28.12.08

Diário de La Paloma - Dia 3


O vento finalmente mostrou sua face mais cruel.
Foi com seu uivo assustador que despertei neste sábado em La Paloma.
Eram 10h.
Pri já estava no café da manhã que fiz questão de dispensar.
Imaginei o pior antes de abrir a cortina do quarto que foi inundado pelo sol brilhante da manhã.
O vento era apenas o coadjuvante de um dia maravilhoso.
Na rua, nem dava pra notar sua presença.



Café da manhã devidamente ingerido, partimos rumo à Punta del Este.
Curioso para voltar ao chique balneário uruguaio e mostrar para Priscila todas suas maravilhas.
Nem bem havíamos tomado a “Ruta 9” em direção a Maldonado, avistei lá na frente um prestativo policial rodoviário fazendo sinal para que eu encostasse o carro.
Em apenas um segundo, fiquei na dúvida se tocava por cima dele ou se parava no acostamento.
Optei pela segunda já imaginando em quantos dólares eu ia bailar desta vez.
Antes mesmo dele fazer a abordagem, já fui soltando meu espanhol quase nativo.
Percebi o choque nos olhos do oficial da lei.
Deve ter pensado: “Opa! Com esse aí não posso me meter”.
E foi isso mesmo.
Apenas pediu minha carteira de motorista e ainda me indicou um caminho diferente atrativo para turistas.
Só faltou me escoltar até Punta.



Falando nisso, me assustei com Punta del Este.
Depois de 125 km de estrada, chegamos lá.
A cidade cresceu de forma vertiginosa nestes últimos 10 anos.
O caminho que costumava fazer pela costa completamente deserta até chegar ao balneário está cercado por casas, prédios e lojas.
Uma nova pista foi construída para suportar o movimento constante de carros.
Gente e mais gente vindo de todos os lados e de todos os países sul-americanos.
E todos ricos, muito ricos.
Punta mudou muito, mas não perdeu o charme.



Estacionei o carro em uma das raras vagas existentes na área central e tratamos de seguir a pé.
Caminhamos pela praia brava até a marina localizada na praia mansa.
Passeamos pela “Gorlero” e almoçamos um “Chivito Canadiense” na “La Pasiva”.



Priscila mais uma vez se encantou com as lojas maravilhosas e tentadoras feitas especialmente para mulheres do sexo feminino.
Gastamos algumas horas dentro delas.



Mas o ponto alto do passeio estava por vir.
Pegamos o carro e estacionamos na frente do famoso Hotel e Cassino Conrad.
Antro dos chiques e famosos da América do Sul.
Realmente deslumbrante.
Fizemos cara de ricos e entramos normalmente pela porta principal até pararmos dentro do cassino.
Meio zonzo e sem saber o que fazer diante de tanto luxo e luxúria, deixei a Priscila comandar.
Não demorou e já estava sentada diante de uma máquina caça níquel enfiando uma nota de cinco dólares (sim. Foi o valor que colocamos de limite para jogarmos).
Sem saber direito o que estava fazendo, Priscila conseguiu ganhar seis dólares.
Resumo: saímos lucrando um dólar.
Show de competência!



Depois de algumas horas de pura emoção, decidimos pegar a estrada de volta.
Antes disso, uma volta pelo cengtro de Maldonado para visitar o estádio (Priscila insistiu muito pra isso) e uma parada estratégica na Casa Pueblo em Punta Ballena.
Mas fomos vencidos pelo cansaço e o único registro foi uma foto rápida.
O dia já havia sido bastante intenso e ainda tinha mais 125 Km de retorno.



Já no hotel, com o sol se pondo e o vento voltando a mostrar sua face mais cruel, ainda arriscamos um banho de piscina.
Para fechar com chave de ouro, uma pizza com os amigos no centrinho de La Paloma regada com uma jarra de sangria.
Bebi tanto que nem sei como estou escrevendo isso à 1h35 da madrugada.
Volto amanhã com mais novidades e as peripécias de Priscila com seu domínio do idioma espanhol.

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