27.11.08

Premonição (?)

Hoje sonhei com a queda de um avião da TAP com centenas de pessoas.
Não sei o que isso significa.
Mas, por via das dúvidas, resolvi colocar aqui.
Vai que acontece.

Desabafo Pincha


Ontem me prestei a ficar na frente do televisor até altas horas acompanhando a partida entre Inter e Estudiantes pela final da Copa Sul-Americana.
Hoje sou uma pessoa madura, que trabalha com o esporte. Portanto, já passei de fase de secar o Internacional.
Meu objetivo principal era desfrutar de uma boa partida e apreciar tudo de bom que um confronto entre Brasil e Argentina costuma proporcionar.
Porém, para minha decepção e com dor no coração, acabei presenciando a extinção de um dos mais temidos clubes argentinos.
Onde está o verdadeiro Estudiantes?
Aquele Estudiantes do final dos anos 60 de um tricampeonato da Libertadores?
Aquele Estudiantes intimidador que sabia dar ponta pé?
Onde estão aqueles jogadores raivosos que cospem na cara dos brasileiros?
Que agarram o juiz pelo colarinho com os olhos esbugalhados de ódio?
Onde estão aqueles torcedores que depredam os ônibus do adversário na chegada ao estádio?
Que roubam as bandeiras e espancam os seguidores rivais?
Mas que cantam e pulam durante os 90 minutos.
E onde está o verdadeiro estádio do Estudiantes?
Aquele estádio acanhado com arquibancadas de madeira que balança ao ritmo da torcida?
Aquele estádio sem nenhuma segurança onde os jogadores adversários são agredidos na entrada dos vestiários ao intervalo?
Onde os torcedores cutucam a bunda do bandeirinha com os cabos das bandeiras tamanha a proximidade das arquibancadas do gramado?
Saudade daqueles tempos.
O Estudiantes morreu.
Sua torcida também.
O que vi em campo foi um time se achando um Milan ou um Barcelona com jogadores medíocres e displicentes.
Na lateral um tal de Angeleri.
Cabelos compridos, barba mal feita, cara de mau.
Eis um argentino característico. “Ainda há uma esperança”, pensei comigo mesmo.
Ledo engano.
Parecia uma tia que passou o jogo todo entregando a bola nos pés dos atacantes colorados.
E no final, numa disputa na linha lateral, ao invés de colocar o adversário na pista atlética com uma entrada desleal, acabou sendo agredido por ele com uma paulada no joelho ficando estirado gemendo fora de campo.
Dizem que o Real Madrid quer contratá-lo.
O ídolo do time é o Verón.
Filho daquele grande Verón que levou o velho Estudiantes ao topo da América.
Tremenda grande bosta.
Toquezinho pra lá, toquezinho pra cá. Cruzou 865 bolas nas mãos do goleiro.
Será que é só isso que ele sabe fazer?
E ainda faltando meia hora pra terminar o jogo, morreu em campo. Babou na gravata.
Não conseguia nem dar um passo.
E o treinador então?
Quem disse para Leonardo Astrada que ele é técnico de futebol?
Provavelmente foi a mesma pessoa que disse pro Desábato que ele é zagueiro.
Não precisa ser mestre em futebol para perceber durante o jogo que o treinador do Estudiantes não conhecia o time do Internacional.
Será que não foi capaz de pegar um DVD ou uma fita de vídeo e estudar o adversário?
Se o tivesse feito, não deixaria o Nilmar mano a mano com o Desábato.
Uma coisa tão óbvia que até o Galvão Bueno percebeu.
O mesmo Galvão Bueno, amigo do Arnaldo Cesar Coelho, que viu penalidade máxima clara sobre o Nilmar no lance que originou o gol do Inter.
Será que a parcialidade cegou meus colegas da imprensa esportiva?
Nenhuma pessoa foi capaz de perceber que o jogador colorado se atirou escandalosamente cavando a falta?
Será que só eu vi em casa?
Bom, vai ver a parcialidade me cegou e eles estão certos.
Mas isso é outro assunto.
Meu desabafo é pelo fim do Estudiantes.
O fim de sua torcida e o fim da mística de jogar na temida La Plata.
Hoje, qualquer um vai lá e ganha.
E ganha com autoridade. Ganha dando porrada e tendo jogador expulso aos 25 do primeiro tempo.
Ganha com a ajuda do juiz.
Claro. O torcedor não invade mais o campo para linchar o árbitro e não cutuca mais a bunda do bandeirinha no alambrado.
Que pena.
Perdi uma noite na frente do televisor.
Porque fiquei acordado até o finalzinho do jogo.
Ainda restava um fio de esperança de que o espírito vencedor baixasse sobre aqueles jogadores e que os deuses do antigo estádio Jorge Hirsch entrassem em campo e fossem buscar o resultado como fizeram naquele inesquecível 3 a 3 contra o Grêmio na Libertadores de 1983.
Afinal, a esperança é a última que morre.
Mas, quando o juiz marcou falta faltando alguns segundos para o tempo se esgotar, vi que não tinha mais solução.
O goleiro não correu pra área pra tentar o gol.
Foi então que morreu minha esperança.

