissionais contratados, os integrantes da NY1 tinham que se multiplicar por vários.
Ao receber uma pauta (normalmente decidida por ele mesmo), o jornalista deixa a emissora dirigindo seu próprio carro. Chegando ao local, ele mesmo monta sua câmera num tripé e faz o seu boletim ou sua entrevista. Terminado isso, volta correndo para a emissora. Escreve e grava o off da matéria, edita, monta, coloca os caracteres e coloca no ar a matéria prontinha e montadinha.
Segundo eles, "o futuro da televisão".
Na época achei fascinante.
Nunca pensei que um dia faria a mesma coisa.

***

Hoje fui escalado para fazer uma matéria de TV sobre a palestra que o Tcheco daria aos meninos das categorias de base do Grêmio.
Aparentemente uma coisa simples.
O único problema era ficar até tarde no Olímpico já que a palestra começava às 20h.
Também não é o fim do mundo.
Faltando 15 minutos pro início, descobri que a câmera pequena não estaria disponível.
Teria que usar uma câmera antiga que pesa somente 876 toneladas.
Também não é o fim do mundo.
Assim que o Tcheco chegou ao alojamento dos meninos, do outro lado do estádio, liguei a câmera para fazer as imagens.
Foi neste momento que acabou a bateria.
Também não é o fim do mundo.
Deixei a câmera no chão e corri até a sala para pegar a bateria reserva.
Felizmente estava carregada.
Após fazer as imagens e entrevistas, voltei pra sala com o objetivo de baixar tudo para o computador.
Neste momento, descobri que os cabeçotes do VT estavam sujos.
Também não é o fim do mundo.
Pacientemente esperei que fossem limpos.
Na metade do processo de baixar as imagens para o computador, o computador interrompe avisando que o disco está cheio.
Também não é o fim do mundo.
Apago alguma coisa que já não será mais utilizada e retorno a baixar.
Tudo pronto, trato de escrever e gravar o texto do meu off.
Agora é só editar.
Então descubro que todo o material que baixei não está na pasta onde normalmente deveria estar.
Também não é o fim do mundo.
Reviro todo o computador até encontrar.
Agora sim, começo a edição.
Tudo andando tranquilamente.
Capricho ao máximo para deixar a matéria bem bonitinha.
O relógio já marca 23h.
Não tenho pressa.
Cuido dos mínimos detalhes e dos últimos retoques.
Coloco os caracteres e os efeitos.
Pronto.
Coloco a matéria pra rodar. Só pra ver como ficou.
E ficou um brinco!
Agora é só salvar e colocar no ar.
Clico no botão para salvar como já cansei de fazer milhões de vezes.
Então abre uma janela de “erro” e o computador desliga.
Sempre pensando positivamente, ligo o computador novamente e retorno ao local onde acabara de fazer a edição.
Chegando lá, percebo que já não existe mais nenhuma edição.
Além disso, já não existe também mais nenhuma imagem e entrevista que havia baixado.
Também não é o fim do mundo.
Se fosse, daria risada e abriria uma garrafa de vinho.

***

Quando era pequeno li um livro chamado Pollyanna.
Era sobre uma menina que conseguia achar sempre o lado positivo das coisas por maior que fossem os problemas.
Um grande abraço pra ela.

15.9.08

Jornalista

Quando comecei a trabalhar diretamente com jornalismo, lá pelo ano de 1992, formei uma teoria que, para se ter sucesso e ser bem sucedido dentro da profissão, torna-se necessário deixar de lado boa parte das coisas que aprendemos na faculdade. Principalmente no que diz respeito à ética.
Para ser um jornalista destacado e respeitado é necessário pisar nas pessoas. É necessário puxar o tapete. É necessário ser sacana.
Para ser um jornalista com dinheiro é necessário fazer esquema, ter amigos influentes e roubar.
Mas depois de muitos anos, quando a gente fica mais experiente e começa a entender os bastidores da profissão, e gente descobre que a teoria deixa de ser teoria para se tornar realidade.

Meu consolo é que isso acontece em todas as profissões.

13.9.08

Monumental

O melhor de estar no estádio Olímpico não é a emoção de torcer pelo Grêmio. Não é a beleza da avalanche da geral. Não é a alegria de ver o time campeão. O melhor de estar no estádio Olímpico é poder comer a pipoca doce vendida nas cadeiras cativas. Tão boa que vale a pena juntar do chão quando ela cai.

