13.12.08

Liberdade

No capítulo da última quarta-feira da novela das 8h, duas personagens dissertavam sobre a liberdade.
Passeando pelo Rio de Janeiro, uma delas comenta que nuca se sentiu tão “livre, leve e solta”.
A expressão é meio gay, mas permaneci um tempo pensando com meus botões e tentando encontrar algum momento onde realmente me senti uma pessoa “livre, leve e solta”.
A liberdade é um sentimento antagônico.
Nem sei se essa seria a palavra certa, mas achei bonitinha pra colocar ali.
Na verdade, ninguém é livre dentro de uma sociedade.
A pessoa, por mais independente que seja, sempre vai ter que dar satisfação a alguém.
Seja quem for.
Satisfação para um pai, um irmão, um tio, uma esposa.
Mas digamos que a pessoa é sozinha no mundo.
Terá que dar satisfação para um chefe, um colega ou um médico.
Não tem escapatória.
Descartando tamanha minúcia, busquei na memória algum sentimento que possa caracterizar como liberdade.
O único momento que me veio à cabeça foi a minha viagem de mochila pela Europa.
Dinheiro no bolso e um passe ilimitado de trem.
Completamente sozinho sem ter que dar satisfação pra ninguém.
Podendo conhecer o que quiser, comer o que quiser, dormir onde quiser, comprar o que quiser.
De manhã visitar Veneza e à noite estar em Paris.
Um dia dormir no trem na Alemanha e no outro acordar em Budapest.
Coisa ruim, né?
Confesso que aproveitei essa liberdade.
E hoje, com dois filhos (encaminhando um terceiro), tenho a consciência que jamais voltarei a viver sensação igual.

Pelo menos não sóbrio.

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