31.10.08

Take a shit and walking

É difícil falarmos abertamente sobre nossos defeitos.
E um dos meus principais defeitos é ser pontual.
Tenho essa horrível mania de chegar na hora em meus compromissos.
Para piorar, tenho o hábito de chegar minutos antes.
Pra não ter nenhum contratempo.
Mas o defeito não é ser pontual.
Esse é só a ponta do iceberg.
O defeito mesmo é me preocupar demais com as pessoas.
Chegar no horário ao compromisso apenas para não deixar os outros esperando.
Quando vou tirar o carro de um estacionamento no shopping, por exemplo, fico preocupado e sair o mais rápido possível quando tem outro carro esperando pra entrar.
Quando ando de ônibus, fico preocupado com o bem-estar das pessoas que estão de pé e cedo meu lugar.
Sejam elas mais velhas, mulheres, com sacolas, etc.
Já nem sento mais pra deixar a vaga pra elas.
Se bobear, sou capaz até de me prejudicar pra ajudar as pessoas.
Uma vez até troquei pneu debaixo de chuva para uma mulher.
E, pasmem, sem o objetivo de fazer sexo com ela depois disso.
Pelo simples prazer de ajudar.
E assim vou levando.
Sofrendo.
Pensando demais nas pessoas.
Juro que não queria ter tantos defeitos assim.
Queria poder ser uma pessoa normal.
Viver a minha vida cagando e andando pros outros.

30.10.08

Mineirão



O resultado foi só detalhe.
Me poupem das piadas.

28.10.08

Diário de BH


Cheguei em Belo Horizonte pontualmente às 19h de ontem.
Noite quente, abafada.
Segui direto para o Ouro Minas, hotel do Grêmio.
Minha primeira noite foi num apart hotel agradável bem perto do Ouro Minas, pois este estava lotado.
Após gravar matéria com o Willian Magrão, segui para o apart com o objetivo de colocar a matéria no ar na Grêmio TV.

Só para variar, problemas no laptop. O teclado não registrava os números nove e zero e nem os acentos. Precisava deles pra colocar a minha senha e pra fazer a matéria, evidente. Ninguém consegue escrever um texto sem acento. Ainda mais sem o “chapeuzinho” que vai no Grêmio.
Nem a ajuda do hacker Daniel pelo MSN foi suficiente, pois este não detectou nenhum problema. Foi quando decidi apelar para a solução quando o problema parece ser um mau contato: duas ou três porradas de leve no teclado fizeram funcionar.

Completamente aliviado, acabei o trabalho por volta das 22h.
O cansaço me impediu de fazer qualquer coisa fora daquele quarto com ar-condicionado.
Pedi um filé à parmeggiana e fui deitar.
Levei horas pra conseguir pegar no sono. Tanto tempo que até desisti de acordar cedo no dia seguinte pra conhecer a cidade.
Além disso, às 10h30 já deveria estar de volta no Ouro Minas para a coletiva do Celso Roth.

Levantei às 9h e fui tomar café com a companhia do Glauco Pasa da RBS.
Café bem meia-boca.
Arrumei minhas coisas e fui em definitivo para o Ouro Minas.
Acho que é o melhor hotel de Belo Horizonte.
Cinco estrelas e talicoisa.
O hotel é oco em seu interior e os 24 andares são acessados por elevadores panorâmicos que ficam no interior do prédio. Estava tão absorto em minhas tarefas que só fui perceber os elevadores panorâmicos na segunda descida do quarto.
Além disso, o hotel está tão cheio, com eventos da TIM, da Nokia, dois times de vôlei, olimpíada da lingua portuguesa, etc, etc.
Uma várzea. Parece um cortiço.
A propósito, meu quarto é no décimo segundo andar. Vista bem bonita.
E bota quarto nisso!
A cama é tão grande que cabem cinco pessoas dormindo juntas.
Por respeito à minha esposa recusei o convite de três adolescentes para me fazerem companhia.
Prefiro a solidão!

