17.12.09

Notícia da Catalunha


Palavras e reunião-almoço

Você já parou pra pensar qual palavra mais escreveu na vida?
Pois eu fiz isso hoje.
Normalmente, enquanto escrevemos um texto, volta e meia aparece uma palavra que não sabemos escrever e pensamos: “puxa! Nunca tinha escrito essa palavra antes”.
Pelo menos eu penso.
E existem muitas palavras que nunca escrevemos durante nossa existência.
“Qüiproquó”, por exemplo, é uma palavra que nunca havia escrito.
Mas existem outras palavras mais simples e que não temos a oportunidade de escrever.
“Colibri” é uma delas.
Por que cargas d´água eu iria escrever “colibri”?
Jamais.
Bom, mas quando o assunto é a palavra que mais escrevi, a situação é diferente.
Estou me referindo aos substantivos, claro.
Preposições não valem.
Muito menos artigos.
A resposta aparentemente é óbvia: “a palavra que mais escrevi na vida foi o meu nome”.
Bem ou mal são aproximadamente 32 ou 33 anos escrevendo “Márcio”.
Antes mesmo de sermos alfabetizados, já rabiscamos nosso nome.
Nos trabalhos da escola, nos documentos, nos contratos, nas fichas, em qualquer lugar.
Coisa óbvia.
Para as pessoas normais.
Como esse não é meu caso, certamente “Grêmio” é a palavra que mais escrevi nestes meus 37 anos de vida.

(...)

Deve ser bom trabalhar na agência que cuida do site do Grêmio.
Se ligamos pra lá às 10h, o pessoal saiu pro almoço.
Se ligamos às 16h, o pessoal não retornou do almoço.
Coisa boa.
Imagino que sejam pessoas bem nutridas, bem alimentadas.
E quando ligamos antes das 10h e depois das 16h, o pessoal está em reunião e não pode antender.
Felicidade total é quando eles fazem uma reunião-almoço.


Fiquem tranqüilos.
Entro de férias amanhã.

16.12.09

O Embaixador do Churrasco

Não lembro a primeira vez em que assei um churrasco.
Deve fazer tempo.
Modéstia à parte, nunca tive maiores dificuldades em fazer um bom churrasco.
Até hoje sigo alguns rituais herdados de Luiz Nei.
Principalmente na hora de fazer o fogo com aquele jornal enrolado numa garrafa e talicoisa.
Ainda assim sempre terminei a tarefa completamente imundo, suado e tapado de fuligem de carvão.
Um nojo.
Bom, ontem à noite participei de um curso que ensina a fazer churrasco.
Mas não porque achei que fosse necessário, e sim por um convite de um amigo com objetivos profissionais.
O Mauro, que é meu colega de futebol, se auto-intitula “O Embaixador do Churrasco”.
Trabalhou durante 14 anos num açougue e sabe tudo de carne e de como assar.
Dentro de seu perfil empreendedor, decidiu criar um projeto com o objetivo de ensinar mulheres a fazer um bom churrasco.
A ideia foi tão bem recebida que o curso foi aberto também para os homens.
Hoje, o Mauro é chamado para apresentar seu curso em todo o País.
Durante aproximadamente 4 horas, ele ensina todos os artifícios para que um leigo passe a ser um assador de mão cheia.
Truques, dicas, rituais e o procedimento básico são apresentados na prática desde a escolha da melhor churrasqueira, passando pelo acendimento do fogo, a escolha do corte e a colocação no espeto, até as sobremesas que mais combinam.
Enquanto a carne assa, os “alunos” vão calibrando com o chope liberado.
Oferecimento do patrocinador Brahma.
No final, a emoção da entrega do certificado e a foto para a posteridade.
Ah! E a gente come o churrasco depois.

Conclusão: eu achava, como todo o gaúcho, que fazia um bom churrasco.
Na verdade, eu até que fazia um bom churrasco.
Mas depois do curso aprendi truques para aprimorar e facilitar o processo.
E, o principal, aprendi como terminar o churrasco limpinho e sem ter inalado carvão.
Espero ter a oportunidade de colocar em prática nestas férias.

Bom, para quem quiser mais informações, o Mauro tem esse site aqui.

15.12.09

Cancún, PS2 e domingo com crianças

Em 1994, fui para Cancún, no México.
Eu e toda a família.
Aliás, foi a última viagem realizada pela família toda.
Aproximadamente 10 dias divididos entre o famoso balneário mexicano e a populosa Cidade do México, Capital Federal.
Pois toda essa aventura familiar foi registrada em vídeo por este que vos escreve.
Uma câmera VHSC com uma fitinha pequena.
Com o passar dos anos, a câmera foi roubada e o videocassete deixou de fazer parte da nossa vida cotidiana para se tornar uma raridade.
E as fitas foram ficando ali no armário, juntando pó.
Até que consegui uma pessoa que ainda tem um videocassete e, principalmente, um adaptador para a fitinha VHSC.
Essa pessoa, por uma irrisória quantia em dinheiro, converteu para DVD as fitas da viagem ao México.
Posso dizer que o investimento não paga a emoção de rever aquelas imagens depois de muuuuuitos anos.
Passei horas me divertindo, surpreso com a figura daquelas pessoas 15 anos mais jovens.
Outras fitas já estão separadas para a conversão.

(...)

Não sou desses viciadinhos em videogame.
Muito pelo contrário.
Não tenho muita habilidade com aqueles joysticks amontoado de botões.
Sou do tempo do Atari e do Telejogo.
Bom, compramos um Playstation para as crianças, de natal.
Elas adoram!
Mas antes de entregar, resolvi testar em casa.
Pra que?
Consegui um jogo de futebol chamado PES 2010.
Praticamente impossível parar de jogar.
Joguei a noite toda de domingo.
Ontem cheguei em casa do trabalho e fui pra videogame.
Quando me dei conta já eram 22h.
Não havia tomado banho, não havia comido, não havia feito nada.
É bom deixar bem claro que a Priscila está em São Paulo com o Pietro.
Obviamente as coisas seriam diferentes se eles estivessem aqui.
Pelo menos a Priscila não ia me deixar até as 22h na frente da TV sem me levar um lanche bem gostoso.
Brincadeiras a parte, posso dizer que o tempo passa muito rápido.
Até é bom quando se está sozinho.
Eu poderia estar roubando, me drogando, mas estou ali tranqüilo, exercitando a mente.
Mas confesso que estou tentando diminuir um pouco meu ímpeto nerd.
Depois das 22h de ontem, deitei para ler um livro.
Depois da alienação, um pouco de cultura.
Tudo bem que era o livro do Danrlei.
Mas era um livro.

(...)

Neste final de semana consegui aproveitar um pouco a convivência com a Maria Eduarda e o Mártin.
Convivência que vem se mostrando cada vez mais difícil.
Difícil não pelo relacionamento que temos, mas pela pouca oportunidade de estarmos juntos.
Como exemplo, posso citar o dia de sábado.
Envolvido com o jogo de despedida do Danrlei até as 21h30, restou apenas algumas horas para ficar com eles.

No domingo, todos na casa dos avós, levei o Mártin até ao centro da cidade pra ver se encontrava algum jogo de Playstation.
Foi este o presente deles de natal já entregue adiantado.
O Playstation, não o jogo.
E não adianta ter um videogame se não se tem o que jogar nele.
Encontramos um “vendedor” muito bem camuflado na Voluntários da Pátria.
Sim, estamos falando de jogos de Playstation pirata.
Vamos combinar que não dá pra pagar R$ 150,00 por um jogo numa loja quando o mesmo jogo é vendido a R$ 10,00 no “mercado paralelo”.
Bom, o resultado é que os CDs vendidos não funcionaram.
Fiquei revoltado.
Não pelo dinheiro jogado fora, mas pela infelicidade do Mártin em não poder estrear seu novo brinquedo.

Mas a males que vem para o bem.
Sem podermos ficar em casa jogando videogame, resolvemos aproveitar a linda tarde de sol na praça Germânia.
Enquanto a Duda ficou com a Ana (a priminha) na pracinha, Mártin e eu fomos jogar futebol na quadra que estava vazia.
Mas vazia por pouco tempo.
Bastou começarmos a bater bola para o pessoal chegar.
No começo foram dois meninos que pediram pra jogar.
Depois mais dois.
Até que a partida começou com os times completos.
Quando me dei conta, já estávamos em plena disputa.
Com cinco anos, o Mártin não se mixou para os grandões.
Correu, deu ponta-pé, correu, correu e correu.
Foi um sentimento inexplicável estar jogando “de verdade” ao lado do meu pequeno.
Uma mescla de orgulho e preocupação.
Tentando conciliar a proteção de pai com as regras do jogo.
Ele se saiu muito bem e garanto que sua auto-estima aumentou e muito depois de tudo isso.
Completo mesmo estarei quando Mártin e Pietro formarem a dupla de ataque comigo no meio-campo.
Quem sabe não faço mais dois pra fechar um time de futsal?

12.12.09

Despedida de Danrlei
















24.11.09

Diálogos e pensamentos

Priscila:
- Má. Você vai renovar o pay per view do Campeonato Brasileiro para o próximo ano?
- Hum... não sei. Acho que não.
- Por que não? É a única diversão que você tem.
- *
Fato.

(...)

Nunca questionei tanto a minha capacidade de ser pai como nos últimos dias.
E isso não é bom.

(...)

E pensar que hoje eu poderia ser o assessor de imprensa do Porto Alegre FC.
Talvez tivesse os finais de semana livres.
Ganhando três vezes menos...

(...)

Ser ou não ser?
Semana passada terminei de ler Hamlet, de Shakespeare.
Não gostei muito.
Eis a questão.

(...)

William Shakespeare.
Mahmoud Ahmadinejad.
Arnold Schwarzenegger.
Não saberia escrever estes nomes sem procurar no Google.

(...)

Não.
Escola pública não é bom.

(...)

E se tivesse colocado tudo isso no Twitter?
Seria mais um daqueles chatos...

(...)

Eu vou ser um velho muito chato.
Daqueles que nem mesmo eu me aguentarei.
Tipo, a partir do ano que vem.

(...)

Saudade da turma.
Da trama.
Da trema...

(...)

Preciso me alcoolizar.
Mas sem ficar bêbado.

