4.9.08

O dia em que Agrião comeu Milhopan

Outro dia estava escutando um programa de rádio quando os apresentadores passaram a dissertar sobre as dificuldades de se fazer cocô na casa da namorada. Principalmente no início da relação.
Não satisfeitos, ainda davam dica de como amenizar o odor.
Imediatamente me lembrei da história do meu amigo Agrião.
Sim. O apelido dele era Agrião e foi originário de uma história não menos bizarra, mas que não vou contar agora.
Me lembro como se fosse hoje do Agrião contando o fato aos amigos com lágrimas nos olhos.
Juro que também fiquei com lágrimas nos olhos durante um mês. Mas de tanto rir.
Agrião na casa da namorada pela primeira vez, prestes a completar um mês de relacionamento.
Um almoço para apresentar Agrião á família da menina.
Agrião já é um cara nervoso por natureza, imagina qual deveria ser sua situação naquele momento.
Para piorar, o Agrião não soube recusar a salada de maionese feita com carinho pela “sogra”.
Suando frio e com o corpo trêmulo, Agrião pediu licença para ir ao banheiro.
A maionese em combinação com o nervosismo resultou numa magnífica infecção estomacal.
Ele nos contou que a maionese estava boa e que o problema tinha sido o pacote de Milhopan que havia comido de manhã.
Desesperado e trancafiado no pequeno banheiro ao lado da sala de jantar, Agrião não sabia se sentava para cagar ou se abaixava para vomitar.
Sem ter como raciocinar, optou pela segunda (foi o que veio primeiro).
De joelhos, abraçado no vaso sanitário, devolveu a maionese, o Milhopan e restos de todas as refeições da última semana.
Mas o pior estava por vir.
Ao fazer força para vomitar, ele não foi capaz de coordenar outros orifícios.
Assim que o vômito saiu pela frente, um jato de merda esguichou por trás atingindo, em grande velocidade, a parede de azulejos brancos.
Fraco e prestes a desfalecer, sentou-se no vaso observando desolado o que acabara de fazer.
O fedor tomava conta do local e, pensava ele, já deveria ter atingido a sala.
Sem muita opção, tentou limpar com a toalha de rosto, mas quanto mais esfregava mais a merda se espalhava.
Nisso a namorada bate na porta:
- Tá tudo bem contigo? Precisa de alguma coisa?
Já ciente de que sua relação não teria mais futuro, respondeu conformado.
- Me traz um pano de chão e um balde com Pinho Sol.

Pior é que a história é verídica.
Depois disso nunca mais comi Milhopan.

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...