29.6.09

Michael Jackson

Mais uma vez fui abordado nas ruas de Porto Alegre por pessoas indignadas querendo saber o motivo de eu não ter tecido nenhuma linha sobre a morte de Michael Jackson no meu blog.
Até Paulo Sant´Anna dedicou uma coluna para falar de Michael Jackson e eu nem tchum.
Bom, a resposta é simples: não escrevi nada sobre Michael Jackson porque não tenho nada para escrever sobre ele.
Michael Jackson não tem nenhuma influência na minha vida.
Nunca teve e nunca vai ter.
Nunca possuí um disco e nunca tive música nenhuma dele gravada em minhas coletâneas.
Aliás, nunca me chamaram a atenção.
Tirando as acusações de abuso contra menores, não tenho nada contra o ex-cantor.
Mas também nada a favor.
Michael Jackson é tão insignificante pra mim que acompanho todos os noticiários na mídia sobre sua morte da mesma forma que acompanho um comercial das Casas Bahia.
Se bem que nos comerciais das Casas Bahia ainda podemos tirar alguma coisa boa.
Apesar de tudo isso, é claro que tenho opinião sobre o Michael Jackson.
Mas mais como pessoa do que como artista.
Porém, em respeito aos familiares e fãs, prefiro não emitir aqui.
E para finalizar, tentando não parecer tão rude, tenho que confessar uma coisa.
Eu já tentei fazer o Moonwalk.

26.6.09

Nostalgia

Cara!
Eu tive um destes!

E um destes!

Tipos de solo

Ontem fui buscar as crianças na escola.
Quando a Duda me abraçou, percebi que ela tinha um monte de coisa escrita na palma da mão, com caneta.
- O que é isso na tua mão, Duda?
- Nada, pai.
- Como nada, Duda? Deixa eu ver o que é isso.
- Ah pai! São os tipos de solo. Vai ter prova e eu escrevi aqui pra saber quais os tipos de solo.
- É cola, Duda?
- Não, pai. Já disse que são os tipos de solo.

24.6.09

Hacelo por mi


Onde tudo começou.
Só pra relaxar.
Arreda a mesa e sai bailando com a nega véia.

Compadre visionário

Hoje pela manhã me ligou o compadre Marcelo só pra dizer que sonhou que o Grêmio havia feito 4 a 1 no Cruzeiro no jogo desta noite pela Libertadores.
Tendo em vista que esta mesma pessoa, no dia antes, previu a morte do Ayrton Senna e também previu a histórica derrota de 5 a 0 da Argentina para a Colômbia em 1993, sou obrigado a dar crédito.
Amanhã comentamos.

23.6.09

Pietro - 1ª foto


22.6.09

Teu passado te condena

É lógico que quando o tempo passa nos arrependemos de muitas coisas que fizemos ou deixamos no nosso passado juvenil.
Mas nada se comprara a um caderno de aula com a foto do Thierry Figueira.

Não.
Não citarei nomes.

19.6.09

Profissões e outros pensamentos

Venho acompanhando na mídia em geral as matérias relacionadas com o post abaixo: a queda da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão.
É incrível como as pessoas estão apenas preocupadas em defender seus interesses.
Só para citar um exemplo, a Rede Globo emitiu uma nota oficial saudando a decisão como “uma vitória da democracia”.
Talvez porque possa gastar menos contratando “profissionais” (entre aspas) menos qualificados.
Ou completamente desqualificados.
Mas como eu disse num comentário anterior, na prática, o diploma de jornalista nunca foi levado em conta, principalmente nesse mundo do jornalismo esportivo que eu vivo onde qualquer ex-atleta assume função de jornalista.
A única diferença é que agora está oficializado.

