24.9.08

Lingua e chá de mate

Tive um professor de Introdução a Publicidade e Propaganda que dizia que todos os produtos têm um determinado tempo de vida. Ou seja, ele defendia a idéia de que tudo que hoje existe, um dia vai terminar.
É aquela famosa curva ascendente e descendente.
Provavelmente ele deve ter suas teorias, mas acho inconcebível que um dia chegue ao fim a Coca Cola, por exemplo.
E ele jura que um dia vai chegar.
Bom, isso nada tem a ver com o que eu queria falar.
Na verdade até tem.
Sou uma pessoa que tem determinados vícios de consumo.
E por mais que eu seja viciado em algum produto, este vício costuma ir embora da mesma forma que chegou.
Na adolescência, eu era viciado em língua.
Isso mesmo, viciado em comer língua.
Língua à milanesa recheada com presunto e queijo.
Juçá sabia como fazer.
Comi muita língua.
Cheguei a pensar que nunca deixaria de comer língua na minha vida.
Até que um dia eu vi uma língua em estado natural no açougue.
Trauma.
Nunca mais meti uma língua na boca.
Pelo menos uma língua de boi.
Este é só um exemplo de vício que deixou de ser vício rapidinho.
Bom, mas nenhum vício de consumo em minha vida é tão durador quanto o chá de mate.
E não é qualquer um chá de mate.
É o chá Matte Leão.
Desde que me conheço por gente, o Matte Leão faz parte do meu dia-a-dia.
Era um pote de vidro com o pó.
Juçá fazia jarras e jarras.
E provavelmente colocava na minha mamadeira.
Hoje em dia só tomo de garrafa pet e diet.
E não me venham com chá de limão ou pêssego.
Só aceito o natural.
Meu prazer em ingerir um copo de Matte Leão com gelo é tão grande que hoje me arrisco a afirmar que jamais deixarei de tomar Matte Leão algum dia.
A não ser que deixe de existir.
Aliás, vou mandar esse e-mail pra eles pra ver se me mandam algumas garrafas de grátis.

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