Bom, consegui me liberar por volta das 13h desta terça.
Segui de táxi direto pro centro da cidade.
Olhei no mapa e pedi pro motorista me deixar no cruzamento da Av. Brasil com a Afonso Pena.
Dali caminhei até a praça da Liberdade onde fica o palácio do mesmo nome, além de vários outros prédios antigos e bonitos.
Confesso que o calor de 36 graus abalou meu instinto explorador e logo desisti de uma caminhada mais aprofundada pelo centro.
Segui direto para o estádio Independência, do América Mineiro, onde consegui convencer o zelador a abrir o portão pra eu poder visitar a parte interna.
Gostei bastante. Estádio bem simpático. E que até já foi sede de jogos da Copa do 1950.
Claro que hoje só comporta jogos da segunda divisão. Pelo menos até o término da reforma que prometem fazer para os próximos anos.
Satisfeito em conhecer mais um estádio para minha coleção, voltei ao hotel a tempo de fazer mais entrevistas antes do treino do Grêmio.

Bom, amigos. Este foi o relato de minha segunda e terça-feira em território mineiro.
Prometo mais informações no decorrer do período inclusive com algumas fotos que tirei por aqui.
Até.

27.10.08

Aníver de Luiz Nei e BH

Fim de semana movimentado com direito a jantar no América do Iguatemi para comemorar o aniversário de Luiz Nei.
Destaque para a “pagação de mico” com todos os funcionários do local cantando “parabéns” com vela de estrelinha.
A frugal refeição com a presença de toda a family custou R$ 541,00, mas a cara de tacho de Luiz Nei não teve preço.
Hoje estou embarcando para Belo Horizonte com a delegação gremista.
Quarta estarei no Mineirão para Grêmio x Cruzeiro.
Na bagagem: câmera de TV, câmera fotográfica, laptop, além dos carregadores, baterias e cabos.
Espero trazer tudo de volta, junto com os três pontos.
Na verdade acho que fico feliz voltando só com os três pontos.
Bom, na agenda visita ao estádio Independência, do América Mineiro.
Se der tempo, sou capaz de dar um pulo no estádio do Venda Nova, da segunda divisão.
Quem me conhece sabe que sou capaz.

Mais informações e fotos no decorrer dos acontecimentos.

24.10.08

Puzzle

23.10.08

Eu já entrevistei um mudo

No início da década de 90 eu era produtor e repórter do programa Cadeira Cativa, da antiga TV Guaíba.
Era responsável pelo bloco Vox Populi, que nada mais era do que sair às ruas para escutar o povo sobre um determinado assunto.
Era muito varzeano.
Me deparava com criaturas sensacionais sem nenhum senso do ridículo.
Todas dispostas a aparecer na televisão.
Era tudo que eu queria.
Me divertia fazendo as entrevistas e editando mais tarde.
Mas meu ápice como repórter do Vox Populi chegou no dia em que entrevistei um mudo.
Não. Não foi por maldade.
O entrevistado não me disse que era mudo.
Perguntei se podia fazer uma pergunta e ele consentiu com a cabeça.
Na resposta, só saia: “huhuum..huhmmm...hummm!”.
Mas o pior é que o cara gemia como se estivesse realmente respondendo.
Tadinho. Acho que não tinham avisado pra ele que ele era mudo.
Me diverti tanto com a situação que acabei colocando a “resposta” do cidadão na edição final que foi ao ar.
Me rendeu uma grande mijada do chefe, mas valeu pelo divertimento.
Bom, toda essa história me veio à lembrança depois que achei esse vídeo no Youtube.
Foi mais ou menos o que aconteceu comigo.

Causa nobre



Eu aderi.

22.10.08

Unknown, my big friend

Gostaria de deixar uma saudação especial ao meu amigo Unknown que, segundo o Site Meter, ficou "1 hour, 17 minutes and 57 seconds" conectado a este blog.

Grande Unknown!!

No pátio do Olímpico


Tem gente que não tem apego aos bens materiais.

21.10.08

Sorte de hoje no orkut

Você vai herdar uma grande quantia em dinheiro.

Beleza!
Acabei de me demitir.

A filha do Chucky

Houston, we have a problem!
Minha esposa está surtando.
Deve ser por causa dessa tal TPM.
Pois ontem ela decidiu ressuscitar uma tal de Emília.
Boneca de infância que ficava guardada dentro do baú.
Cheguei em casa e o troço tava sentadinho sobre a cama.
Meu Deus!
No primeiro momento achei que fosse a filha do Chucky.
Aquele olhar satânico pronta pra me enfiar uma faca na jugular.
Tratei de enfiar a boneca no armário, mas fui flagrado.
- Não faz isso com ela! – gritou a insana proprietária tomando nos braços aquele ninho de ácaro.
E não só tomou nos braços como começou a ninar falando baixinho.
- Não fica assim, nenê. A mamãe tá aqui.
Jesus.
Parem as rotatórias! Como diz minha amiga Aline.
O caso é grave.
- Pára com isso, Priscila! Parece uma retardada.
- Ah é? Tu pode ter esse teu travesseiro e eu não posso ter minha boneca?
São coisas bem diferentes.
Meu travesseiro Jorge me acompanha desde a infância.
Priscila tem ciúmes dele.
Além disso é limpinho e macio.
Muito ao contrário dessa Emília.
Seja como for, acho que ela está precisando engravidar.