(...)

Filhos são para sempre.

(...)

"Problema sem solução, solucionado está".
Adoro essa frase.
Deve ser Shakespeare.

(...)

Hoje levei o Pietro para passear no carrinho pelo bairro.
Impressionante as más condições das calçadas.

(...)

Gosto de tentar imaginar onde eu estaria agora se não tivesse o hábito de pensar duas vezes antes de tomar atitudes.
Na cadeia, talvez?
Ou num hotel 6 estrelas de Dubai...

(...)

Ilusão de ótica.
Ela pode liquidar você.



É o braço da fotógrafa!

Amizade e afins

Já faz algum tempo, ando analisando algumas situações na minha vida que me fizeram chegar a uma conclusão bombástica:
Eu não tenho amigos.
É verdade.
É duro admitir, mas tenho que confessar que sou uma pessoa que não tem amigos.
Estou falando de amigos, amigos, na acepção da palavra.
Uma pessoa para contar nos momentos difíceis, desabafar, compartilhar os problemas, escutar, ou simplesmente estar ao seu lado sem dizer uma palavra.
Tenho muitos conhecidos, isso é verdade.
Colegas de trabalho também.
Mas é só isso.
Até já tive amigos.
Na época em que podia conviver com eles.
Mas, hoje em dia, as antigas amizades se resumem a um encontro involuntário uma vez por ano, ou duas vezes.
Até mesmo pessoas mais chegadas, que considerava amigos em potencial, me mostraram a realidade contrária.
Coisas que acontecem e que todos estamos sujeitos nesta vida de meu Deus.
Para não parecer que estou me fazendo de vítima, quero deixar bem claro que tenho grande parcela de culpa nesta situação.
Talvez 70% de culpa.
Confesso que nunca fui muito de cultivar as amizades.
Talvez porque me ache interessante demais e se as pessoas quiserem ser minhas amigas elas que devem correr atrás.
Se realmente esse for um motivo, não é por mal.
Me afastei muito das pessoas nos quase 10 anos em que estive na prisão.
Me refiro ao primeiro casamento.
Uma grande burrada.
Depois de tanto tempo, fica difícil retomar alguma coisa.
Mas o tempo passa e a vida segue seu rumo.
Nem sempre é aquele rumo que gostaríamos, mas é o rumo que nós mesmos direcionamos.
Quanto àqueles antigos amigos, segue a esperança de relembrarmos os bons momentos em algum encontro involuntário uma vez por ano, ou duas vezes.
Que seja logo, pois estão fazendo falta nos últimos dias.

Ps.
Tem duas pessoas que posso considerar exceções.
E elas sabem quem são.
Bom deixar claro para que não fiquem magoadas comigo.

17.11.09

Torcida organizada

Eu nunca joguei com torcida.
E olha que já joguei futebol nestes meus 37 anos.
Estou falando de torcida assim como nos jogos de futebol profissional.
Talvez com três, dez ou sessenta mil pessoas em volta, incentivando, meu desempenho fosse melhor dentro de campo.
Achei que nunca saberia.
Pelo menos até o último sábado quando levei Duda e Mártin para o meu futebol semanal.
Eles levaram gibis, papel, canetinha pra desenhar e vários brinquedos para que aquela hora em que eu estivesse em campo não fosse tão maçante pra eles.
Mas, para minha surpresa, ao invés de ficarem sentados na mesa onde os deixei antes do jogo, eles preferiram ficar o tempo todo ao lado do campo berrando e incentivado o pai metido a atleta.
Cada jogada bem feita era respondida com aplausos (e cada jogada errada também).
Aquela reação espontânea deles serviu como uma injeção de ânimo.
Respondi marcando quatro gols.
Cada um deles seguido de um aceno agradecido para minha “torcida organizada”.
Deve ser mais ou menos assim jogar com sessenta mil pessoas incentivando.

13.11.09

Estive com a minha vó

Hoje sonhei com a minha vó Juçá.
Ela veio até mim, me abraçou e me disse algumas palavras de conforto.
Só consegui dizer que sentia saudades dela e chorei no seu peito.
Pude sentir aquele cheirinho de talco que ela tinha.
Não sei qual o significado desse sonho.
Nem sei se acredito neste tipo de coisa.
Só sei que foi bom e tirou um pouco do peso e do sentimento ruim que estão dentro de mim.
Se lá no céu tiver internet e ela acessar esse blog, deixo um grande beijo.

Ps. ela também me disse que vem buscar o meu tio.
Seja lá como for, estou avisando com antecedência.

Visitas:
Agradecimento especial aos visitante de Santo Augusto-RS, que eu nem sei onde fica, Poá-SP e Varsóvia-Pol.

10.11.09

Diga-me com quem andas...

Não tenho dúvida que a qualidade de uma viagem de avião (ou de ônibus) é diretamente proporcional ao grau de agradabilidade da pessoa que senta ao seu lado.
E quando falo em “agradabilidade” me refiro a uma série de fatores que, quando reunidos em uma pessoa, faz com que sua própria viagem seja agradável.
E não precisa ser muita coisa.
Basta que a pessoa tenha um mínimo de educação e higiene.
Já viajei muito nesta vida.
Tanto de ônibus quanto de avião.
Em uma das vezes que voltei da Europa, ao meu lado sentou uma modelo paraguaia maravilhosa.
Me recordo até o nome dela.
Blanca.
Extremamente simpática e conversadora.
Achei que minha viagem ao lado dela seria ótima.
O problema é que antes de embarcar, tomei uma boleta violenta para conseguir dormir durante o vôo.
O resultado é que com 15 minutos após a decolagem eu já estava babando.
Estava tão dopado que nem cheguei a aceitar a comida.
Acordei já no Rio de Janeiro.
Outra vez viajei ao lado do Stênio Garcia, que passou todo o percurso decorando o texto de alguma peça de teatro.
Bom, sei que isso não modifica a minha vida.
A verdade é que eu queria comentar sobre meu colega de viagem no meu retorno de São Paulo na última segunda-feira.
Um gordão barbudo suado e ofegante que sentou no corredor.
Tentei relaxar ao máximo e esquecer que aquela criatura estava ali, mas minha impossibilidade de movimentar os braços não deixou.
Fiquei encolhido com a cara enfiada na janelinha do avião.
Bom, a viagem de Campinas para Porto Alegre não dura mais do que uma hora e meia e o cara nem tava fedendo.
Pelo menos externamente.
Não levou muito tempo para eu perceber que o cara tava podre por dentro.
De dez em dez minutos ele soltava aquele arroto silencioso e profundo.
Aquele que vem do âmago.
E um cheiro podre de almôndega com mortadela entrava pelas minhas narinas.
Tentei não me desesperar, mas aquele cheiro começou a me fazer mal.
E a situação piorou ainda mais depois do lanche.
O gordo começou a liberar flatos.
Foi então que me revoltei.
Se é guerra que ele quer, é guerra que eu vou dar.
Já estava me segurando fazia alguns minutos, pois eu também havia comido batata frita, amendoim e Coca Zero.
Ele soltava de um lado e eu soltava do outro.
Confesso que foi uma guerra disputada, mas tudo dentro da lei.
Coitado dos inocentes que estavam ao redor.
Mas são sempre os que mais sofrem durante combates violentos como esse.
Sorte que não caíram do teto as máscaras de oxigênio (ou azar).

(...)

Essa história que aconteceu comigo me lembrou Luiz Nei.
Sempre quando Luiz Nei era obrigado a fazer uma viagem mais longa de ônibus, além de comprar a sua passagem, ele comprava mais uma.
Exatamente o banco que estava ao seu lado.
Ou seja: Luiz Nei comprava janela e corredor.
Tudo para que nenhuma pessoa sentasse ao seu lado durante o trajeto.
Evitando problemas como este citado acima.
Em uma destas viagens, após o ônibus deixar a rodoviária, Luiz Nei percebe uma senhora caminhando pelo corredor do coletivo.
Ela se aproxima e pergunta já se sentando:
- Esse lugar está vago?
- Está, e vai continuar. Pode sair daqui.
Respondeu Luiz Nei com toda aquela educação e já empurrando a velhota.
Sem dúvida é uma ideia brilhante.

Queria ver se fosse uma modelo paraguaia.

7.11.09

Aula de debilioidês

Uma das vantagens de se ter criança em casa é que você aprende um novo idioma.
Talvez nem seja um idioma e sim um dialeto.
Não tenho um nome criativo para colocar neste novo dialeto, mas você que convive, ou conviveu, com criança deve saber do que eu estou falando.
É aquele dialeto que só os adultos conhecem quando querem manter diálogo com bebês recém nascidos ou de parca idade.
Alguma coisa entre o debiloidês e o retardadês.
- Nenê tá totô?
Ou:
- Vem no toínho da mamãe!
Ou:
- Faz zoínho po titio, faz! Que coisinha mais totosa.
Estas até que são frases mais conhecidas;
O divertido é quando você convive com maior número de pessoas e tem a possibilidade de ampliar seu conhecimento com relação ao novo idioma.
Alguma coisa do tipo:
- Óia a peta que vovó vai baiá.
Levei algum tempo para decifrar esta frase de alto grau de intelectualidade proferida por minha sogra.
Nada mais é do que “olha a chupeta que vovó vai trabalhar”.
Lindo!
A outra foi:
- Tadinho, tem uma ubiga no totoço.
Esta foi da minha cunhada que quer dizer: “tadinho tem uma formiga no pescoço”.
Tudo isso com menos de 24 horas de estada em Americana.
Espero poder ampliar ainda mais meu vocabulário e compartilhar com vocês.

Agora dá lichencha que eu vô baiá.