26.11.08

Satisfação

Isso nunca me aconteceu.
Pelo menos durante tanto tempo assim.
Não sei ao certo explicar, mas me falta a criatividade para atualizar o blog.
Não diria nem “criatividade”, talvez uma falta de ânimo.
Pode parecer meio gay, mas acho que estou vivendo uma fase mais introspectiva.
Serve como aprendizado.
Como posso querer ser um dia um colunista de um jornal diário?
Imagina meus leitores abrindo o jornal e se deparando com uma foto de La Boca, ou de um gordinho segurando uma pazinha.
Nenhum texto, nenhum pensamento, nenhuma nova história de Luiz Nei.
Sei que o blog é um espaço pessoal sem nenhuma responsabilidade.
Pelo menos deveria ser assim.
Mas, como já escrevi em um post anterior, preocupo-me demasiadamente com as pessoas.
Ainda que o blog seja um espaço meu e sem responsabilidade, acho este "silêncio" uma falta de respeito com as pessoas que entram aqui diariamente (sim, elas existem).
Não tenho dificuldade em me colocar no lugar delas porque a grande maioria dos blogs que visito não se preocupa com a atualização.
Diria mais: estão cagando e andando para as pessoas que entram ali diariamente.
Não. Não citarei nomes.
Portanto, dentro da teoria "Saint-Exupéryana" de que sou eternamente responsável por aqueles que cativo, esse texto, que deveria apenas servir de satisfação aos leitores deste espaço, acabou sendo também a atualização do dia.
Quem sabe isso não me inspire.

21.11.08

La Boca

18.11.08

17.11.08

Sempre os gordinhos


Não. Não é um picolé na mão do gordinho.
É apenas uma pazinha.
Isso mostra como os gordinhos sofrem preconceitos.

Luiz Nei: o texto

Quinta-feira, início de tarde.
Meu blog já completa cinco dias sem post.
Telefone toca na minha sala.
É Luiz Nei com a voz preocupada:
- O que houve? O que está acontecendo?
- Ué? Por quê?
Achei que fosse alguma coisa séria.
- Faz uma semana que tu não atualiza teu blog. Alguma coisa tem que estar acontecendo.
Vê se pode.
Respondo:
- Agradeço tua preocupação, mas não está acontecendo nada. Apenas estou sem idéias pra escrever.
- Como “sem idéias”? O Grêmio ganha a maior partida da sua história contra o Palmeiras no Parque Antarctica e tu não colocas nenhuma linha no teu blog. Barbaridade.
- Não acho que tenha sido relevante. Respondo já enfadado.
Ele continua:
- Então se tu estás sem idéia, vou escrever um texto e te mandar pra tu colocares no blog.
Levei um tempo até assimilar.
- Como é? Tu vais escrever um texto pra eu publicar?
- Isso. Mas tu publicas como se fosse tu quem tivesse escrito.
Pausa no telefone.
Então ele completa:
- Mas tudo isso se tu quiseres publicar, lógico. O blog é teu. Tu faz o que quiser. Se não quiser colocar, tudo bem.
- Tá bom, Luiz Nei. Manda pro meu e-mail. Mas vou colocar teu nome no texto.
- Não. Não faz isso. É muita cabotinagem.
- Muita o que?
- Cabotinagem. Cabotino. Pessoa que se gaba, se exibe.
- Ah! Mas é aí que está a graça da história.
- Não coloca nada.
- Ok.

Vazio

Impressionante como não tenho tido nenhuma vontade de escrever aqui.
Será que passa?