Acho que nunca comentei aqui que eu seria arquiteto.
Não ri.
É verdade.
Passei no vestibular da Ritter dos Reis e cursei arquitetura.
Foi quando repeti pela segunda vez a cadeira “Introdução a Arquitetura I” que percebi que não daria certo na profissão.
Gostava muito de desenhar.
Desenhava muito bem.
Principalmente estádios de futebol.
Não ri.
É verdade.
Tinha uma pasta com centenas de estádios desenhados.
Uma loucura!
Mas então comecei a ter aula de matemática.
Como ninguém me avisou que tinha que estudar matemática para ser arquiteto?
Pois é...
Toda aquela ilusão foi por água abaixo.
Tinha até comprado uma mesa de arquiteto pro meu quarto.
Investi em canetas, lápis, réguas e o escambau.
Na prova final do segundo semestre entreguei uma planta baixa com um projeto que modificava a Rua João Telles.
Passei todo o semestre trabalhando neste projeto que modificava completamente a rua.
Desde as calçadas, passando pela fachada das casas e a arborização.
Criei uma maquete perfeita, reproduzindo a rua em escala menor.
Coisa mais linda.
Na véspera da entrega, achei que a planta estava muito branca e decidi pintar a rua de laranja.
Sim.
Não ri.
Pintei a rua de laranja e a planta baixa ficou muito mais colorida e alegre.
Na hora da entrega, achei que ia agradar.
Foi quando o professor perguntou:
- Posso saber o que é essa rua pintada de laranja?
- Ah! Ãnh?...cof...cof...bem, tava muito branco. Queria deixar a rua mais alegre.
- Ah é? E posso saber que material o senhor usaria para deixar a rua laranja?
- Hum...material?
- Sim, seu Márcio. Qual piso teria essa rua?
- Olha, fessor pode ser aquele piso das quadras de tênis?
- Tsc...tsc...tsc...
- Quem sabe então colocar asfalto e mandar o pessoal da prefeitura pintar de laranja?
Não deu.
Não passei.
Tava indo tão bem.
Naquele mesmo dia, deixei a faculdade e me inscrevi no vestibular da Ulbra para jornalismo num posto montado no shopping Praia de Belas.
Como está na moda colocarmos em dúvida algumas escolhas que fazemos na vida, ando pensando como seria se tivesse seguido na arquitetura.
Será que seria rico?
Será que viraria gay?
Será que meus estádios sairiam do papel?
Tudo suposição.
Mas a única coisa certa é que meu diploma continuaria valendo.

E vem aí a nova Arena do Grêmio.
Aposto que na minha pasta deve ter algum desenho parecido.

18.6.09

Não tenho mais profissão

Hoje estava no banheiro em casa e percebi que não havia mais papel higiênico.
Sorte que achei meu diploma de jornalista.

15.6.09

Correspondente

No final de abril, recebemos no Olímpico a delegação do Boyacá Chicó para um confronto pela Copa Libertadores.
Como de hábito, recebemos também toda uma delegação de periodistas colombianos que vieram fazer a cobertura da equipe do país.
Como único hispano-hablante da equipe de comunicação, fui designado para acompanhar os jornalistas das rádios na resolução de alguns trâmites necessários para habilitarem a transmissão naquela noite.
Defensor da teoria de que o espanhol falado na Colômbia é um dos mais fáceis de se entender, logo já estava com aquela fluência que me é peculiar (cof...cof...cara de modesto).
Percebendo isso via telefone, o apresentador da rádio colombiana que estava no estúdio perguntou se poderia me colocar no ar, ao vivo, para falar sobre a partida.
Por supuesto!
Com o celular no ouvido e caminhando pelo pátio do Olímpico, caguei tese ao vivo para toda a Colômbia.
Mas o golpe de mestre ainda estava por vir: o apresentador perguntou sobre a situação do colombiano Perea, atacante do Grêmio que estava voltando de lesão.
Enquanto presto atenção na pergunta tentando bolar uma boa resposta, olho para o lado e vejo Perea vir caminhando em minha direção.
Sem perder tempo digo que estou com o jogador ao meu lado e coloco ele no ar.
Deve ter sido a glória para a emissora.
Já fora do ar, o apresentador pergunta se pode me ligar quando precisar de algum boletim direto do Brasil.
Não levei muita fé, mas consenti.
Já tinha até esquecido deste fato quando, às vésperas de Brasil e Uruguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, meu celular toca com uma chamada internacional.
Era o apresentador colombiano.
“Márcio: vou te colocar no ar para falar sobre este jogo de amanhã contra o Uruguai”.
Não deu tempo nem de eu responder e já estava ao vivo.
Mas desta vez com um problema sério: não tinha nenhuma informação sobre a seleção.
Não estava informado e não sabia nem quem ia jogar.
O apresentador insistiu em perguntar qual seria a escalação do Brasil.
Enrolei dizendo que a escalação era um mistério. Que o Brasil havia treinado com os portões fechados e qualquer especulação seria leviandade da minha parte.
Mas a seleção já estava escalada e o treino havia sido liberado para a imprensa.
Depois da gafe, tratei de me informar.
Cheguei a guardar na carteira a lista de todos os convocados e a escalação completa de todos os jogos.
Passei a acompanhar os treinamentos e as matérias sobre seleção.
Vi o jogo todinho.
Sorte minha: entrei com um boletim ao vivo no dia seguinte com as informações quentinhas.
Foi assim após o jogo contra o Uruguai e foi assim antes e depois do jogo contra o Paraguai em Recife.
No final de semana me ligaram para que eu participasse de uma enquete que a rádio estava fazendo sobre quem seria o quinto colocado na tabela de classificação.
Resumindo, sou o correspondente da rádio no Brasil.
A Pri me perguntou que rádio era para poder colocar no meu currículo.
Confesso que não sabia o nome.
Achei que fosse uma rádio de Boyacá.
Mas depois da última ligação, descobri que sou correspondente da RCN (Rádio Cadena Nacional), uma das maiores da Colômbia.
Coisa chique.
Hoje sou o brasileiro que mais sabe sobre futebol colombiano e sobre todos os jogadores da Colômbia que atuam no Brasil.
E o que eu ganho com isso?
Hum...
Nada.
Mas já estou pensando em cobrar estes boletins.
Em dólar.