4.11.09

Início, meio e fim

Uma das aulas mais interessantes na época da faculdade era a de Introdução a Publicidade e Propaganda.
Acho que são poucos os cursos de jornalismo que apresentam essa cadeira no currículo.
A faculdade defendia a idéia de que um bom jornalista precisa saber o básico de Publicidade.
No que concordo plenamente.
Tinha um professor que, certa feita, disse na aula que todos os produtos ou empresas hoje no mercado irão terminar um dia.
Segundo ele, todos os produtos e/ou empresas tem um começo, um ápice e um final.
A tal linha ascendente e a linha decrescente.
Inevitavelmente, todos irão passar por isso um dia.
Quando questionado sobre marcas como Coca Cola ou McDonald´s, exemplos de sucesso mundial, ele era enfático: “TODOS os produtos. TODAS as marcas, um dia irão acabar. Seja Coca Cola ou seja McDonald´s”.
Não importa o motivo: se uma grave crise econômica, se uma má administração, a incapacidade de satisfazer os consumidores ou desinteresse e pouca dedicação dos herdeiros que eventualmente venham assumir o lugar de um empresário falecido, etc, etc.
Não importa o motivo.
O certo é que tudo terá um final.
Confesso que na época não levei muito a sério tais previsões pessimistas, mas a verdade é que jamais esqueci.
Exemplos que poderiam embasar a teoria brotam aos montes por aí.
Guardada as devidas proporções com relação às marcas citadas acima, quem um dia poderia imaginar num declínio de Varig, Mesbla, Arapuã, Sulbrasileiro e até Caldas Júnior, só para ficar nestas nacionais?
Pois é.
O tempo foi passando e a cada dia me dou conta de que aquele professor pode mesmo estar com a razão.
Ninguém jamais poderia imaginar que o fim deste blog poderia chegar.
Talvez não seja o fim definitivo, mas é inegável que ele está na linha descendente.

Deve ser a tal incapacidade de satisfazer os consumidores.

3.11.09

Huevos calientes

Juçá me dava muito ovo quente na minha infância.
Nunca mais comi ovo quente depois que eu cresci.
Vai ver que exatamente por isso.
Crianças são sujeitas a um tipo de alimentação que jamais continuarão ingerindo quando adultos.
Leite materno, por exemplo.
Jamais tomaria um copo de leite materno.
Eca!
Bom, dependendo da fornecedora, até que daria pra encarar uns goles direto da fonte.
Junto com umas bolachas Maria...
Bom, falando sério agora.
Ovo quente é uma dessas iguarias que não podemos nos permitir comer em sã consciência.
Sabe o que é ovo quente, né?
Deixa o ovo na água fervendo até que ele fique no meio termo entre o cru e o cozido.
Coloca ele num recipiente próprio pra isso, quebra a pontinha superior da casca e come com uma colher aquela gosma viscosa.
Se preferir, faça um pequeno furinho na ponta e sugue o interior.
Se você tem estômago para tanto, parabéns!
Você está ingerindo um pinto líquido.
Bom, tudo isso porque o hotel que fiquei hospedado em São Paulo oferecia ovo quente em seu frugal café da manhã.
Nojento.
Obviamente pensando nas dezenas de crianças hospedadas.

2.11.09

Decepção no ABC


Não sei mais o que fazer para o Grêmio ganhar uma partida fora de casa pelo Campeonato Brasileiro.
No jogo deste final de semana contra o Santo André, no ABC Paulista, cheguei até a tirar a barba e depilar o saco pra ver se o time ganhava.
Não adiantou.
Chegaram até a me aconselhar a virar veado, mas acho que essa opção está fora de cogitação.
Pelo menos por enquanto.
A verdade é que desisti de sofrer por causa disso.
Me refiro às derrotas do Grêmio fora de casa.
A gente acaba ficando anestesiado, pois a coisa está ficando muito previsível.
Nem cheguei a sentir tanto como foi nas derrotas contra Vitória e Coritiba.



Chegamos em São Paulo no sábado à tarde e nos hospedamos no Hilton Morumbi.
Hotel podre de chique.
Tão chique que o almoço custa R$ 115,00 por cabeça.
Optamos por almoçar numa padaria nas proximidades.
Depois de trabalhar um pouquinho, ainda deu tempo de ir ao Morumbi dar uma olhada em São Paulo x Barueri.



Cheguei já com a bola rolando.
Tumulto na entrada com filas nas bilheterias e nos portões.
Dei sorte e consegui entrar com a carteira de cronista esportivo.
Mesmo assim acabei perdendo o gol do Jorge Wagner aos 4 minutos.
Obviamente, mais nada aconteceu no restante da partida.
A última vez que estive no Morumbi foi na final da Libertadores de 1991 entre São Paulo e Newell´s Old Boys.
Estádio bonito, mas precisa melhorar muito para uma Copa do Mundo.



Domingo deixamos o hotel por volta das 15h em direção ao estádio Bruno José Daniel, em Santo André.
Levamos 40 minutos até lá.
Tranqüilidade absoluta para trabalhar.
O estádio é pequeno, simples, mas com total segurança para a imprensa.
Nossa transmissão foi nota 10 pela Grêmio Rádio.
Mas de nada adiantou, mais uma vez.
Todo o esforço e dedicação ficam comprometidos com o resultado dentro de campo.
De nada vale se o time não ganhar.



Essa foi minha última viagem pelo Grêmio este ano.
Em 2010 devemos ter Fortaleza no circuito das viagens.
Já estou me escalando pra ir.
Na bagagem, camiseta regata, bermuda e quatro pares de meia de lã.

27.10.09

Família Tescaro em dose dupla

Andando de carro pela cidade, procuro mostrar os principais locais para minha cunhada que veio do interior de São Paulo.
Começa assim o diálogo enquanto trafego pela av. Osvaldo Aranha:
- Thaís. Aqui é o bairro Bom Fim. O bairro da comunidade judaica de Porto Alegre.
- Ah! E por que se chama “Bom Fim”?
Pausa para tentar achar uma resposta.
- Sei lá! Não sei o motivo.
- Não tem nada a ver o nome “Bom Fim” com os judeus.
- Queria que se chamasse como? Auschwitz?
- Qualquer coisa que tivesse relação com os judeus. Como tem lá em São Paulo o bairro japonês da Liberdade.
- E o que tem a ver “Liberdade” com o Japão? Liberdade lembra muito mais Nelson Mandela. Poderia ser um bairro sul-africano.
- Vai ver que depois da Segunda Guerra, depois de tudo que aconteceu com o povo judeu, aqui em Porto Alegre eles encontraram um “bom fim”.
- Sim. Vai ver que é.

A propósito

(...)

Priscila arrumando as malas do Pietro para a viagem à Americana.
Diz ela.
- Má: precisamos ligar para o pediatra e perguntar o nome do remédio que ele indicou para colocar no nariz do Pietro antes da viagem. Eu coloquei a receita fora.
- Mas eu sei o nome.
- Sabe?? E como é?
- Salsep!
- É!!! É esse mesmo!!! Estava procurando outro nome na internet. Por isso não achei.
- E que nome tu estavas procurando?
- São Sepé.

Medo.
Imagina o que ela iria procurar se o remédio fosse Novalgina...

22.10.09

Luiz Nei - "Eu matei Papai Noel"

Durante muitos anos vivi grilado, sem saber por que , com a chegada do Natal. Uma angústia muito grande quase me sufocava e fazia de meus dias uma verdadeira tortura mental. Nunca simpatizava com a figura do “Papai Noel” e sempre que podia, evitava até olhar pro cara.

Em minha casa também não havia um clima muito festivo com a aproximação do Natal, fato que alimentava ainda mais o meu desânimo com as festas de fim de ano , fazendo aumentar minha angústia.

Nossos hábitos natalinos, quando da minha infância, eram iguais aos de todas as casas que conheci. A árvore, os presentes, a cantoria, os abraços e..., o Papai Noel, de carne e osso e barba também , fazendo “Ho Ho Ho” como todos.

Já com mais idade, resolvi levar a sério esta questão e tentar buscar os motivos deste desconforto que tanto me deixava triste.

Certo dia, folheando um álbum de família, encontrei-me em plena infância, na casa dos meus avós, onde aconteciam os Natais. Ao ver as imagens, comecei a suar frio, um tremor e um mal-estar terrível que jamais esquecerei.

Mas, tudo ocorreu naquela noite. Ao dormir e sonhar, sob o impacto das imagens da infância, um filme foi passando e, quando cheguei aos meus 5 anos, lembrei como tudo havia acontecido:
Meu pai , velho caçador, encomendou ao Papai Noel uma arma de caça movida a bolinha de ping- pong que, para mim, representava o máximo de poder e pompa.

Naquela noite, como em todos os Natais, Papai Noel chegou para alegrar os adultos e aterrorizar as crianças. Ah, como sofria com aquela figura assustadora.

Depois de todos terem recebidos seus presentes, o “bom velhinho”, veio em minha direção, falou: _ ...Então, meu menino, gostou do present... Foi quando imediatamente apontei minha arma para aquela cara e atirei . O velho, atingido pelo meu tiro certeiro, caiu sobre a árvore enfeitada, e os pacotes que ainda restavam. Com todo aquele corpanzil foi fazendo um estrago horrível, acompanhado de um grito de dor que deixou a todos atônitos. Foi um grande rebuliço !

Meu pai, vendo aquela cena , tomou-me pelo braço e levou-me, junto com meus primos, para um quarto da velha casa, onde ficamos presos.

Acordei chorando, suado e nervoso por ter lembrado e sentido o quanto este episódio ficou me ferindo como um espinho penetrado, causando toda minha angústia.

A situação criada foi de um silêncio perpétuo, ninguém falava ou comentava o ocorrido. Eu, que causei todo aquele alvoroço, acho que por ter apenas 5 anos, fui poupado pelos mais velhos. Seria o segredo de nossa família. Eu havia matado Papai Noel. Assim permaneceu por anos e anos, eu com minha culpa e meus pais, tios e avós com o segredo.

Então, resolvi falar com alguém que estivera presente naquela noite de Natal e tentar esclarecer os pontos que continuavam obscuros na minha cabeça.

Tia Nicota, a mais chegada à família, estava sempre a par de tudo que acontecia com os parentes, suas aventuras e desventuras. Foi quem procurei e a quem perguntei sobre como eram os Natais de nossa infância.

Ela me olhou com expressão enigmática e falou: “...Eram muito bons, até a noite em que seu tio Janjão, que adorava ser todos os anos o Papai Noel, teve um infarto fulminante e caiu morto sobre a árvore de Natal , sobre nossa alegria e nossos sonhos de felicidade... Foi uma tragédia, concluiu !

Fiquei alguns minutos olhando longe, imaginando a cena. Então era isso ? Ela acha que foi assim que aconteceu ? Então tio Janjão era o Papai Noel ?

