17.12.08

Presentes de Natal

Foi-se ao espaço a última parcela de psicologia infantil que trazia da minha época de pai.
Tirei a tarde desta quarta-feira para levar as crianças em uma loja de brinquedos para escolherem os presentes de Natal.
Erro número um.
Não se pode levar crianças para escolherem seus próprios presentes.
Parece uma coisa óbvia, mas tive que viver na pele para aceitar.
Fui na maior loja de Porto Alegre.
Erro número dois.
Crianças já são indecisas por natureza (pelo menos as minhas), portanto não podemos dar muita opção.
Tenho certeza de que se fosse uma loja pequena e com meia dúzia de brinquedos, seria muito mais fácil.
Juntando os dois erros iniciais, acrescentamos o maior deles: colocar um limite de valor para que elas gastem.
Criança não tem muita noção de valores.
Evidentemente passaram uma hora escolhendo brinquedos com valores surreais.
- Esse pode, pai?
- Não.
- E esse pode, pai?
- Não.
- E esse?
- Não.
- Esse?
- Não, Duda. Não tenho dinheiro pra te dar um castelo da Barbie que custa R$ 489,90.
- Esse aqui, pai?
- Não, Mártin. Uma Ferrari de controle-remoto que custa R$ 600,00 definitivamente está fora dos meus padrões.
Foi assim durante duas horas.
No início até tentei ajudar.
Dava dica, mostrava o que podia e o que não podia, mas não adiantou muito.
O que podia, eles não gostavam. O que eles gostavam, não podia.
Até que meu saquinho explodiu e arrastei os dois pelas mãos até o carro, sem presentes.
O berreiro durou até a hora em que enfiei um Mc Lanche Feliz goela abaixo de cada um.
Sossegaram.
Agora vou deixar a poeira baixar e vou eu mesmo atrás dos presentes.
Sozinho.
E lá no camelódromo do centro.

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