12.9.08

Nas ondas do rádio



Minha paixão por rádios começou com Luiz Nei.
Me recordo perfeitamente dos rádios que ele tinha no banheiro quando eu era pequeno.
Radinhos de pilha, comuns.
Aos poucos passei a ter meus próprios rádios.
Me acompanhavam aos jogos.
Preferia ficar segurando na orelha que usar os fones.
Questão de opção.
Até cheguei a ter um tal de “orelhinha” com as cores da seleção brasileira.
Ficava preso na orelha.
Era uma porcaria.
Durou pouco.
Tinha um que era favorito.
Esse durou muitos anos.
Comprei para escutar os jogos da Copa de 1986 no colégio.
Era preto e tinha colado um adesivo da Pichulyn.
Foi em volta dele, no meio da aula, que eu e meus colegas escutamos o lançamento mundial do “We Are The World”, na campanha USA for África.
Grande companheiro!
O tempo foi passando e meu gosto por rádios foi ficando mais sofisticado.
Até que, no início dos anos 90, adquiri em um free shop um rádio da Sony digital e com ondas curtas.
Foi a glória!
Ainda sem o advento da internet, escutava diariamente rádios do mundo todo.
O rádio possuía uma super capacidade de memória onde, com apenas um click, sintonizava qualquer emissora escolhida.
Minhas preferências eram pela Rádio Exterior de España e RTP de Portugal.
Transmitiam futebol ao vivo.
Mas ainda tinha a BBC de Londres, a RFI da França e a rádio Nederland, que transmitiam em português em determinadas horas para o público da África.
Bom, toda essa introdução foi pra dizer que fazia tempo que eu precisava de um rádio novo.
Meu radinho de pilha que fica no banheiro é tão ruim que consegue pegar três emissoras ao mesmo tempo.
Um fenômeno!
Hoje saí mais cedo do trabalho e fui ao centro atrás de um novo.
Fui procurar na Galeria do Rosário.
Chegando lá me espantei: não havia mais nenhuma loja vendendo eletrônicos.
Rodei do início ao fim da galeria até perguntar para um vendedor:
- Aqui não vendem mais rádios?
- Aqui não. Só na Galeria do Rosário.
- E aqui é o que?
- Aqui é a Galeria Chaves. A Galeria do Rosário é na rua de baixo.
Bem besta eu.
Depois de zanzar por alguns minutos comparando os preços dos rádios, parei em frente a loja do Rafinha (decorei o nome no caso de ter que voltar pra trocar).
Escolhi dois aparelhos digitais da marca NKS.
Não tenho nem idéia que marca seja essa, mas o preço agradou bastante.
Não tem porque gastar muito em um rádio que vai ficar dentro do banheiro.
Um Sony do mesmo modelo custava R$ 107,00.
Pedi para ver os dois rádios escolhidos.
Um custava R$ 80,00 e o outro R$ 60,00.
Olhei com bastante atenção e percebi que não havia diferença entre eles.
Fui obrigado a perguntar:
- Tchê! Se os rádios são iguais, por que essa diferença nos preços?
- É que um pega a Rádio Aparecida e o outro não.
Ah!!
Comprei o mais barato.
Só não sei ainda se é esse que pega a Rádio Aparecida.

11.9.08

11/09: o dia que não acabou

Seria o apocalipse?
Acho que ainda não.
A nuvem escura que paira sobre a minha cabeça nestes últimos dias decidiu dar um tempo na exclusividade para passear um pouco sobre a Capital.
Vento, raios, trovões e chuva.
Caos absoluto.
A ira e a vingança da natureza contra todos aqueles que se acham acima do bem e do mal.
Grande natureza!
Um exemplo a ser seguido.
Foi nesta data, 11 de setembro, no distante ano de 2001, que assistimos, boquiabertos, a uma das maiores tragédias da humanidade. Não me refiro ao número de vítimas. Mas sim à gravidade do ocorrido politicamente falando.
Desabavam as torres gêmeas do World Trade Center.
Acompanhávamos tudo ao vivo, pela TV.
Enquanto acompanhava, tinha a real dimensão de que estava fazendo parte da história da humanidade.
O mundo jamais seria o mesmo.
Um show de transmissão!
Para ficar marcado pra sempre na nossa memória.
Tanto foi assim que, até hoje, me recordo exatamente dos mínimos detalhes do que eu fiz naquele dia.
Fiquem atentos.
O fim está próximo.

Fim.