Pobre Tia Nicota! Não sabe que quem morreu foi o Papai Noel, e não Tio Janjão ... também nunca ficará sabendo que “eu matei Papai Noel !”.


SEI QUE NÃO É UM CONTO INFANTIL, MAS MESMO ASSIM, DEDICO AOS MEUS 5 NETOS, por ORDEM DE SUA CHEGADA A ESTE MILÊNIO:

DUDA (9 anos)

MÁRTIN (5 anos)

ANNA (3 anos)

LUIZA (3 meses)

PIETRO ( 1 mês)

Porto Alegre, OUTUBRO DE 2009.

Luiz Nei / Revisão de texto: Juçá Neves

21.10.09

Plantada a semente tricolor



Lamento não ter um registro da minha primeira ida ao estádio Olímpico.
Não que isso tenha alguma importância ou que vá modificar a minha vida.
Mas gostaria de poder guardar essa lembrança nem que fosse em uma foto antiga e amarelada.
Poder mostrar para os amigos e colegas e dizer: “olha só a prova de que sou gremista desde pequeninho”.
Apesar de não ter foto, recordo de algumas passagens lá pelos anos de 1976 ou 1977.
Serve como consolo.
Bom, este lamento não fará parte da vida do Pietro.
Hoje à tarde, com 43 dias de vida, o pequeno teve sua primeira experiência no Monumental da Azenha.
Fiz questão de registrar esse momento único na vida de um gremista!
A semente está plantada.
Missão cumprida.
E ele adorou!
Ah! A roupa verde é só pra agradar o lado palmeirense da família.
Nada mais que isso.


Mais um da família!

19.10.09

Fórmula 1

Acredito que nunca tenha escrito nada neste blog tendo a Fórmula 1 como tema.
Talvez isso caracterize meu apreço por este “esporte”.
Bom, tenho que confessar que já fui um grande admirador das baratinhas.
Principalmente nos últimos anos da década de 80 com aqueles inesquecíveis duelos entre Senna e Piquet.
Além das presenças de nomes como Niki Lauda, Alain Prost, Nigel Mansell, só pra ficar nestes que eu sei escrever.
Era emoção garantida nas manhãs de domingo.
Na época em que os domingos eram bons...podia acordar tarde e ficar na cama até às 19h quando terminava Os Trapalhões.
Além disso os carros não eram dotados de tanta tecnologia, ou seja: eles batiam mais, pegavam fogo com maior facilidade.
Vai dizer que não são atrativos?
Inevitavelmente, dedico esse meu desinteresse pela Fórmula 1 à morte de Ayrton Senna em 1994.
Não sou o único.
E as coisas pioraram ainda mais com o surgimento do tal Michael Schumacher.
O Brasil parou de ganhar e o desânimo tomou conta.
Depois apareceu o Rubinho.
Coitado.
Antes não tivesse aparecido.
Segue até hoje frustrando milhares de brasileiros.
Ser torcedor do Rubinho é como ser torcedor do Atlético Mineiro.
Tem uns preferem o Felipe Massa.
Um cara sem absolutamente nenhum carisma.
Um baixinho metido a besta e amigo do Galvão Bueno.
Não se faz mais Fórmula 1 como antigamente.
Vem aí o Bruno Senna.
Oremos.

16.10.09

Tributo ao Beijoqueiro

O nome "José Alves de Moura" pode não significar nada para o leitor mais desatento.
Mas quando mencionamos o apelido “Beijoqueiro”, dificilmente alguém da minha geração não ouviu falar.
A figura folclórica deste cidadão nascido em Portugal em 1940 e morador do Rio de Janeiro ganhou notoriedade no início da década de 80 ao invadir o palco do show de Frank Sinatra no estádio do Maracanã e desferir um beijo babado no rosto do cantor.
Começou aí sua carreira de “beijoqueiro”, apelido dado pela imprensa por motivos óbvios.
Tão óbvio como sua preferência por beijar celebridades em momentos inusitados apenas para se manter na mídia.
Invadir palcos, campos de futebol, palanques, etc, tornou-se uma rotina para ele.
Mas o momento culminante foi conseguir romper o cordão de isolamento para beijar os pés do Papa João Paulo II em 1983.
Aos poucos, o Beijoqueiro começou a se especializar em “atacar” políticos e jogadores de futebol.
Apesar do “carinho”, nem sempre tal demonstração era bem entendida pela “vítima”.
Tanto que José Alves de Moura foi inumeras vezes agredido, preso e internado em clínicas psiquiátricas.
Suas últimas aparições foram há dois anos quando tentou invadir o campo do Maracanã para beijar o Obina.
Hoje em dia, muitas informações desencontradas dão conta de que beijoqueiro segue vagando pelas ruas do Rio de Janeiro desferindo surpreendentes bitocas nas bochechas dos transeuntes desavisados.
Foi assim que, em 1995, fui beijado pelo “Beijoqueiro” em frente ao hotel da seleção brasileira na cidade de Maldonado quando dos preparativos para a final da Copa América entre Brasil e Uruguai em Montevidéu.
Confesso que foi uma emoção impar.
Ao relatar esse fato para meu colega Eduardo Barbosa, estagiário da assessoria de comunicação, sua reação me surpreendeu e me preocupou.
- Quem é esse beijoqueiro? Nunca ouvi falar.
É uma pena que essa nova geração (e até as futuras) não conheça essa figura magnânima e impoluta.
Por meio deste post, deixo minha singela homenagem a esta pessoa que tem (ou teve) como único objetivo na vida levar como maior símbolo o carinho de um beijo.
Mesmo que roubado.

13.10.09

Gelol


O Pietro é um gurizinho muito legal.
Legal mesmo.
É muito bom tê-lo em meus braços enquanto assistimos a Série B numa noite de sexta-feira.
Nem mesmo o fato dele chorar quase 20 horas por dia pode interferir neste sentimento de amor que venho sentindo e que cresce a cada dia.
Hoje ele expeliu líquido por três orifícios distintos.
Cagou, mijou e regurgitou em cima de mim, ao mesmo tempo.
Não é lindo isso?
Desde que minha sogra voltou para São Paulo, as coisas tem sido difíceis.
Confesso que aproveitei a presença dela aqui para abrir um pouco mão dos meus afazeres como pai.
Mas não foi por mal.
Queria que ela curtisse o neto ao máximo.
Agora estou penando.
A Priscila costuma dizer que só tem duas coisas que me deixam de mau humor durante o dia:
Sono e fome.
E é exatamente isso que venho sentindo nos últimos dias.
Imagina então como está o meu humor.
Mas sei que estou errado.
Hoje prometi pra mim mesmo que não vou deixar que essas coisas me atinjam.
Quero curtir meu filho em todos os momentos que estiver com ele, pois sei que isso passa rápido.
Logo ele estará solto pelo mundo e eu sentindo saudades deste tempo em que tudo ele dependia de nós.
Assim sendo, passarei as noites em alerta.
Velando seu soninho.
Pronto para acudir quando precisar.
Seja para dar mamadeira, seja para trocar a fralda (mesmo sem lente de contato).
O pior que posso fazer é colocar a fralda na cabeça.
Afinal, como diz meu amigo Gelol: não basta ser pai. Tem que participar.
Tamos aí.

5.10.09

De volta para o passado

Nunca fui muito adepto a esta moda que está tomando conta da minha geração de buscar no passado a razão e a motivação para viver o presente.
Parece realmente que os anos 80 estão de volta e isso acaba trazendo um pouco de “bitolação”.
O passado já passou e era isso.
Tá bom! Não sejamos tão insensíveis.
Lógico que gosto de relembrar certas coisas que fizeram parte da minha vida e que hoje já não existem mais.
A diferença é que não sofro por isso.
Bom, só às vezes.
Outro dia recebi por e-mail um convite para uma partida de futebol no campo do colégio Anchieta com a turma que se formou em 1989.
Acreditei ser a oportunidade perfeita para rever pessoas que já não via há 20 anos.
Além da possibilidade de jogar uma partida de futebol de campo num dos melhores gramados da cidade.
Gramado esse, aliás, plantado muitos anos depois da minha saída do colégio.
Na minha época o campo era de areia e cheio de cocurutos que eu conhecia como a palma da minha mão.
O jogo estava marcado para este domingo, às 10h.
O relógio marcava 9h e eu já estava lá ansioso por rever todo mundo.
O pessoal foi chegando aos poucos e aí começou a missão de identificar cada um.
Com poucas exceções, parece que o tempo não passou.
Aqueles mesmos rostos conhecidos de 20 anos atrás que faziam parte do nosso dia-a-dia.
Que faziam parte de um tempo em que éramos felizes e não sabíamos.
A frase é clichê, mas inapelavelmente verdadeira.
O futebol foi jogado em alto nível.
Cadenciado, procurando os atalhos do campo.
Porque já não temos aquele vigor de outrora.
Ainda assim, foi emocionante reencontrar todo mundo e saber um pouco da vida de cada um.
Felizmente, novos encontros já estão marcados.
Porque, como dizia o poeta, o tempo não pára.

Ninguém mandou estudar

Fui pagar a parcela do financiamento do meu carro na agência do Banrisul que fica no Olímpico, ao lado da minha sala.
O carnê aponta pagamento até setembro de 2012.
No caixa, na minha frente, estava o Maxi López sacando uma pequena parte do seu salário para passar o final de semana.
Com ela eu pagaria todo o meu carnê e ainda dava pra comprar um usado 2008.

2.10.09

O banheiro do papa

Ia fazer uma piada interessante sobre a notícia desse link, mas achei que não seria de bom tom.

1.10.09

O Albergue

Ontem assisti no HBO “O Albergue 2”.
Faz uns dois meses que assisti o primeiro.
Realmente é bem forte, como haviam me avisado.
Pra quem não viu, o filme conta a história de pessoas muito ricas (empresários bem sucedidos) que pagam para torturar e matar pessoas.
Essa matança se dá em uma construção em ruínas na Eslováquia que conta com a conivência da polícia local já que a “brincadeira” movimenta muito dinheiro.
Cada pessoa a ser torturada e morta tem um preço.
Evidente que americanos têm maior cotação.
Na verdade, o Albergue nada mais é do que o local onde estas pessoas ficam hospedadas acreditando ser um spa de águas termais.
Lógico que pessoas que assistem ao filme (e gostam) devem ter algum distúrbio mental.
Vendo a primeira produção, comecei a pensar como funcionaria a mente de uma pessoa que cria uma obra dessas.
Não tem como ser normal.
Certamente, se eu conhecesse, pensaria duas vezes em freqüentar os mesmos lugares que ela.
Ontem, vendo o número 2, tentei imaginar qual pessoa eu escolheria para arrancar os pedacinhos bem devagar.