20.10.08

18.10.08

El Superclásico


A última edição da revista Trivela apresenta o resultado de uma pesquisa que elege o clássico Gre-Nal como o maior do Brasil em rivalidade.
Não só pelo jogo em si, mas também por tudo aquilo que o cerca.
Todo aquele ritual de espera e expectativa.
Eu, que tenho o prazer de vivenciar o Gre-Nal desde a mais tenra idade, sou obrigado a concordar: não há clássico maior no Brasil.
Tá certo que nunca assisti um Flamengo x Vasco, Corinthians x Palmeiras ou Atlético x Cruzeiro, mas não acredito que a mobilização seja a mesma.
Mas estamos falando em âmbito nacional.
Fora daqui, já tive o prazer colossal de presenciar no estádio confrontos como Real Madrid x Barcelona e Milan x Internazionale, entre outros de menor rivalidade.
Apesar da grandiosidade dos clubes europeus, nenhum jogo se compara ao Boca Juniors x River Plate, na Argentina.
É, sem sombra de dúvida, o maior embate já criado dentro do futebol.
E quem tem a oportunidade de acompanhar em La Bombonera ou no Monumental de Nuñez, certamente acaba mudando seus conceitos sobre o esporte e sobre a vida em gerl (lindo isso!)..
Véspera de “Superclásico” (apelido modesto deste encontro) faz a Argentina parar.
Entre uma empanada e outra, ninguém fala de outro tema nos cafés de Buenos Aires.
Os potreros (como são conhecidos nossos campos de várzea) enchem de desocupados pernas de pau usando as cores dourada e azul do Boca ou a branca e vermelha do River.
A rivalidade está no ar.
A gente sente o cheiro do Superclásico por todas as partes.
Minha primeira vez foi na Bombonera.
Luiz Nei e eu.
Até hoje não sei como ele fez para conseguir os ingressos, mas o importante é que estávamos lá.
Chegamos cedo ao estádio.
Chovia aos cântaros.
Uma estrutura de guerra foi montada pela polícia local.
As torcidas não podiam se encontrar.
Depois de subirmos uma interminável escada voltada para o lado externo do campo, finalmente chegamos ao terceiro anel onde apontava nosso ingresso.
Mais chuva. Muita chuva.
Cachoeiras escorriam pelas arquibancadas de cimento do velho Camilo Cichero, o verdadeiro nome da Bombonera e o estádio com as arquibancadas mais inclinadas do mundo.
As “barra bravas” (torcedores mais fanáticos localizados atrás das metas) já estavam posicionadas com seus bumbos e trapos.
Cantavam em uníssono sem parar de saltar um segundo sequer fazendo balançar a estrutura do terceiro andar, onde estávamos.
Mesmo sob o temporal, o estádio foi enchendo aos poucos até estar completamente lotado para o início da partida.
Fui completamente contagiado por aquele clima e aquele barulho ensurdecedor.
A cada ataque das duas equipes meu coração disparava.
O gol era questão de tempo.
Não agüentava mais e expectativa de ver aquela torcida explodir.
Porém, não tive sorte.
O tempo foi passando e o árbitro terminou a partida.
Um frustrante zero a zero.
Nem tanto para os torcedores que retornavam aos seus lares esperando pelo próximo clássico, mas extremamente frustrante pra mim.
Apesar da viagem inesquecível e de toda a emoção vivida, no ar aquele sentimento de que alguma coisa ficou faltando.
Mas não poderia deixar assim.
Apaixonado pelo superclásico, voltei muitas outras vezes.
Sim. Viajei à Buenos Aires apenas para ver Boca e River e jamais me arrependi.
Grandes jogos!
Vi a despedida do Maradona!
Uma goleada do River de 3 a 0 em plena Bombonera e uma virada do Boca de 2 a 1 em Nuñez. Só pra ficar nestes.
Se você tiver a oportunidade, não perca.
Já faz muito tempo que não vivo este momento, mas lá estarei outra vez na primeira oportunidade.
Neste domingo, as duas equipes se encontram outra vez.
E, se Deus e a Priscila deixarem, estarei na frente da TV, relembrando momentos inesquecíveis que vivi nas arquibancadas.

