25.12.08

Diário de La Paloma - Dia 1



Depois de algum tempo de planejamento, finalmente colocamos em prática nossa inesquecível viagem para o Uruguai onde iremos passar a virada de ano.
Foram dias organizando a papelada com passagem pelo consulado uruguaio em Porto Alegre e liberação do carro pela seguradora e pela financeira.
Nessa brincadeira, foram quase R$ 200,00. (isso sem sair da cidade).

Da minha parte, faziam 10 anos que não deixava o Brasil (acho que já comentei sobre isso em algum post não muito distante).
Da parte da Priscila, a primeira vez fora do Brasil (e a primeira vez a gente nunca esquece).

Deixamos Porto Alegre pontualmente às 9h deste 25 de dezembro.
Viagem tranqüila, dia lindo (pelo menos até chegar ao Chuí).
Antes disso, ainda encontramos a Kelen e marido no posto de gasolina que paramos para almoçar um pouco depois de Rio Grande.



Faltavam alguns poucos quilômetros para chegarmos ao Chuí quando desabou uma tempestade sensacional com direito à pedras de granizo.
Paramos o carro no acostamento e rezamos para que as pedras não quebrassem os vidros.
Já estava imaginando o prejuízo em ter que comprar um vidro novo em pleno Chuí e no dia de Natal.
Não ia sair barato.
Felizmente as orações surtiram efeito e o carro ficou inteiro.
Finalmente chegamos ao tentador free shop.
Principalmente para mulheres do sexo feminino.
Ainda que 99% das lojas estivessem fechadas, Priscila encontrou o 1%.
Mas faceira que pinto no lixo, encheu a sacola de maquiagens e perfumes deixando algumas dezenas de encomendas para a volta, em janeiro.
Mas tenho que confessar que valeu a pena.



Dali, seguimos direto para a alfândega.
Pensamentos aterrorizantes de soldados aduaneiros torturando brasileiros e pegando propinas não saíam da minha cabeça.
Tínhamos todos os documentos, mas sempre tem alguma coisa faltando.
Nem acreditei quando a mulher do balcão revirou a documentação sem nenhum interesse e disse “boa viagem”.
Foi a passagem mais fácil da minha vida.
Nem teve graça.

Já em território uruguaio e pela primeira vez fora do Brasil, Priscila delirou dentro do carro:
- Não acredito que estou em outro país!! O asfalto é igual. As folhagens são iguais. O céu é igual e o ar também é igual. Mas é tudo diferente!
Que lindo isso, não?



Depois de oito horas de viagem, finalmente chegamos ao hotel Sotavento na praia de La Paloma.
Hotel agradável, com ar-condicionado, internet e TV a cabo no quarto.
Aliás, nossa principal preocupação era se teríamos a Globo Internacional.
A hipótese de não vermos a dona Irene cuspir na cara da Flora quase fez a gente cancelar a viagem.
Felizmente, Globo Internacional é um diferencial deste hotel.
Antes de armar acampamento, ainda passamos em um supermercado para comprarmos alguma coisa pra janta.
Agora dá licença que a novela tá começando.

Mais informações amanhã.

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