17.11.08

Luiz Nei: o texto

Quinta-feira, início de tarde.
Meu blog já completa cinco dias sem post.
Telefone toca na minha sala.
É Luiz Nei com a voz preocupada:
- O que houve? O que está acontecendo?
- Ué? Por quê?
Achei que fosse alguma coisa séria.
- Faz uma semana que tu não atualiza teu blog. Alguma coisa tem que estar acontecendo.
Vê se pode.
Respondo:
- Agradeço tua preocupação, mas não está acontecendo nada. Apenas estou sem idéias pra escrever.
- Como “sem idéias”? O Grêmio ganha a maior partida da sua história contra o Palmeiras no Parque Antarctica e tu não colocas nenhuma linha no teu blog. Barbaridade.
- Não acho que tenha sido relevante. Respondo já enfadado.
Ele continua:
- Então se tu estás sem idéia, vou escrever um texto e te mandar pra tu colocares no blog.
Levei um tempo até assimilar.
- Como é? Tu vais escrever um texto pra eu publicar?
- Isso. Mas tu publicas como se fosse tu quem tivesse escrito.
Pausa no telefone.
Então ele completa:
- Mas tudo isso se tu quiseres publicar, lógico. O blog é teu. Tu faz o que quiser. Se não quiser colocar, tudo bem.
- Tá bom, Luiz Nei. Manda pro meu e-mail. Mas vou colocar teu nome no texto.
- Não. Não faz isso. É muita cabotinagem.
- Muita o que?
- Cabotinagem. Cabotino. Pessoa que se gaba, se exibe.
- Ah! Mas é aí que está a graça da história.
- Não coloca nada.
- Ok.

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