Muitas opções!!

29.9.09

Pai fresco

Sei que já tive dois filhos e que deveria estar acostumado, mas a chegada do Pietro causou uma reviravolta na minha vida.
Não só na minha, mas na NOSSA vida.
Não estou reclamando, absolutamente.
É uma reviravolta positiva, pois ele nada mais é que o fruto de um grande amor que começou aqui.
Exatamente aqui, neste blog.

Fiquei de escrever todos os bastidores do parto, mas já faz tanto tempo que o assunto perdeu a validade.
O que posso dizer que foi extremamente tranqüilo.
Acordei no horário em que sempre acordo, às 8h, com a Priscila me comunicando o rompimento da bolsa.
Fiquei bem nervoso.
Tava chovendo, o trânsito entupido na Protásio Alves e aproveitei para trafegar pelo corredor de ônibus.
Quem nunca teve esse desejo?
Chegando no hospital, não demorou muito até o horário do parto.
Tudo correu dentro do planejado.

Agora, em casa, contamos com a ajuda da avó materna que abriu mão de suas férias para dedicar um mês de carinho e atenção ao bebê recém nascido e, muito mais, a mamãe de primeira viagem que se apavora com qualquer movimento inesperado do pequeno.
Tudo dentro da normalidade.
Exceto pelo fato de quase ter ligado para os bombeiros porque o guri teve refluxo.

O principal sofrimento do Pietro nestes primeiros dias é a cólica.
Maldita cólica.
E não existe nada que possamos fazer para resolver o problema, a não ser um remedinho, bolsa de água quente e muito carinho.
Ontem, as duas (leia-se minha esposa e sogra) descobriram uma tal de Tummy Tub que, segundo informações dos fabricantes, é um ofurô para bebês que reproduz a sensação do útero e que diminui o pranto na hora do banho e as cólicas.
Assim sendo, fui comunicado que deveria passar numa loja na Plínio Brasil Milano onde a tal “banheira” estaria reservada.
Chegando lá, fui surpreendido com um balde.
Sim, leitores.
A tal Tummy Tub nada mais é que um balde metido a besta.
Custa R$ 120,00 sendo que no supermercado encontro algo parecido por R$ 15,00.
Mas tudo bem, tudo pelo Pietro.
Além disso, é a sogra que está pagando.
Vamos ver se dá certo.
O primeiro banho já deu, como mostra o vídeo abaixo.
Era isso por enquanto.
Voltaremos.

8.9.09

Pietro nasceu


Cara, hoje nasceu meu filho Pietro às 10h56.
Forte como um touro.
4.360 Kg e 52 cm.
Tudo correu perfeitamente.
Na verdade ele é meu terceiro filho, mas foi como se fosse o primeiro.
Confesso que fiquei nervoso.
Queria escrever um post contando como foi essa minha terça-feira, mas as emoções foram tantas que estou desgastado física e emocionalmente.
Prometo que volto aqui amanhã para contar essa história imperdível com acontecimentos tipo Juçá falando no controle remoto da TV achando que era o interfone do hospital.
Vale a pena.
Por enquanto, fiquem com uma amostra do que é esta criança.

Ps. Obrigado a todos que, de uma forma ou de outra, mandaram algum recado de carinho neste momento inesquecível.

6.9.09

Barrigão, berço, açúcar e afins

No momento em que escrevo este post, Priscila se revira na cama buscando uma posição confortável para dormir.
Não é pra menos: a barriga de nove meses dificulta ao máximo os movimentos.
A gravidez está na reta final e o Pietro pode dar o ar da graça a qualquer momento.

(...)

Ontem recebemos o berço-cômoda comprado pela sogra.
Evidentemente que chegou desmontado.
Contagiado pela ansiedade da mamãe (que acredita que o quarto do pequeno não estará pronto até a hora do parto) decidi dar uma de montador.
Até na ferragem eu fui comprar uma chave de fenda compatível com os parafusos.
Penei, mas consegui montar o berço propriamente dito.
A ideia ia dando resultado até o momento de montar a cômoda.
Decidi começar pelas gavetas e desisti no momento em que percebi que o fundo não encaixava.
Pra que inventar?
Pra que tentar fazer o que não sabe?
Para que existem montadores?
Liguei para um conhecido que me cobrou R$ 20,00 pra terminar a cômoda e dar um jeito na gaveta sem fundo.
Ele vem na terça-feira.
Só espero que a Priscila consiga agüentar até lá.

(...)

Na manhã deste sábado, munido de uma lista de compras feita com esmero pela Priscila, fui ao supermercado fazer as compras da semana enquanto ela ficava em casa descansando.
Não tem mesmo como uma mulher grávida de nove meses passar esse tempo num supermercado.
Optei pelo Carrefour da Bento Gonçalves.
Não é o super que costumamos ir.
Muito pelo contrário. Priscila tem aversão a este Carrefour.
Como ela não estava comigo e é um dos supermercados mais próximos de casa, achei que poderia ganhar tempo.
Achei errado.
Foi só cruzar a porta da frente para ter a visão do inferno.
Poderia dar meia volta e sair dali correndo, mas preferi encarar o diabo.
Bem feito pra mim.
As compras até que não demoraram muito para serem feitas.
O problema foi na hora de pagar.
A menor fila tinha 10 carrinhos.
Levei pelo menos uma hora até chegar no caixa.
Perdi tempo, paciência e a compostura.
Faltando dois carrinhos para chegar a minha vez de pagar, um senhor se aproximou com um pacote de açúcar e perguntou:
- Posso passar na sua frente?
Levei algum tempo para entender:
- Passar na minha frente? Como assim?
- É que só estou com esse pacote de açúcar. Posso passar?
Lembrei dos intermináveis 55 minutos que passei na fila até então e me surpreendi comigo mesmo quando respondi:
- Não. Não vai passar.
Acho que o senhor também deve ter ficado surpreso com a resposta e assustado com o meu olhar de ódio.
Já viu meu olhar de ódio?
Nem queira.
Neste momento apareceu no meu ombro direito um anjinho azul, gordinho e de cavanhaque dizendo:
- Tsc...tsc...tsc...que coisa feia, Márcio. Tu não és assim. Onde está tua solidariedade?
Imediatamente o diabinho gordinho, de cavanhaque e tico grande apareceu no lado esquerdo e respondeu:
- Solidariedade é a putaquospariu! Tu estás há horas aqui dentro desta merda de supermercado, com esse monte de pobre que desceu o morro pra comprar cerveja e cachaça, esperando 55 minutos nesta fila que não anda e ainda vem um velho careca segurando um pacote de açúcar querendo pegar teu lugar? Mas nem pensar! Esse imbecil que vá comprar açúcar na casa do caraleo!
Em uma das raras vezes na minha vida, fechei com o diabinho do meu ombro esquerdo.

Mas eu sei o que aconteceu.
Tudo isso foi a falta que a Priscila fez ao meu lado.
Ela me acalma nos momentos de tensão e desespero.
E além disso consegue entrar na caixa prioritária.

28.8.09

Peteleco nazorêia





Por Fernando Potrick

27.8.09

Abandono

Nossa.
Como esse espaço aqui anda abandonado.
Nada novo.
Nada engraçado.
Nada polêmico.
Por que isso?
Falta de criatividade, talvez.
Muita falta de criatividade.
Tsc...tsc...tsc...
Que dor no coração.

21.8.09

Receita do prazer

Ingredientes:

1 pacote de bolacha Chocolícia.
1 lata de Coca Cola

Como fazer:

Abra o pacote de Chocolícia e introduza duas bolachas na boca.
Reserve.
Importante: não mastigue neste primeiro momento.
Obs.: caso não consiga fechar a boca, apenas quebre a bolacha para que fique em tamanho menor.
Abra a lata de Coca Cola e acrescente na boca pelo menos 20ml do líquido (ou quanto conseguir).
Permaneça com a boca fechada por 20 segundos.
Cuide para não babar.
Com a língua, sinta a consistência das bolachas.
Caso estejam desmanchando, pode mastigar.
Curta a sensação.
Certeza de um prazer quase orgásmico.

Dica: faça sozinho para não correr o risco de rir durante a execução.

20.8.09

Profissão: jornalista


O que a gente é capaz de fazer para manter o emprego.

19.8.09

Chá de Fraldas Virtual - Rescaldo

Apenas cinco dias já se passaram desde o início do "Chá de Fraldas Virtual".
É impressionante a mobilização dos leitores deste blog.
Aproximadamente 745 pacotes de fraldas vindos de todas as partes do Brasil estão lotando a casa de Luiz Nei.
Gostaria de agradecer todos que enviaram.
Não citarei nomes porque são muitos e não queria esquecer de ninguém.
Ainda assim, acredito que ainda está faltando o seu.
Ah, está faltando sim.

Tá esperando o que?

14.8.09

Luiz Nei e o Chá de Fraldas virtual

A ideia foi do Luiz Nei.
Já vou começando esse post assim, pois Luiz Nei tem muito mais credibilidade do que eu e pode ser que a ideia dê certo.
Este surto de gripe suína no Estado está impossibilitando a realização de um Chá de Fraldas para o Pietro.
O veredicto final vai ser dado pela médica na próxima semana.
Ainda assim acredito que será negativo quanto à realização do encontro.
Pois conversando sobre isso com Luiz Nei, e lamentando a pouca aquisição de fraldas para o nenê, eis que surgiu a sugestão do Mestre:
- Por que tu não pede para os leitores do teu blog enviarem fraldas para o Pietro? Além de criar um Chá de Fraldas virtual, ainda podes ter uma ideia da audiência do teu blog.
- Mas eu já tenho uma ideia da audiência do meu blog. Estou com uma média de 80 visitas por dia.
- Então! Se destes 80 visitantes pelo menos dez mandarem um pacote, serão 70 pacotes por semana, 280 pacotes por mês.
Sim. Como se os 80 visitantes não repetissem no dia seguinte.
Sinceramente não acredito que vá dar certo.
- Não acho uma boa ideia, Luiz Nei. Além disso, ainda vou pagar mico, pois ninguém vai mandar nada.
- Se ninguém mandar nada, tu e a Priscila compram os pacotes no supermercado e depois fazem um post com uma foto mostrando como vocês são queridos. Ninguém vai saber mesmo.