17.10.08

Charqueadas

Meu sitemeter aponta que uma abnegada criatura de Charqueadas tem perdido dezenas de minutos acessando este blog.
Muito obrigado!
Sugiro que se identifique.
A menos que seja morador do Segurança Máxima.

Uma obra de arte


16.10.08

Energia

Não que eu acredite nestas coisas.
Ainda mais na internet.
Mas fiz este teste e deu o resultado abaixo.

"Você enfrenta problemas no relacionamento tanto no trabalho como no amor. Escute o que a pessoa tem a dizer. Use a cor laranja."

Uia!

Luiz Nei: meu mestre

Ele se tornou um fenômeno da internet.
Tanto quanto a tia do sanduíche-iche e o hit “Vai tomar no cu”.
Estamos falando do mestre Luiz Nei, que hoje comemora 93 anos de vida.
Neste post (que já foi publicado no ano passado e que agora está atualizado) uma homenagem ao homem que até hoje serve de exemplo para este que vos escreve.
Aproveitando o ensejo, dedico muitas felicidades à minha sogra querida que hoje também comemora seu aniversário.
Acompanhe aqui, uma breve retrospectiva das melhores passagens de LN neste blog.

Sabedoria:

Fim de semana em família:

Páscoa com Luiz Nei:

Sinais da idade:

Luiz Nei e os netos:

Luiz Nei gagá, cônjuge e neta:

Luiz Nei sempre educado:

Diálogo com Luiz Nei pela manhã:

Luiz Nei goleador:

Luiz Nei e a incontinência urinária:

Luiz Nei e o Dia dos Pais:

Luiz Nei judoca:

Luiz Nei e os Cigarrillos Colombo:

Mai neimi´s Louys Nay:

Luiz Nei e meus Bits:

Tributo ao Luiz Nei:

Luiz Nei e a teoria destrutiva:

Conselho Deliberativo:

Luiz Nei e seus valores:

Assunto de economia interna:

Átimo é a tasquiupariu:

Luiz Nei e o ar-condicionado:

Ela ta na praia:

Luiz Nei e o processo:

LUIZ NEI: NOTA OFICIAL:

Luiz Nei e o soro:

Luiz Nei: Muso inspirador:

Terça à noite com Luiz Nei:

Luiz Nei e o pincel:

Luiz Nei: incendiário:

Luiz Nei - Raridade:

Luiz Nei, o otimista:

Luiz Nei e a pá de cal:

Luiz Nei morto (outra vez):

Luiz Nei – Sempre atento:

Luiz Nei – É veio mas ta pago:

Luiz Nei: Herchcovitch underwear:

Where´s Waldo:

Uma obra de arte:

Luiz Nei e as charadas:

Luiz Nei o anfitrião:

O homem da casa:

No fim de semana:

Luiz Nei tenor:

Luiz Nei gentleman:

A vingança divina:

Luiz Nei e seu mata-mosca:

Luiz Nei: Carnaval 2008 (vídeo):

Luiz Nei e as previsões:

Luiz Nei: o visionário:

Luiz Nei no velório:


Obs: os sete primeiros comentários são do ano passado. Fiquem à vontade para atualizar.

