2.3.09

Nosso primeiro Gre-Nal


Não recordo ao certo minha primeira vez em um campo de futebol.
Nem poderia.
Desde muito cedo acompanhei Luiz Nei ao Olímpico.
Eu não era uma boa companhia, é verdade.
Tenho alguns flashes de jogos lá pela metade dos anos 70 do século passado em que Luiz Nei me levava para casa durante o intervalo e aí então voltava ao estádio para, enfim, poder assistir ao jogo com tranquilidade.
Eu devia encher muito o saco.
Pelo menos até ter no colo um saquinho de pipoca ou um cachorro-quente.
Na verdade nunca entendi muito bem o motivo de Luiz Nei insistir neste suplício.
Isso até ter meus filhos.
Aliás, não entendemos nossos pais em muitas coisas até termos nossos próprios filhos.
Mas isso já é outro assunto que renderia trocentos posts.
Certamente meu vô Adail carregava o pequeno Luiz Nei pela mão rumo ao estádio dos Eucaliptos ou à antiga Baixada do Moinhos de Vento, num domingo de Gre-Nal.
Para desespero da “dona” Eunice.
Certamente, também, Adail enchia seu coração de alegria ao ver brilharem os olhinhos de Luiz Nei boquiaberto com todo o espetáculo que cerca um jogo como o clássico Gre-Nal.
Pois hoje tive esse exato sentimento ao ver a Dudinha com as mãos juntas, rezando baixinho, em plena arquibancada superior do Estádio Beira Rio enquanto o Grêmio perdia mais uma vez para seu eterno rival.
Sim, pessoas. Hoje levei meus filhos pela primeira vez num Gre-Nal.
E no estádio adversário, que é bem mais legal.
E quando digo “meus filhos” me refiro aos três: Duda, Mártin e o feijãozinho que cresce dentro da barriga da palmeirense Priscila.
Palmeirense até o Grêmio marcar o gol de empate e essa mulher vibrar e berrar mais do que qualquer gremista presente ao estádio.
Não tem jeito, já deu pra ver pra que time o nenê vai torcer quando crescer.
Volta e meia vai escapar um “dá-lhe Porcooooo!!”, mas nós saberemos que é só pra agradar o avô Vilson lá em Americana.
Coisas do futebol.
Parecia um sonho.
Eu, ao lado das pessoas que mais amo e fazendo a coisa que mais amo.
Tudo bem que dentro de campo o time não colaborou.
Mas, sinceramente, esse é só um detalhe menor.
Afinal, no futebol, se perde, se empata ou se ganha.
Uma frase consagrada pelo grande...pelo grande...hum...
Pelo grande...Luiz Nei!

Destaque da semana:
- visitante de Palmeira das Missões com 19 minutos e 44 segundos por aqui (entrou pelo google procurando "uma narração de ranzolin").

Destaque da semana II:
- Osasco (06min.): entrou pelo Google procurando "blogs com fotos de tornozelo quebrado".
- Rancharia, em São Paulo (05min.02seg.).
- São Fracisco do Conde, Bahia (03min.10seg.)
- Caxias do Sul (03min.08seg).

Muito grato a todos!
Pelo menos ninguém procurando "fissura anal" hoje.

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...