(eu avisei)

10.9.08

Ciranda de Blogs

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9.9.08

Sirvam nossas façanhas de modelo


Admiro as pessoas que gostam e seguem as tradições gaúchas.
Acredito que, graças a elas, possuímos um tradicionalismo forte e rico em suas características.
Infelizmente não sou uma delas.
Não uso bombachas, não curto muito as músicas regionalistas e acho nojento todo mundo ficar tomando chimarrão na mesma cuia.
Prova disso é o fato de nunca ter conhecido o Acampamento Farroupilha no Parque da Harmonia.
Uma barbaridade!
Bom, mas este ano resolvi amenizar um pouco a dívida que tenho com o Estado:
Depois de levar minha sogra ao CTG, hoje fui almoçar no Acampamento Farroupilha.
Pela primeira vez em 36 anos pisei em um dos maiores pontos de encontro da mais pura tradição gaudéria.
Naquele momento, eu era tão paulista quanto a Priscila (que comparou o local com o local onde é realizado a Festa do Peão de Americana).
Percorri aquela verdadeira cidade em pleno centro de Porto Alegre completamente boquiaberto.
Impressionante a capacidade das pessoas em erguerem verdadeiras casas e galpões em um tempo recorde.
Não são apenas estandes ou tendas. São casas construídas com esmero e precisão.
Cada casa é um Piquete.
E são centenas.
Pra quem não sabe, Piquete é como se fosse um clube social que tem por finalidade a preservação e divulgação das tradições e da cultura gaúcha seguindo os princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho (thanks gugol).
Além de todos os atrativos, boa parte dos piquetes leva nomes interessantes. E a diversão maior é tentar imaginar a origem de cada um deles como o “Piquete dos Beiçudos”, “Piquete do Queixo Duro” ou “Piquete do Cavalo Tostado”.
Côsa de louco.
Só faltava mesmo o Piquete do Nélson (piada subliminar).
Mas além de conhecer o Acampamento, fiquei feliz também em fazer a Priscila mudar de opinião quanto ao local que, segundo ela, “não passa de uma reunião de gaúchos vagabundos que não trabalham e que comemoram uma guerra onde foram derrotados”.
Quanta injustiça.
Acho que ela curtiu o passeio (apesar de ter passado o resto do dia fedendo a churrasco).
- Onde esse bando de gente faz as necessidades fisiológicas?
Era essa a principal dúvida e curiosidade da paulistana.
Rapidamente resolvida já na entrada quando avistamos dezenas de banheiros químicos que são espalhados pelo local.
Voltando ao passeio, conseguimos chegar ao centro do Acampamento onde fica localizada uma espécie de “praça de alimentação”.
Comi um churrasco de costela enquanto a Priscila degustava um prato de carreteiro de charque com feijão mexido.
Neste momento, Priscila decidiu demonstrar todo seu conhecimento:
- Má, esse carreteiro de charque é feito com carne de tubarão?

Após ser atendido pela UTI Móvel de plantão, ainda deu tempo para fazer uma visitinha à feira de souvenirs.
Foi um passeio sensacional.
Espero voltar em breve, acompanhado pela minha prenda paulistana.

6.9.08

Sábado de folga

Depois de muito tempo (e bota tempo nisso) consegui um final de semana de folga.
Folga mesmo. Tipo sábado e domingo sem nada pra fazer.
Bom, minha programação foi a seguinte estirado no sofá da sala e com a TV ligada:
16h - Argentina x Paraguai
17h - Áustria x França
18h20 - Fluminense x Grêmio
20h - Colômbia x Uruguai
22h - Peru x Venezuela
Oba!!
Neste domingo tem Madagascar x Botsuana!!

5.9.08

Triste

Não existe desperdício maior do que um sete de setembro no domingo.

Piada do dia

Dois homens conversando na fila enquando aguardam a hora de se alistarem no exército:
- Por que tu vais te alistar?
- Porque eu sou solteiro e gosto de guerra. E tu?
- Porque eu sou casado e gosto de paz.


Editorial: essa piada deixou de fazer sentido na minha vida depois que encontrei a Priscila.