Pois então está feito o desafio.
Quem quiser participar pode mandar um pacote de fraldas para:

Av. Nilo Peçanha 1452/802
CEP 91330-000
Porto Alegre RS


Pode ser no meu nome ou no da Priscila, mas acho que o melhor seria colocar nominal a Luiz Nei.

Igualzinho ao pai

Ontem tive meu primeiro contato físico com o Pietro.
Bom lembrar que ele nem nasceu ainda, hein.
É verdade!
Deu pra sentir direitinho, e pegar, o pezinho dele empurrando a barriga da mãe.
Bom, pelo menos eu acho que era o pezinho.
Bem durinho.
Se bem que, se puxar o pai, pode muito bem ter sido outra coisa.

12.8.09

Tá chegando


Menos de um mês!
Ai, ai, ai, ui, ui, ui!!

11.8.09

Achamos


Seria essa a verdadeira bouceta?

10.8.09

Sem dica


Já que estamos falando em foto, um doce pra quem descobrir quem é essa figurinha.

9.8.09

Dia dos Pais


Dia dos Pais ao lado das pessoas que mais amo nessa vida.
Melhor mesmo quando o Pietro estiver do lado de fora.

7.8.09

Divagações sobre o Twitter

Não faz muito tempo, eu descobri o Twitter.
Aliás, não faz muito tempo todos descobriram o Twitter já que trata-se de uma novidade na internet.
Confesso que ainda procuro uma finalidade pra ele.
E para que eu possa usufruir melhor.
Tal ferramenta é definida como um miniblog.
E qual a vantagem de se ter um miniblog quando a gente já tem um blog?
E que não é mini.
Cada postagem nele tem um limite de 140 caracteres.
Teoricamente, para o usuário deixar um rápido comentário ou pensamento.
Talvez o objetivo seja agilizar a comunicação por meio de teaser.
O problema é que isso não acontece.
Muito pelo contrário.
Quando a pessoa percebe que não tem capacidade para escrever um simples comentário com 140 caracteres, ela escreve 20, 30 ou 40 posts com 140 caracteres.
Só assim, finalmente, ela consegue dizer o que quer.
E não só diz o que quer como monopoliza o espaço.
E nem sempre a pessoa que utiliza o Twitter quer ler ou está interessado no assunto.
Não precisa abrir o Twitter e deixar um comentário do tipo “Bom Dia! Já estou aqui!”.
Ou então “Está chovendo.”.
Esse tipo de post não vai trazer nada de positivo para os leitores.
E a coisa piora quando duas (ou mais) pessoas resolvem usar o miniblog como Messenger.
Para isso já existe o próprio MSN.
Talvez se os criadores pudessem usar de um artifício que permita que uma pessoa que recém colocou uma postagem possa colocar outra depois de meia hora.
Mas espero que esse mau uso do Twitter possa ser explicado apenas pela novidade.
Acredito que as pessoas possam se dar conta disso sem que eu tenha que tirar da minha lista.
A propósito: meu Twitter é http://twitter.com/marcio_neves

5.8.09

Fazemos qualquer negócio




Vendo mola que atingiu cabeça de Felipe Massa.
Original!
Para colecionadores exigentes.
Interessados, favor fazer contato pela área de comentários.

Sogro e sogra chiques


Uma homenagem ao Vilson Tescaro e Kate, meus sogros queridos, Prefeito e Primeira Dama de Americana - SP.

Foto publicada no jornal local.

3.8.09

Esse maldito fechecler

Hoje pela manhã percebi que minha calça jeans está com problema.
Não bastasse um remendo no fundilho colocado pela Juçá, ela está com o zíper emperrado.
Isso mesmo, o zíper não fecha.
Bom, na verdade ele fecha, mas não fica fechado.
Qualquer movimento mais brusco, o zíper abre até embaixo.
Quando percebi já era tarde.
Estava na rua.
O remendo no fundilho até que tiro de letra.
É um hábito de infância que aprendi com a Juçá para economizar.
Mas o zíper abrindo é um pouco mais complicado para disfarçar.
Sorte que estou com um blusão comprido que, se esticado, cobre parte da frente.
A conclusão é que tenho que caminhar sempre colocando a mão pra ver se não estou com o "querido" a mostra.
E como normalmente estou, torna-se constrangedor ficar fechando toda a hora na frente das pessoas.
Tentei imaginar o motivo que causou o estrago, mas só consegui chegar à conclusão que deve ter sido o excesso de pressão exercido pelo volume frontal.
Se é que vocês me entendem.
Bom, sem ter muito o que fazer durante o dia, prefiro ficar com as palavras de consolo do meu colega Eduardo Barbosa, que sempre procura ver as coisas boas nas mais difíceis situações:
- Não esquenta. Esse problema pode até ser mais prático e vantajoso em determinadas situações.

Bom estar sempre cercado de pessoas positivas.

2.8.09

Por você, Priscila



E muito mais...

31.7.09

Porque hoje é sexta


Hoje já é sexta-feira e ainda não coloquei nada neste blog depois dos pensamentos de terça.
Talvez porque não tenha tido nenhum pensamento diferente em três dias.

Acho que teria dificuldade em escrever uma coluna diária para um jornal.
Admiro essas pessoas.
Pensando bem, talvez me esforçasse mais se fosse pago pra isso.

Meu carro está na oficina.
Trocar a caixa da embreagem.
E não é coisa barata.
Aliás, é uma paulada.
E não tenho dinheiro para pagar.
Alguma ideia?
Já aviso que não pretendo vender meu corpo.

Pergunta da esposa pelo msn logo pela manhã:
"Filho dá gasto desde a barriga, né?".
É.

Número de visitantes no blog diminuindo consideravelmente.
Acho que terei que publicar minha foto de sunga.

Cara.
Faz muito tempo que não leio um livro.
Absurdo.
Preciso urgente de uma lâmpada de cabeceira.

Twitter deveria ser usado para breves recados.
Aqueles inteligentes e perspicazes.
Tipo os meus.
Tem gente que escreve uma bíblia.
Esses eu já deletei da minha lista.
Tu é o próximo, David Coimbra.

Alguém aí tem um Tamiflu sobrando?

Vida de jornalista é assim.
Amanhã trabalho às 10h30.
Domingo às 16h.
Alguém merece?

Pior do que perder todos os jogos fora de casa é o fato de já não se importar mais com isso.

Comunidade gay ouriçada e na expectativa em Porto Alegre.
Amanhã entra agosto.

Não poderia deixar de fazer essa piada hoje.

A propósito: hoje é Dia do Orgasmo.
Poderia ser amanhã.

28.7.09

Pensamentos de terça-feira

Já faz algum tempo que não apareço por aqui.
É que meu cérebro congelou durante a última semana.
Hoje iniciou processo de degelo.

Ontem compramos um novo aquecedor para ser utilizado no apartamento mais frio de Porto Alegre.
Compramos ali no “tio” da ferragem perto de casa.
Ninguém dá nada por ele.
Chiquitito pero cumplidor.
Hoje a Pri acordou suando.

Oito horas da manhã o rádio anuncia a temperatura de 9 graus.
Serão os primeiros sinais do verão que se avizinha?

Dentro de aproximadamente 40 dias estarei com meu filho nos braços.
Hoje sonhei com ele.
Gordinho, bochechudo e olhos claros.
Coisinha meiga.

Evidentemente, muito preocupado com a gripe suína.
Não por mim, mas pela Priscila.
Grávida de oito meses, faz parte do super-ultra-mega grupo de risco.
Tá. Exagerei um pouquinho.
Mas o que seria da vida sem o exagero?

Ontem, com lágrimas nos olhos, ela disse pra mim:
- Má. Se acontecer alguma coisa comigo, cuida bem do Pietro. Eu sei que tu serás um ótimo pai.
O que seria da vida sem o exagero?

Evitar lugares fechados.
Shoppings, cinemas, etc.

Hoje fui agredido violentamente durante o sono só porque estava roncando.
Acho que foi culpa do nariz entupido.
Nada que algumas gotas de Afrin não resolvam.
Resolveram o desentupimento do nariz, mas não o ronco.
Culpa do novo aquecedor que deixou o ar muito seco.

O uso do Afrin é uma herança de Luiz Nei.
Não sou viciado.
Só uso quando preciso.
Segundo o próprio Luiz Nei, esse negócio de Afrin viciar é uma baboseira.
“Eu uso Afrin há 40 anos e nunca viciei”, diz ele.

Vou lá cobrir o treino do Grêmio.
Tá na hora de vencer fora de casa.

Cérebro trabalhando com 40% de sua capacidade neste momento.
Olho esquerdo aberto e enxergando normalmente.
Depois de colocar a lente, claro.

23.7.09

VTNC

No último domingo o Fantástico apresentou uma matéria falando sobre a importância do palavrão na vida das pessoas.
Como o fato de soltar um palavrão pode diminuir a dor de um cidadão.
Seja a dor física ou a dor interior.
Já dizia o Millôr que os palavrões nada mais são do que “recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de (foda-se!) que ela diz”.
E não é só (foda-se!).
Existe uma gama de expressões que podemos utilizar no nosso dia-a-dia.
Evidente que o tema é polêmico e nos faz pensar.
Eu, por exemplo, não tenho o hábito de utilizar muitos palavrões.
Talvez porque não precise.
Ou até precise, mas não posso proferi-los por motivos nobres já que as consequências poderiam ser as piores.
Principalmente se falarmos no meu futuro profissional.
Pensei também em quais palavrões costumo utilizar.
Qual seria o mais quixotesco?
Pqp e vtnc (com variação para vtn-olho do seu-c) encabeçam o topo da tabela.
Vai te f..., que equivale a foda-se, também está bem cotado.
Mas foi então que descobri minha falta de criatividade.
Dificilmente utilizo outro.
Talvez o melhor de todos eles seja “tua mãe ta dando o c... na zona”.
Que na verdade é mais ofensivo à progenitora (assim como fdp e pqp) do que propriamente ao indivíduo xingado.
Seja como for, “tua mãe ta dando o c... na zona” é realmente catársico.
Tendo em vista tudo que a “zona”, e o próprio ato de dar o c..., representam na sociedade.
Sendo assim, se sintam à vontade para colocar os podres pra fora.
Se alguém ficar chocado...
Foda-se.