14.11.08

Luiz Nei estraga festa

Vai o ano de 78. Luiz Nei é Diretor de futebol do Grêmio.
Dirigentes, funcionários e jornalistas setoristas resolvem fazer um torneio interno de futebol de salão.
Na grande final, time A (funcionários, capitão Telê Santana) contra time B (também funcionários, capitão Ithon Fritzen).
Com grande público presente, principalmente os jornalistas, rola a bola para a grande decisão.
Lá pelo meio da partida Telê e Ithon, que não sabem perder nem amarelinha, começam a dividir todas entradas para estupefação e alegria da plateia.
Lembrar que Telê era o treinador do Grêmio e Ithon o preparador físico.
Clima tenso.
Quando a festa estava esquentando, eis que Luiz Nei invade a quadra, pega a bola, e sem dizer nada, sai com ela embaixo do braço deixando a massa irada.
Luiz Nei sabia onde tudo poderia chegar.
Ps: dou um doce pra quem adivinhar de quem é esse texto.

7.11.08

Portões fechados


Não é de hoje que alguns treinadores do Grêmio se utilizam do artifício de comandarem os treinos com os portões do estádio fechados.
E são fechados mesmo.
Ninguém entra e ninguém sai num período de aproximadamente duas horas antes do início dos trabalhos.
Nem mesmo os funcionários do clube como eu.
Não dá nem pra espiar.
Proteções são colocadas para que nenhum espaço do interior do estádio seja visível.
Mano Menezes adorava fechar os portões.
E agora o Celso Roth.
Não sou contra.
Acho que eles têm o direito de querer mais privacidade para trabalhar algumas jogadas específicas.
Vendo de fora, o assunto torna-se irrelevante.
Mas tem um porém:
Todos os dias o Olímpico é invadido por dezenas de excursões vindas dos mais distantes pontos do Estado e até de fora dele.
Muitas escolas e ônibus vindos do interior.
A grande maioria formada por crianças.
Pessoas humildes que colocam o estádio Olímpico como visita obrigatória na vinda à capital.
Provavelmente jamais terão outra oportunidade.
Cruzam o pórtico de entrada eufóricas, gritando o nome do Grêmio.
Vestem a camisa tricolor e agitam bandeiras.
Mas quando chegam ao portão de acesso às arquibancadas, são impedidas de entrar.
Barradas pela segurança.
Ninguém entra, pois o time está treinando.
Professoras atônitas.
Crianças aos prantos.
Tem noção do que é esse sentimento?
Acho que senti algo parecido quando o porteiro do estádio do Pisa, na Itália, não deixou eu visitar. Ou aquele segurança do estádio do San Lorenzo da Argentina.
Talvez nunca mais eu venha a visitar o estádio do Pisa ou do San Lorenzo.
Mas não torço por esses times.
Muito pelo contrário: desde então passei a torcer contra o Pisa e contra o San Lorenzo.
Como deve ficar o coraçãozinho gremista destas crianças?
Bem complicado.
Impotente, observo o sofrimento de cada uma delas.
Não posso ajudar.
Afinal, o melhor técnico do mundo está lá dentro treinando jogadores fora de série.
São jogadas ensaiadas que revolucionam o futebol moderno.
Será que vale a pena tudo isso?
A resposta a gente tem dentro de campo.

5.11.08

Curiosas

Não existe no mundo bicho mais curioso que a mulher.
E não adianta negar.
Meio que sem querer, acabei realizando um teste definitivo no dia de ontem.
Escrevi no meu MSN a frase: “eu sei de tudo”.
Das aproximadamente 15 mulheres que tenho cadastradas como amigas, 13 me chamaram pra conversar iniciando o papo com a pergunta: “sabe o que?”.
Até mesmo aquelas mulheres que raramente falam comigo pelo Messenger vieram me procurar pra saber o que eu sabia.
E aposto que as outras duas que sobraram estão se corroendo de curiosidade, mas ainda não deram o braço a torcer.
Aliás, devem ter perdido uma noite de sono imaginando: “o que será que o Márcio sabe?”.
Juro que o intuito da frase não era aguçar a curiosidade feminina.
Mas que foi divertido, isso foi.
E quando disse no início do texto que o teste foi “meio sem querer”, estava falando a verdade.
Porque no fundo, no fundo...
Eu sei de tudo.

3.11.08

Gênio

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