4.9.08

O dia em que Agrião comeu Milhopan

Outro dia estava escutando um programa de rádio quando os apresentadores passaram a dissertar sobre as dificuldades de se fazer cocô na casa da namorada. Principalmente no início da relação.
Não satisfeitos, ainda davam dica de como amenizar o odor.
Imediatamente me lembrei da história do meu amigo Agrião.
Sim. O apelido dele era Agrião e foi originário de uma história não menos bizarra, mas que não vou contar agora.
Me lembro como se fosse hoje do Agrião contando o fato aos amigos com lágrimas nos olhos.
Juro que também fiquei com lágrimas nos olhos durante um mês. Mas de tanto rir.
Agrião na casa da namorada pela primeira vez, prestes a completar um mês de relacionamento.
Um almoço para apresentar Agrião á família da menina.
Agrião já é um cara nervoso por natureza, imagina qual deveria ser sua situação naquele momento.
Para piorar, o Agrião não soube recusar a salada de maionese feita com carinho pela “sogra”.
Suando frio e com o corpo trêmulo, Agrião pediu licença para ir ao banheiro.
A maionese em combinação com o nervosismo resultou numa magnífica infecção estomacal.
Ele nos contou que a maionese estava boa e que o problema tinha sido o pacote de Milhopan que havia comido de manhã.
Desesperado e trancafiado no pequeno banheiro ao lado da sala de jantar, Agrião não sabia se sentava para cagar ou se abaixava para vomitar.
Sem ter como raciocinar, optou pela segunda (foi o que veio primeiro).
De joelhos, abraçado no vaso sanitário, devolveu a maionese, o Milhopan e restos de todas as refeições da última semana.
Mas o pior estava por vir.
Ao fazer força para vomitar, ele não foi capaz de coordenar outros orifícios.
Assim que o vômito saiu pela frente, um jato de merda esguichou por trás atingindo, em grande velocidade, a parede de azulejos brancos.
Fraco e prestes a desfalecer, sentou-se no vaso observando desolado o que acabara de fazer.
O fedor tomava conta do local e, pensava ele, já deveria ter atingido a sala.
Sem muita opção, tentou limpar com a toalha de rosto, mas quanto mais esfregava mais a merda se espalhava.
Nisso a namorada bate na porta:
- Tá tudo bem contigo? Precisa de alguma coisa?
Já ciente de que sua relação não teria mais futuro, respondeu conformado.
- Me traz um pano de chão e um balde com Pinho Sol.

Pior é que a história é verídica.
Depois disso nunca mais comi Milhopan.

2.9.08

Brincadeira de criança

Final da tarde de sábado.
Todos no carro voltando do parque de diversões na Redenção.
Duda e Mártin ouriçados.
Minha sogra tem a brilhante idéia:
- Vamos brincar de Vaca Amarela!!
- Oba!!! Gritou a turma em couro.
Duda se antecipou:
- Vaca Amarela, cagou na panela. Quem falar primeiro come toda a bosta dela!
- *
Silêncio absoluto.
Um minuto...
Dois minutos...
Mártin já está roxo e se contorcendo quando não agüenta mais e berra:
- Pode respirar???
Gargalhadas seguidas pelo berro da Duda:
- COMEU! COMEU! COMEU!!

Sim...o silêncio durou só isso.

1.9.08

Sábado no CTG

Existem certas coisas em Porto Alegre que acabamos não desfrutando exatamente pelo fato de vivermos aqui.
Me refiro à churrascaria que fica junto ao CTG 35, ao lado do Bourbon da Ipiranga.
Precisou minha sogra vir de São Paulo para eu conhecer o local.
E recomendo.
A começar pela pracinha na entrada onde as crianças passaram algumas horas brincando.
Já foi meio caminho andado para o sucesso da noite.
Depois vem o preço: R$ 22,00 por pessoa com direito ao rodízio de carnes e ao bifê de comidas campeiras.
Tudo bem que eu não paguei, já que Luiz Nei se antecipou na hora de fechar a conta (vai ver este foi outro fator importantíssimo no sucesso da noite).
Tem também a Patrícia bem gelada.
Tão gelada que me fez esquecer que eu estava dirigindo.
O jantar vai transcorrendo às mil maravilhas, regado pelas músicas gauchescas, quando é chegada a hora dos shows.
Aqueles shows tradicionais do Rio Grande do Sul, tá ligado?
Primeiro as danças entre os peões e as prendas.
Atentamente observadas pelo Mártin sentado no meu colo:
- Coisa feia essas meninas, né pai?
- Achou feia, Mártin? Mas elas estão com uma flor amarela na cabeça.
- As flores são bonitas, mas as caras delas são feias.
Bem observador esse meu filho!
Ele tinha razão. E ainda não tinha bebido três garrafas de Patrícia.
A apoteose ficou por conta do show com as boleadeiras.
Crianças boquiabertas, até que o rapaz que manuseava o troço chamou a Duda pra subir no palco (já que ela já estava quase lá em cima de tanta excitação).
Completamente estática (e juro que eu achei que ela fosse se mexer), sorria ao ver aquelas bolas girando e tirando fininho das suas orelhas.
Uma atração.
Depois de ser aplaudida pelos presentes, sentou à mesa ofegante:
- Nossa! Já estou até imaginando todo mundo me pedindo autógrafo e eu entrando na limusine pra ir embora.
Bem humilde essa minha filha!
Mas as surpresas não terminaram por aí: foi a vez da minha sogra subir ao palco.
Emoção à flor da pele.
Boleadeira passando rente a cabeça.
Ela nem respirava e muito menos abria os olhos.
Não. Não torci pra bola acertar...como vocês são malvados.
Resumindo, foi uma noite maravilhosa e que valeu a pena.
Recomendo, mesmo para vocês que vivem em Porto Alegre.
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