21.7.09

Rombo

O post foi excluído

18.7.09

Gre-Nal: 100 anos

Hoje à tarde fui abordado por dezenas de pessoas no parque da Redenção me perguntando se não iria escrever sobre os 100 anos do clássico Gre-Nal no meu blog.
É claro que sim, não poderia deixar de traçar algumas linhas sobre este confronto centenário.
Longe de qualquer bairrismo, sou daqueles que consideram o Gre-Nal o maior confronto entre duas equipes em todo o mundo.
E não digo isso da boca pra fora.
Já assisti clássicos do porte de um Boca-River, Peñarol-Nacional, Inter-Milan, Barça-Real, entre outros.
Nenhum se compara ao Gre-Nal.
E não é o jogo em si dentro de campo.
É toda uma atmosfera que toma conta do Estado durante pelo menos toda a semana que antecede o encontro.
Só vivendo mesmo tudo isso para entender o funcionamento.
Talvez nem vivendo a gente vá conseguir entender.
E não me venha com essa história de Gre-Nal da Paz.
Não existe paz em Gre-Nal.
Não existe Gre-Nal sem hostilidade, sem provocação, sem agressão mútua entre as torcidas.
Sejam elas verbais ou físicas.
Isso também faz parte do maior clássico do mundo.
Não estou dizendo se é certo ou errado.
Só estou dizendo que faz parte da cultura.
Infelizmente não lembro qual meu primeiro Gre-Nal.
Minhas recordações são remotas.
Uma das agendas de Juçá meses depois do meu nascimento, lá pelo final do ano de 1972, início de 73, tem uma passagem sintomática sobre o tema.
Conta ela que meus tios colocaram dentro do meu berço dois bonecos de borracha.
Um deles representava o mosqueteiro com as cores do Grêmio.
O outro era um saci com a camisa do Internacional.
Me agarrei ao mosqueteiro e não larguei de jeito nenhum.
Para não ficar dúvida, arrancaram o mosqueteiro da minha mão e me deram o saci.
Abri o berreiro, que só cessou quando me devolveram o símbolo tricolor.
Coisa linda esta história!
Abrindo o baú de minhas memórias futebolísticas, encontramos centenas de clássicos Gre-Nal.
Os mais antigos rememorados apenas por alguns flashes nebulosos e em preto e branco.
Lances de jogos e gols que misturam realidade e imaginação.
Um gol olímpico do Éder no final da década de 70 do século passado.
Um gol de bicicleta do Jair para o Inter por esta mesma época.
André Catimba sendo agredido por um árbitro.
Uma briga de torcida na saída do Olímpico com um torcedor deitado no chão e o sangue escorrendo pela cabeça enquanto o filho agarrado nele gritava desesperado.
São algumas de minhas lembranças mais remotas.
Não sei quando, não sei por que, não sei como...
Só sei que estão lá.
Só sei que é Gre-Nal.
Levou alguma tempo para Luiz Nei me levar em Gre-Nal no Beira Rio.
Lembro quando ficávamos na casa de meus avós, no Menino Deus, enquanto Luiz Nei seguia para o estádio adversário.
Ficávamos jogando bola no pátio e entre um chute no portão e na porta da garagem, escutávamos a partida pelo radinho de pilha que ficava ligado dentro de casa.
E tenho que confessar uma coisa: ver um Gre-Nal na casa do adversário tem um gostinho muito mais especial.
Principalmente quando a gente ganha.
Certamente se tivesse que escolher o “Gre-Nal da Minha Vida” este seria realizado no Estádio Beira Rio.
Aquele jogo onde ninguém acreditava no Grêmio.
Onde a torcida tricolor se resumia a uma pequena parte da arquibancada inferior cercada por um mar vermelho com mais de 40 mil raivosos colorados bufando.
Um jogo onde o adversário dominou durante os 90 minutos, mas, num contra-ataque no finalzinho do tempo regulamentar, aquele perna-de-pau, criticado pela imprensa vermelha, conseguiu fazer o gol de canela.
O gol da vitória!
Fazendo 40 mil colorados calarem como se estivessem presenciando uma das maiores tragédias do futebol.
Enquanto isso, a minoria, sofrida, quieta durante 90 minutos, explodia de orgulho em mais um feito inacreditável do Imortal.
Esse é o Gre-Nal.
Criando herois e vilões.
Alegria e tristeza.
Euforia e frustração.
Cem anos de história.
Da qual me orgulho de fazer parte.

16.7.09

Curitba: prós e contras


Retornei hoje pela manhã da capital paranaense.
Foi uma viagem rápida, mas particularmente bastante produtiva.
Evidente que nem estou levando em conta o resultado negativo do Grêmio contra o Coritiba no jogo de ontem à noite.
Na terça à noite, enfrentei um frio de 5 graus e fui acompanhar Paraná Clube contra Ipatinga pela Série B.
Bom demais conhecer o estádio Dorival de Brito ainda que tenha chegado atrasado e perdido os dois gols da partida.
Mas isso foi só um detalhe irrisório.
Na quarta à tarde, aproveitei um breve momento livre e fui conhecer a Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense.
Já tinha escutado mil maravilhas sobre o qual seria um dos mais modernos estádios do país.
Confesso que me surpreendi positivamente.
A Arena é um show.
Paguei R$ 7,00 e participei do tour oferecido pelas principais dependências do estádio incluindo os vestiários, sala de imprensa e camarotes.
Tudo muito bonito e de dar inveja.
Não só o estádio como também a forma com que os visitantes são recebidos.
À noite, fomos ao Couto Pereira fazer a cobertura da partida entre Grêmio e Coritiba pela Grêmio Rádio.
Muito frio.
Não levei agasalho suficiente e ainda por cima esqueci meus tênis em Porto Alegre.
Consegui um emprestado com o roupeiro do Grêmio, mas só tinha tamanho 41 e não deu pra usar.
Fui trabalhar de sapato social.
Segui o conselho dos mais experientes e enchi de jornal.
Não sei se deu muito certo.
Transmissão complicada pela Grêmio Rádio.
Muitos problemas técnicos e dificuldade de levar a jornada até o final.
Serviu como aprendizagem, se é que dá pra tirar alguma coisa positiva.
Dentro de campo, o time saiu ganhando.
Deu falsas esperanças.
Mas, no final, acabou perdendo mais uma vez fora de casa esse ano.
Não foi tão doloroso como foi em Salvador, com um gol sofrido aos 48 do segundo tempo, mas tá difícil.
Tá bem difícil.
O que importa é que mais uma vez nossa missão foi cumprida.
A nossa que eu digo é a da assesoria de imprensa.
Porque a missão do time, foi pro espaço.
Já não falo nem mais em sorte para a próxima vez.
O que precisamos mesmo é qualidade.

14.7.09

Hoje em Curitiba

Bah.
Estava dando uma passada por aqui e percebi que já faz algum tempinho que não escrevo nada.
Mas juro que não é intencional.
Falta de assunto, talvez.
Resolvi deixar essas mal tracejadas linhas por consideração aos meus leitores.
Hoje estou indo para Curitiba fazer o jogo do Grêmio amanhã pela Grêmio Rádio.
Passei alguns dias na capital Paranaense em 1988 na casa da amiga Márcia Moraes.
Caraleo!
Lá se vão 21 anos!
Deve estar bem diferente.
Não terei muito tempo para conhecer alguma coisa, mas espero poder estar hoje à noite vendo Paraná x Ipatinga pela Série B do Brasileirão lá no Dorival de Brito.
Meu chefe disse que só vai se não estiver frio.
Ou seja, ele não vai.
Amanhã quero ver se consigo visitar a Arena da Baixada, estádio do Atlético.
É pertinho do hotel.
Caso dê certo, já valeu a viagem.
Isso sem falar no jogo de amanhã à noite.
Estou precisando de uma vitória fora de casa pra tirar a urucubaca.
Minha última (e única) foi ano passado lá em Goiânia.
Mas vamos ver...
Beijo pra todo mundo.


Ps. Acho que este foi o pior post dos últimos anos.

9.7.09

Domingo em Madrid

O que eu mais sinto falta do tempo em que morei em Madrid eram os domingos.
Principalmente os domingos de verão.
Meu programa preferido era acordar pela manhã e caminhar até o Rastro.
O Rastro (ou “El Rastro”) é um mercado ao ar livre que lembra o Brique da Redenção, em Porto Alegre, guardada as devidas proporções, lógico.
De repente a Feira de Acari seria um melhor comparativo, mas nunca estive em Acari.
São ruas e mais ruas com vendedores ambulantes comercializando tudo que a gente possa imaginar.
Gostava de estar lá só para passear mesmo.
Ver as pessoas e beber um pouco daquela cultura.
Quando começava a encher, seguia até o Parque Retiro.
Este sim lembra muito o parque da Redenção, em Porto Alegre.
Guardada as devidas proporções, lógico.
A maior área verde urbana de Madrid.
Muitos jovens praticando esporte, crianças brincando e artistas de rua.
Um destes artistas era um negro gordo que colocava um aparelho de som no chão e cantava músicas maravilhosas com os olhos fechados.
Ele não abria os olhos.
Ficava horas ali perto escutando e vendo as pessoas.
Pela tarde, as opções eram as melhores: jogo do Real Madrid, jogo do Atlético de Madrid ou uma “corrida de toros” (se disser “tourada” ninguém vai saber o que é).
Dependendo de onde fosse, almoçava nas proximidades.
Quase sempre um bocadillo de Jamón York.
Um tipo de pão francês com presunto, guardada as devidas proporções, lógico.
Vamos combinar que dá saudade um domingo assim.
Acho que para ser 100% perfeito, só mesmo tendo ao lado a mulher amada.
Hoje tenho a Priscila, e espero um dia poder passar um domingo com ela em Madrid.

