12.9.08

Nas ondas do rádio



Minha paixão por rádios começou com Luiz Nei.
Me recordo perfeitamente dos rádios que ele tinha no banheiro quando eu era pequeno.
Radinhos de pilha, comuns.
Aos poucos passei a ter meus próprios rádios.
Me acompanhavam aos jogos.
Preferia ficar segurando na orelha que usar os fones.
Questão de opção.
Até cheguei a ter um tal de “orelhinha” com as cores da seleção brasileira.
Ficava preso na orelha.
Era uma porcaria.
Durou pouco.
Tinha um que era favorito.
Esse durou muitos anos.
Comprei para escutar os jogos da Copa de 1986 no colégio.
Era preto e tinha colado um adesivo da Pichulyn.
Foi em volta dele, no meio da aula, que eu e meus colegas escutamos o lançamento mundial do “We Are The World”, na campanha USA for África.
Grande companheiro!
O tempo foi passando e meu gosto por rádios foi ficando mais sofisticado.
Até que, no início dos anos 90, adquiri em um free shop um rádio da Sony digital e com ondas curtas.
Foi a glória!
Ainda sem o advento da internet, escutava diariamente rádios do mundo todo.
O rádio possuía uma super capacidade de memória onde, com apenas um click, sintonizava qualquer emissora escolhida.
Minhas preferências eram pela Rádio Exterior de España e RTP de Portugal.
Transmitiam futebol ao vivo.
Mas ainda tinha a BBC de Londres, a RFI da França e a rádio Nederland, que transmitiam em português em determinadas horas para o público da África.
Bom, toda essa introdução foi pra dizer que fazia tempo que eu precisava de um rádio novo.
Meu radinho de pilha que fica no banheiro é tão ruim que consegue pegar três emissoras ao mesmo tempo.
Um fenômeno!
Hoje saí mais cedo do trabalho e fui ao centro atrás de um novo.
Fui procurar na Galeria do Rosário.
Chegando lá me espantei: não havia mais nenhuma loja vendendo eletrônicos.
Rodei do início ao fim da galeria até perguntar para um vendedor:
- Aqui não vendem mais rádios?
- Aqui não. Só na Galeria do Rosário.
- E aqui é o que?
- Aqui é a Galeria Chaves. A Galeria do Rosário é na rua de baixo.
Bem besta eu.
Depois de zanzar por alguns minutos comparando os preços dos rádios, parei em frente a loja do Rafinha (decorei o nome no caso de ter que voltar pra trocar).
Escolhi dois aparelhos digitais da marca NKS.
Não tenho nem idéia que marca seja essa, mas o preço agradou bastante.
Não tem porque gastar muito em um rádio que vai ficar dentro do banheiro.
Um Sony do mesmo modelo custava R$ 107,00.
Pedi para ver os dois rádios escolhidos.
Um custava R$ 80,00 e o outro R$ 60,00.
Olhei com bastante atenção e percebi que não havia diferença entre eles.
Fui obrigado a perguntar:
- Tchê! Se os rádios são iguais, por que essa diferença nos preços?
- É que um pega a Rádio Aparecida e o outro não.
Ah!!
Comprei o mais barato.
Só não sei ainda se é esse que pega a Rádio Aparecida.

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