28.4.09

Budapest


Acho que Budapest, na Hungria, foi um dos lugares mais estranhos que já fui na vida.
Digo isso porque, na realidade, se formos analisar com frieza, não tem um motivo para uma pessoa viajar até Budapest.
Ainda mais na época que eu fui.
E não falo em época climática (pois fui em pleno inverno europeu), mas sim em época política.
Início da década de 90 do século passado.
Recém havia caído o muro de Berlim e o Leste Europeu ainda era uma incógnita para os ocidentais.
Budapest começava a se adaptar às novidades.
A moeda do país na época, o Forint, não valia absolutamente nada e o fato de eu ter trocado 100 dólares na casa de câmbio me tornou um dos homens mais ricos da cidade.
Percebendo isso, resolvi trocar o acanhando albergue no subúrbio por um hotel quatro estrelas no centro.
Bem acomodado, tratei de aproveitar a vida ao lado do meu irmão (que preferiu passar maior parte do tempo trancado no quarto do hotel).
A cidade é uma das mais lindas do continente.
Na verdade são duas cidades que se fundiram: Buda de um lado e Pest do outro, divididas pelo rio Danúbio.
Cheguei sem conhecer nada e passei aproximadamente quatro dias caminhando pelas principais ruas, sempre acompanhado de um pequeno mapa adquirido no próprio hotel.
Evidentemente que a comunicação era praticamente impossível já que o idioma era diferente de tudo aquilo que havia encontrado até então.
É muito estranho caminhar pelas ruas, olhando letreiros luminosos em lojas, farmácias, restaurantes, etc, sem ter a mínima noção do que se trata.
É estranho e fascinante.
Para alimentação, encontramos uma pizzaria perto do hotel e lá almoçávamos e jantávamos todos os dias.
Numa destas vezes, resolvi pedir uma bebida diferente que um senhor da mesa ao lado tomava.
O nome era Eper Turmix.
Uma bebida rosa e com um sabor inexplicável que lembrava o Quick de morango.
Só depois fui descobrir que “Eper” é “Morango” em húngaro.
Bom, não sei muito bem o motivo deste post, assim como não sei o motivo que me levou a conhecer Budapest.
Seja como for, se você tiver oportunidade, visite Budapest.
E prove o Eper Turmix.
Recomendo!

Mais Hungria e Budapest

* Nosso hotel ficava na rua Március, junto ao terminal de ônibus Március. Nome lindo! Depois descobri que significa o mês de "março".


* Entrei numa loja de música e comprei um CD da banda de maior sucesso da época “Rapülők”. Não recomendo.


* Encontrei uma foto do Eper Turmix.


* Visitei o estádio Estádio Nacional e o estádio do Ferencvarosi, que tem atrás de um dos gols uma estátua como a do Romário no São Januário.


* Descobri com um taxista que a letra “S” tem som de “SH” ou de “Xis”. Pedi que ele me levasse ao estádio do time chamado “Vasas”, mas ele não entendeu minha pronúncia. Então escrevi o nome do time no papel e ele gritou “Ah!!! Vashash!!!”. No que eu retruquei: “Isso!!! Vashash!!! Foi meu diálogo mais húngaro.


* Não deixar de visitar o Castelo de Buda (Budai Vár), e o Parlamento em Pest às margens do Danúbio azul.


* Cuidar com as prostitutas que ficam sob as pontes às margens do Danúbio atacando turistas com seringas contaminadas com HIV. Sim...escutei este alerta no hotel.


* Falando nisso, as mulheres húngaras são as mais lindas da Europa (não visitei a Suécia nem a Rússia). Lembram muito a Priscila (me safei).


* Magyar é Hungria em húngaro.

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