Pietro no Olímpico

7.7.09

Força que entra


Adivinha quem é?

Pequena Luiza



Como prometido, estou postando a foto da Luiza, minha segunda sobrinha e a mais nova alegria da família.
Parabéns!

Elvis alive

Um dia destes estava vendo uma matéria em uma rede de TV norte-americana que dava conta que Elvis Presley foi visto em Buenos Aires, na Argentina.
A reportagem escuta duas pessoas que seriam testemunha da presença de Elvis no bairro.
Dizem elas, em espanhol, que se trata de um morador misterioso, usando nome falso de John Burrows e que dificilmente sai de casa.
A matéria inclusive apresenta uma imagem mostrando o suposto Elvis Presley, bem mais velho, lógico.
Como se não bastasse, a reportagem reproduz uma reconstituição dos últimos dias de Elvis nos Estados Unidos especulando a forma como deixou o país escondido em um avião particular até chegar na Argentina e toda a fraude que foi sua morte.
Mostra lugares por onde teria passado e ouve pessoas que poderiam ter convivido com ele sem saber a verdadeira identidade.
Ou seja, uma matéria fantástica, provavelmente produzida por pessoas sob o efeito de algum alucinógeno, mas que acaba se tornando interessante pela bizarrice.
E a reportagem dá total certeza de que Elvis ainda vive em algum lugar da capital argentina.
Não há espaço para contestação.
Americanos gostam desse tipo de coisa.
E com razão. Mexe com o imaginário de qualquer um.
É impossível ver uma matéria dessas e não se perguntar: “será mesmo?”. “E se for verdade?”.
Imagina estar passeando pela Calle Florida e se deparar com Elvis Presley comendo um Big Mac?
Basta procurar no Youtube para encontrarmos diversos programas como este com diferentes temas:
Será mesmo que o homem pousou na lua ou aquelas imagens foram forjadas pelo governo americano em um deserto do Novo México?
Aposto que se você pesquisar mais a fundo, vai começar a achar evidências de que aquilo realmente foi uma superprodução.
Com a posição do sol com relação à lua não poderia haver sobra dos astronautas no solo.
Como não há vento na lua, a bandeira norte-americana fincada no solo lunar não poderia estar tremulando.
São algumas das teorias.
Adolph Hitler fugiu para o Brasil no final da Segunda Guerra e aqui viveu até os anos 90 do século passado.
Ou seria na Argentina?
Já ouvi essa também.
Pois a mais nova agora diz respeito ao Michel Jackson.
Será que morreu mesmo?
Alguém viu o corpo?
Teria bolado uma fuga espetacular para jamais ter que pagar suas dívidas milionárias?
Já li que algumas pessoas teriam visto alguém parecido com ele cruzando a fronteira com o México.
Será?
Quem sabe não estará escondido em alguma casa próxima ao Pelourinho, na Bahia.
Ele e Raul Seixas.
Seja como for, histórias como essa continuarão existindo no imaginário coletivo.
Se eu acredito?
Por que não?
Você podem até achar que estou brincando, mas eu já vi a Elis Regina fazendo compras num brechó da Cidade Baixa.
Era ela.

6.7.09

Ídolo no Olímpico


Me refiro ao cara de laranja atrás do Maxi López.

Foto: página central do Caderno de Esporte da Zero Hora.

Luiza

Hoje pela manhã nasceu a Luiza, minha segunda sobrinha.
Filha do meu irmão Marcos e da Solange.
Seja muito bem-vinda!

Foto em breve!

Casamento da Deisi


Minha amiga Deisi se casou no último sábado.
Junto com Priscila, tive a honra de participar desta festa, que posso considerar uma das mais espetaculares que já fui.
Apesar de luxuosa, uma festa extremamente discreta como tudo que diz respeito à família Assis Moreira.
Muita segurança.
Carro revistado na entrada e na saída e a proibição de entrar com celulares e/ou câmeras que fizessem vídeos ou fotos.
Um cuidado justo e obrigatório nessa época em que qualquer imagem publicada rapidamente se espalha por jornais e sites de todo o planeta.
Ainda mais com pessoas tão admiradas publicamente.
Ah. Pra quem não sabe, a Deisi é a irmã do Ronaldinho Gaúcho com quem tive a oportunidade de trabalhar durante anos.
Primeiro no Grêmio, depois diretamente no escritório da família.
Fiquei muito honrado com o convite, já que a festa se limitou aos familiares e amigos mais chegados.
Espero que a Deisi não fique chateada comigo por causa deste post, mas não poderia deixar de dividir essa honra com meus leitores.
Ronaldinho estava lá, claro que sim (é a pergunta que mais respondo).
Sempre com sua alegria e simplicidade.
E não só ele, toda a família presente.
Matei a saudade da matriarca, “dona” Miguelina.
Um doce de pessoa, vocês nem imaginam.
Além disso, o Pietro foi paparicado por todos que fizeram questão de acariciar a barriga da Priscila.
Como se somente estar participando deste momento tão especial para a família não bastasse, ainda tivemos a oportunidade de ver bem de pertinho show com Arlindo Cruz, Margarete Menezes e Grupo Revelação, entre outros.
Sem falar na comida e bebida.
À vontade e para todos os gostos.
Chegamos em casa às 6h da manhã.
Estava tudo muito bom, para uma noite inesquecível.
Muito sucesso e amor nessa união e que a simplicidade continue prevalecendo onde houver um Assis Moreira.

3.7.09

Frases da semana

"Se o Inter jogar contra um time de cachorros, eu vou latir na arquibancada"
Luiz Nei ao ser perguntado se torceria para o Corinthians na final da Copa do Brasil.


"Não gosto quando tu tens esses sonhos premonitórios, pois eles nunca se concretizam"
Rafael Pfeiffer sobre o post anterior

1.7.09

Landi Sobral dos pobres

Olha, não sei o que vai acontecer nesta quinta-feira com relação ao jogo entre Grêmio e Cruzeiro.
Não tenho como saber.
Não prevejo o futuro.
Eu acho.
Por via das dúvidas, esse post foi publicado por mim no mês da março (clica aqui).
Não custa recordar.

O Estudiantes já está na final.

10 anos

Hoje estou completando 10 anos de trabalho no Grêmio.

Só pra constar.

Casa nova, vida nova

Desde a última sexta-feira, estamos de casa nova.
Não foi uma mudança muito traumática, já que apenas trocamos de apartamento e não de prédio.
Passamos para dois andares abaixo do nosso.
Isso facilitou bastante.
Foi só colocar as coisas na frente da porta e empurrar pela escada.
Tivemos ainda a preciosa ajuda da minha querida sogra, Kate.
Veio de Americana apenas pra ajudar na mudança.
E como ajudou!
Não sei o que seria da gente sem ela neste último final de semana.
Deixo aqui meu agradecimento público e o desejo que ela venha morar de vez aqui com a gente junto com o sogrão, lógico.

Dá pra dizer que nosso novo apartamento é pelo menos três vezes maior do que o anterior.
Agora temos um quartinho só para o Pietro que vem aí.
Agora temos uma cozinha espaçosa com mesa para tomar café e uma TV pequeninha.
Agora temos um armário na dispensa com mantimentos.
Agora temos uma área de serviço ao ar livre com máquina de lavar e espaço para estender as roupas.
Agora temos uma sala enorme com dois ambientes e espaço para colocarmos uma mesa de jantar.
Agora temos dois banheiros (sendo um deles no nosso quarto).
Lendo tudo isso, fico pensando: como conseguimos viver no nosso apartamento anterior?
Bom, na verdade é muito mais fácil se adaptar a qualquer lugar tendo a Priscila ao lado.
Com ela eu moraria até num contêiner.

29.6.09

Michael Jackson

Mais uma vez fui abordado nas ruas de Porto Alegre por pessoas indignadas querendo saber o motivo de eu não ter tecido nenhuma linha sobre a morte de Michael Jackson no meu blog.
Até Paulo Sant´Anna dedicou uma coluna para falar de Michael Jackson e eu nem tchum.
Bom, a resposta é simples: não escrevi nada sobre Michael Jackson porque não tenho nada para escrever sobre ele.
Michael Jackson não tem nenhuma influência na minha vida.
Nunca teve e nunca vai ter.
Nunca possuí um disco e nunca tive música nenhuma dele gravada em minhas coletâneas.
Aliás, nunca me chamaram a atenção.
Tirando as acusações de abuso contra menores, não tenho nada contra o ex-cantor.
Mas também nada a favor.
Michael Jackson é tão insignificante pra mim que acompanho todos os noticiários na mídia sobre sua morte da mesma forma que acompanho um comercial das Casas Bahia.
Se bem que nos comerciais das Casas Bahia ainda podemos tirar alguma coisa boa.
Apesar de tudo isso, é claro que tenho opinião sobre o Michael Jackson.
Mas mais como pessoa do que como artista.
Porém, em respeito aos familiares e fãs, prefiro não emitir aqui.
E para finalizar, tentando não parecer tão rude, tenho que confessar uma coisa.
Eu já tentei fazer o Moonwalk.

26.6.09

Nostalgia

Cara!
Eu tive um destes!

E um destes!

Tipos de solo

Ontem fui buscar as crianças na escola.
Quando a Duda me abraçou, percebi que ela tinha um monte de coisa escrita na palma da mão, com caneta.
- O que é isso na tua mão, Duda?
- Nada, pai.
- Como nada, Duda? Deixa eu ver o que é isso.
- Ah pai! São os tipos de solo. Vai ter prova e eu escrevi aqui pra saber quais os tipos de solo.
- É cola, Duda?
- Não, pai. Já disse que são os tipos de solo.

24.6.09

Hacelo por mi


Onde tudo começou.
Só pra relaxar.
Arreda a mesa e sai bailando com a nega véia.

Compadre visionário

Hoje pela manhã me ligou o compadre Marcelo só pra dizer que sonhou que o Grêmio havia feito 4 a 1 no Cruzeiro no jogo desta noite pela Libertadores.
Tendo em vista que esta mesma pessoa, no dia antes, previu a morte do Ayrton Senna e também previu a histórica derrota de 5 a 0 da Argentina para a Colômbia em 1993, sou obrigado a dar crédito.
Amanhã comentamos.

23.6.09

Pietro - 1ª foto


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