21.1.09

Nuances de uma gravidez

Na casa de Luiz Nei e Juçá fazendo tempo enquanto a empregada limpa o meu apartamento.
Priscila me chama no MSN:
- Má. Pedi pra Ângela (empregada) deixar um pé de alface em cima da mesa.
Levei algum tempo pra assimilar:
- Ah é? É algum tipo de simpatia?
- Não, besta. É pra levar pra praia. Não esquece de pegar.
- E não tem alface na praia?
- Só alface crespo.
- Grande coisa. A gente passa chapinha.
- É o desejo.
- Tá com desejo de comer alface?
- Ainda não, mas vou estar nesse fim de semana.

(...)

Fim da manhã de segunda-feira, chamo a Priscila no MSN:
- Oi. Como tá?
- Muito enjoada. Passei a manhã toda com muito enjoo.
- Que droga. Então não vai almoçar?
- Vou sim. Quero almoçar contigo lá naquele restaurantezinho ao lado do teu trabalho.
- Por que lá?
- Porque lá tem ovo frito. Estou com desejo de comer ovo frito. Muito ovo frito.
Imagina se não tivesse enjoada.

(...)

Deitados na cama divagando sobre a gravidez.
Priscila murmura:
- Estou com medo de contar pra todo mundo sobre a minha gravidez.
- Por que?
- Porque ainda é muito cedo. Tenho medo que a coisa não vingue. Estou com muito pouco tempo. - É um risco. Mas se o exame deu positivo é porque tu estás grávida.
- Mas pode ter sido um erro do laboratório. Ou então eu posso ser uma aberração da natureza e ter sofrido uma mutação transgênica. Aí o exame deu positivo, mas eu não tenho nada. Já pensou nisso?
- Sim. Penso todo dia que tu deve ser uma aberração da natureza. Só pode ser.
- To falando sério. Não estou sentindo nada de diferente. Só estou muito enjoada, com os seios doendo e inchados e com vontade de fazer xixi toda hora. Fora isso, não estou sentindo nada de diferente.
- Ah tá. Vai dormir Priscila.

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