15.10.08

De peruca no Japão

Acredito que uma cobertura de Copa do Mundo deva ser o sonho de qualquer jornalista esportivo.
O Brasil fazia sua estréia na Copa do Mundo do Japão exatamente contra os donos da casa e eu era um dos poucos repórteres atrás de uma das metas, exatamente na frente da torcida brasileira.
Só o fato de estar ali já me deixava realizado.
Nem mesmo a peruca colorida que eu era obrigado a vestir me faria reclamar.
Sim, caro leitores. Tínhamos que usar umas perucas coloridas.
Segundo os japoneses, foi a forma encontrada para nos diferirmos dos demais profissionais que ficavam dentro de campo.
Achei ridículo, mas não contestei.
Enquanto o jogo não começava, consegui identificar um pequeno grupo nas arquibancadas vestindo a camisa do Grêmio. Eram aproximadamente 15 torcedores, todos com as cores e as bandeiras do Grêmio.
Impressionante como a força de uma nação consegue romper as fronteiras da distância, pensei comigo mesmo.
Até no Japão a galera gremista se fazia presente e isso me encheu de orgulho.
Mas minhas atenções deveriam estar voltadas para dentro de campo.
O Brasil fez 1 a 0 e jogava bem no primeiro tempo. Pelo menos nos primeiros 15 minutos.
Para surpresa de todos, o Japão não só empatou como virou a partida para 2 a 1.
Ficamos atônitos: jogadores, repórteres e torcida.
A festa era dos japoneses e tudo isso só no primeiro tempo.
No intervalo, toda uma infra-estrutura para satisfazer as necessidades dos jornalistas.
Não só uma infra-estrutura tecnológica para a realização das matérias como também uma infra-estrutura gastronômica. Uma sala gigantesca com sanduíches e refrigerantes à disposição e gratuitos.
O túnel de acesso ao gramado do estádio Nacional de Tóquio passava exatamente ao lado desta sala. Assim tínhamos o visual da movimentação dos atletas e da comissão técnica do Brasil.
Foi aparecer o Dunga para todos os jornalistas correrem em direção dele em busca de uma entrevista antes do início da segunda etapa.
Ele estava confiante na virada brasileira. E confesso que eu também acreditava.
Mas iniciado o segundo tempo, não demorou muito para o desânimo tomar conta.
O Brasil jogava mal e não conseguia levar perigo.
Foi assim até o final e quando o árbitro apitou o término da partida, os torcedores japoneses explodiram em festa.
Fiquei chateado com o resultado, mas ainda tínhamos dois jogos pela frente e poderíamos reverter a situação em busca da classificação.

Só espero continuar tendo sonhos como esse até a grande final, no estádio de Yokohama.

Post número 1000


Sim, caros leitores!
Este blog está em festa!
Chegamos ao post de número 1000!
Graças a você, que perde preciosos minutos do seu dia dedicando sua atenção e sua leitura.
Você que adora comentar e mora no meu coração!
Você que é anônimo, mas sempre aparece!
Faça a festa você também!
Solte fogos!
Buzine seu automóvel!
Agite sua bandeira!
Dê aquela sambadinha do Barrichello!
Comemore nosso post número 1000!!
Deixe seu comentário!

Pronto, agora pode voltar ao normal.

14.10.08

Eu freio para animais

Estava parado no sinal vermelho quando me chamou a atenção o adesivo colado no vidro do carro da frente.
Dizia ele: “Mantenha distância, eu freio para animais”.
Vagando em meus devaneios, imediatamente me lembrei do curso de renovação da carteira de motorista que fiz no ano retrasado.
Durante a aula, o professor levantou a seguinte questão: você está trafegando por uma via movimentada de alta velocidade e, de repente, um cachorro atravessa na sua frente. O que você faz?
Mais do que depressa, a patricinha da primeira fila respondeu levantando o braço:
- Eu freio!
- E se não der tempo? - Provocou o professor.
- Desvia o carro pra calçada. - Arriscou a senhora de mais idade que renovava a carteira pela vigésima vez.
O silêncio tomou conta da sala.
No meu íntimo, eu sabia a resposta, mas preferi ficar quieto.
Fitando o chão e andando lentamente de um lado para a outro da sala, o professor balançava a cabeça negativamente.
Passado alguns segundos de tensão, ele se virou pra turma, indignado, e gritou com os olhos esbugalhados:
- Tu atropela o animal! Passa por cima! Esmaga! Trucida!
- Que horror! – exclamou a patricinha olhando para os lados tentando buscar apoio nos colegas para sua revolta.
Satisfeito com o grau de perplexidade da turma, o professor continuou:
- Se você frear pode causar um grave acidente, um engavetamento. Se você desviar pra calçada pode atropelar um pedestre ou entrar num poste. Tudo isso por quê? Por causa de um cusco sarnento que não deveria estar ali? Não há nada que você possa fazer, infelizmente. Antes ele do que você!
Brilhante, teacher!
Por mais difícil que seja admitir, ele está certo.
E assim é a realidade.
Com o perdão da metáfora, existem momentos em nossas vidas que devemos atropelar alguns cachorros.

E o pior é que eu freio para animais.

11.10.08

Para meu grande amor

Priscila.



Eres Mi Religion
Maná

Iba caminando por las calles empapadas en olvido,
iba por los parques con fantasmas y con ángeles caídos,
iba sin luz, iba sin sol, iba sin un sentido, iba muriéndome.
Iba volando sobre el mar con las alas rotas .
Ay, amor, apareciste en mi vida y me curaste las heridas.
Ay, amor, eres mi luna, eres mi sol, eres mi pán de cada día.
Apareciste con tu luz,
No nunca te vayas, no, no te vayas no.
Eres la gloria de los dos, hasta la muerte.
En un mundo de ilusión, yo estaba desahuciado, estaba abandonado,
vivía sin sentido, pero llegaste tú.
Ay amor, tú eres mi religión,
tu eres luz, tu eres mi sol,
abre el corazón, abre el corazón .
Hace tanto tiempo corazón, viví en dolor y en el olvido.
Ay, amor, eres mi bendición, mi religión, eres mi sol que cura el frío
Apareciste con tu luz,
Noo no, no me abandones, no nunca, mi amor.
Gloria de los dos, tu eres sol, tu eres mi todo
Todo, tu eres bendición
En un mundo de ilusión, yo estaba desahuciado, estaba abandonado,
vivía sin sentido, pero llegaste tú.
Ay, amor, tú eres mi religión.
Tu eres luz , tu eres mi sol,
abre el corazón, abre el corazón.
Ay, amor, tú eres mi bendición.
Tu eres luz, tu eres mi sol,
abre el corazón, abre, abre el corazón.
Viviré siempre a tu lado con tu luz,
moriré estando a tu lado, eres gloria y bendición.
Eres tu mi bendición, eres tu mi religión, yeah.
Eres tu mi eternidad y asta eres salvación.
No tenia nada, y hoy te tengo con la gloria,
con la gloria, con la gloria, amor, amor, amor, amor, amor.
Eres tu mi bendición, eres mi luz eres mi sol.

Te quiero, Pri!


Em português

10.10.08

A vaidade do homem

Outro dia, caminhando pelo pátio de estacionamento do Olímpico, encontrei um amigo em comum meu e de Luiz Nei.
Conversa vai, conversa vem, esta pessoa me diz:
- Uma vez Luiz Nei me disse uma frase que jamais esqueci: “a pior vaidade que existe é a vaidade do homem”.
E quando ele se referiu ao “homem”, é à pessoa do sexo masculino mesmo.
Luiz Nei é mestre e a frase faz total sentido.
Ainda mais pra mim que trabalho no meio onde a vaidade exacerbada impera.
Não sou contra a vaidade, absolutamente.
O que me enoja é o exagero.
O ego inflado.
A necessidade absurda de aparecer.
De ser melhor que os outros.
Nem que para isso tenha que passar por cima das pessoas que estão ao lado.
E pior: nem que para isso tenha que pegar para ela o mérito dos outros.
Já presenciei tanta coisa que se fosse colocar aqui o leitor não acreditaria.
Demonstrações patéticas de vaidade e prepotência.
Mas, aos poucos estou aprendendo a lidar com isso.
Tento relevar.
Até porque é a única forma que tenho para sobreviver neste mundo podre do futebol.
Sinto pena.
Da minha parte, pelo contrário, me falta vaidade.
Faço as coisas e me escondo.
Não sinto a necessidade de aparecer.
Faço o meu trabalho bem feito e deixo que os outros levem os louros.
E isso me incomoda, mas não consigo agir de outra forma.
Alguma coisa relacionada à minha criação altruísta, quem sabe.
Seja como for, a vaidade exagerada nada mais é do que uma demonstração de insegurança e de inferioridade intelectual.

E a falta dela também.

9.10.08

Baixaria na TV

Recentemente foi divulgado o ranking dos programas que mais divulgam a baixaria na TV brasileira.
Curiosamente, o Terceiro Tempo (TV Band) comandado pelo Milton Neves ficou em primeiro e o Pânico na TV (Rede TV) ficou em segundo.
Mais curiosamente ainda, são dois dos programas que mais gosto e assisto.
Tem alguma coisa errada aí.

A campanha é uma iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em parceria com entidades da sociedade civil, destinada a promover o respeito aos direitos humanos e à dignidade do cidadão nos programas de televisão.

Quanta hipocrisia.

7.10.08

Luiz Nei no velório

Informado em casa do falecimento de seu primo, Luiz Nei seguiu para o Crematório Metropolitano onde seria o velório e a cremação.
Chegando lá, pediu informação da capela onde estava o caixão.
A menina da recepção indicou a capela número três.
Depois de zanzar pelo local, Luiz Nei achou a capela.
Abriu a porta lentamente e achou ter reconhecido algumas pessoas que lá estavam. Observado por todos, Luiz Nei caminhou lentamente até o caixão onde algumas mulheres choravam.
Curioso, levantou o véu que cobria o rosto do cadáver.
Foi então que comentou em voz alta quebrando o silêncio:
- Xi! Errei de velório.
Antes que alguém pudesse dizer alguma coisa, tentou consertar a situação:
- Vamos dar as mãos e fazer uma oração por este irmão que se foi.
Sem entender nada, todos deram as mãos e rezaram um pai nosso.
Antes do “amém”, Luiz Nei já estava no carro.
Não satisfeito em errar o velório, errou também o cemitério.

6.10.08

Tá eleito

E não é que o Tarciso Flecha Negra se elegeu?
Mais uma vez a Nação Gremista mostrando sua força!
Tomara que tenha sucesso na câmara.

4.10.08

Tarciso - O Flecha Negra

Antigamente, sempre que o Grêmio ia jogar em Caxias do Sul, seja contra o Caxias ou o Juventude, a delegação ficava hospedada no Hotel Samuara.
Na época, o melhor da cidade disparado.
Não eram raras as vezes que Luiz Nei e família ficavam hospedados no mesmo local.
Isso me propiciava uma convivência direta com jogadores que eram meus ídolos.
Não me recordo exatamente o ano.
Acho que foi lá por volta de 1978 ou 79.
Estava sentado no saguão do hotel quando o ponta-direita Tarciso se aproximou e me deu de presente uma camisa autografada.
Jamais esqueci este gesto.
Singelo para o atleta, mas marcante para um menino.
Depois disso, Tarciso levou o Grêmio aos títulos do Brasileiro de 1981, da Libertadores de 1983 e do Mundial no mesmo ano.
Isso sem falar nos títulos regionais de 1977, 79 e 80.
Foram 13 anos defendendo o Grêmio.
Nunca foi expulso.
Após abandonar a carreira, abriu uma escolinha de futebol voltada para crianças carentes.
Segue nesta batalha há 15 anos.
Hoje trabalho ao lado da filha dele e convivo com a figura do Tarciso pelo pátio do estádio Olímpico
Agora o “Flecha Negra” (como era conhecido nos gramados) é candidato a Vereador em Porto Alegre.
Não tenho a menor idéia se terá condições de fazer um bom trabalho como político.
Até acho que ele não combina com esse meio repleto de gente sacana.
Ainda assim, por todas as alegrias que me deu nesta vida, Tarciso terá meu voto neste domingo.
Espero que a Nação Gremista também pense assim.

2.10.08

Dez anos de Brasil

Os reflexos de um casamento fracassado certamente seguirão por um longo tempo ao lado da pessoa.
No meu caso, que tenho dois filhos, arrisco a dizer que seguirão para sempre.
Evidente que muito mais por eles do que pela mãe.
Já se passaram dez anos daquele que hoje posso considerar o maior erro da minha vida: o “sim” diante do padre.
Durante todo este período, minha vida seguiu numa curva descendente até chegar ao fundo do poço.
Felizmente tive forças pra escapar.
Ou seria mais verdadeiro se dissesse que não tive outra opção.
Acho que assim ficaria melhor.
Mas toda essa introdução é para explicar uma grave constatação que pude fazer ontem à noite.
Há exatos dez anos eu viajava para fora do Brasil pela última vez.
E justamente na minha lua de mel.
Quanta ironia.
Nestes meus 36 anos de vida, nunca fiquei tanto tempo sem sair do Brasil.
Essa é a verdade.
Pois vejamos: minha primeira viagem internacional foi por volta dos meus 10 anos, quando fui com a família para Foz do Iguaçu conhecendo a fronteira do Paraguai e da Argentina.
Logo depois, aos 11 anos, novamente Argentina com passagens por Buenos Aires, La Plata e Bariloche.
Sete anos depois, foi a vez de conhecer a Costa Rica seguida pelo meu período vivendo na Espanha e mais duas viagens pela Europa no início da década de 90.
Desde então, foram passeios anuais para fora do Brasil basicamente Uruguai e Argentina com escala na Colômbia para ver o Grêmio campeão da América em 1995.
Então casei em 1998.
Foi quando iniciou minha derrocada.
Período negro que quero apagar da minha vida.
Mais nenhuma viagem internacional.
Nem mesmo aqui para a fronteira no Chuí, Livramento ou Uruguaiana.
Coisa triste.
Já faz tempo que estou separado.
Hoje vivendo ao lado de uma pessoa maravilhosa que só me coloca pra cima em todos os sentidos.
Ainda assim, não consegui me recuperar o suficiente para poder voltar a viajar.
Vai ser aos poucos.
Rivera que me aguarde!

O futebol e suas teorias


O futebol é cheio de teorias.
Ou melhor, as pessoas fanáticas por futebol são cheias de teorias sobre o esporte.
Algumas delas têm tanto fundamento que acabam se tornando verdades absolutas. Neném Prancha é o mais célebre criador de teorias e de frases sobre o futebol e que são lembradas até hoje:
“O pênalti é tão importante que deveria ser cobrado pelo presidente do clube”.
“Se concentração ganhasse jogo o time do presídio era sempre campeão”.
“Se macumba desse certo o campeonato baiano terminava empatado”.
São algumas delas.
Existem outras tradicionais como “em time que está ganhando não se mexe”, “bola pro mato que o jogo é de campeonato” ou “quem não faz leva”.
Acho que todo mundo já ouviu um dia.
Cresci escutando algumas teorias de Luiz Nei sobre o futebol.
Absurdos do tipo: “negro não pode ser goleiro”, “atacante não pode ter bigode” ou “jogador que se preze não pode ter o nome terminado em “inho: como Juninho, Paulinho, Joãozinho”.
Certamente, Luiz Nei se baseou em fatos vivenciados para criar tais pérolas.
Acredito que a primeira se deve ao goleiro Barbosa, considerados por muitos o culpado pela derrota na Copa de 1950.
Vivo há 30 anos dentro do futebol e, com o tempo, fui criando minhas próprias teorias.
A mais interessante delas diz que “uma falta cobrada na barreira é mais frustrante que um pênalti perdido”.
É um pensamento bastante profundo.
O mínimo que esperamos de uma cobrança de falta é que a bola passe da barreira.
O que vai acontecer depois disso não importa.
Se vai ser gol ou não já são outros 500.
Frustrante mesmo é gerar toda uma expectativa em cima da cobrança e, na hora H, chutar na barreira.
Já a perda de um pênalti é algo esperado.
Não gera tanta frustração, pois o torcedor está esperando por isso também.
O torcedor espera que o atacante perca o pênalti, mas jamais ele espera que a bola bata na barreira.
Até tentei defender essa tese no meu trabalho de conclusão, mas meu orientador achou melhor buscar outro tema.
Professorzinho de visão minimalista.
Bom, essa post já está muito longo.
Dependendo da repercussão, crio um post novo com outras teorias tão ou mais interessantes que essa.

1.10.08

Doidas e Santas

Que não sou fã dos textos da Martha Medeiros isso já escrevi aqui neste blog.
Não estou dizendo que ela escreve mal.
A verdade é que não me identifico muito com alguns temas inegavelmente voltados para o sexo feminino.
Porém, volta e meia meu lado mulher está mais aflorado e acabo me pegando suspirando lendo alguma coluna dela.
Talvez por isso tenha me sujeitado a acompanhar a Priscila na sessão de autógrafos do livro “Doidas e Santas” lançado na Livraria Saraiva do Shopping Praia de Belas.
Ficamos um bom tempo na fila até recebermos a assinatura da escritora.
Neste período de espera, Priscila apiedou-se de um fotógrafo já pra lá dos seus 70 anos portando uma câmera não menos antiga.
Ele perguntava se alguém queria tirar foto com a Martha Medeiros, mas ninguém queria.
No auge de sua sensibilidade feminina, Priscila deixou escorrer algumas lágrimas.
Coisa lamentável.
Tive que utilizar de toda a dureza de um homem de verdade.
Bom, depois desta montanha-russa de emoções, retornamos pra casa com o novo livro da Martha Medeiros.
Antes de dormir, peguei pra dar uma folhada.
Até que não é tão ruim.
Não teve jeito. Aflorou meu lado mulher outra vez.
Seja como for, continuarei lendo.
Pelo menos enquanto estiver ovulando.
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