Barulho

Sábado começou a Copa das Confederações na África do Sul.
Tendei assistir o primeiro tempo entre os anfitriões contra o Iraque.
Desisti.
Não pelo péssimo futebol apresentado pelas equipes, mas pelas cornetas dos torcedores sul-africanos.
Duvido que alguém consiga acompanhar um jogo inteiro sem apertar na tecla “mute”.

8.6.09

Pensamento light de segunda-feira

Alguém precisa avisar a direção da Rede Globo que descontração é uma coisa, chinelagem é outra.

Copa em Porto Alegre

Leitores do meu blog me abordam nas ruas de Porto Alegre e nos shoppings perguntando por qual motivo ainda não escrevi sobre a confirmação de Porto Alegre como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
Na verdade, acho que não caiu a ficha ainda.
Mas, para estes que clamam por minha opinião, teria duas coisas a dizer sobre a Copa do Mundo em Porto Alegre.
A primeira delas baseada na emoção e a segunda baseada na razão.
Se formos levar em consideração a grandiosidade de um evento como a Copa do Mundo e se formos comprar com as últimas edições realizadas na Alemanha, Japão e Coréia, posso dizer que é extremamente receoso assumirmos uma responsabilidade desta dimensão.
Muita coisa deverá ser feita e muito dinheiro deverá ser gasto.
Dinheiro este que poderia estar sendo utilizado em educação, saúde e segurança, só para ficar nestes três exemplos.
Essa foi a opinião racional.
Por outro lado, seria incrível receber no pátio da nossa casa um evento como a Copa do Mundo.
Sentir a cidade vivendo aquela atmosfera de congraçamento entre os povos e estar participando efetivamente deste intercâmbio de conhecimento cultural e social.
Ter todas as atenções do planeta voltadas para suas tradições podendo mostrar toda a hospitalidade do povo gaúcho para os que vem de longe.
Ter um crescimento acentuado no setor de turismo englobando cidades como Gramado, Canela, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, entre outras.
Além de acompanhar de perto partidas de grandes seleções, com grandes jogadores.
Uma oportunidade única.
Essa foi a opinião emocional.
Qual das duas está certa?
Ambas.
Qual das duas devo defender?
Vou optar pela emoção, desta vez.
Talvez mude de opinião até 2014.
Talvez não.

Mas só peço uma coisa: parem de me abordar nas ruas e nos shoppings

6.6.09

Sábias palavras

Diante de uma situação muito dificil e penosa, talvez você pense:
"NÃO SOU CAPAZ DE ENFRENTA-LA".
Mas saiba que essa é a chance de você dar um grande salto.
O ser humano não consegue nenhum progresso enquanto se limita a enfrentar apenas pequenas barreiras, facilmente transponiveis.
Mas, quando enfrenta a dificuldade e realiza o que lhe parecia impossivel, alcança grande progresso.


E-mail enviado por Vilson Tescaro.
Meu sogro.
Palavras certas, na hora certa.
Vai dizer que não é um grande homem?

E cada dia que passa me orgulho mais de ter caído nessa família maravilhosa!
Amém.

4.6.09

Panaca...e pobre

Sou uma pessoa de boa índole.
Digamos que até demais.
Talvez por isso tenha a dificuldade de ver a maldade nas pessoas.
Este meu jeito ingênuo de ser muitas vezes só me traz problemas.
Pelo simples fatos das pessoas se aproveitarem.
E quando pessoas como minha mãe, por exemplo, diz que eu sou um panaca, só me resta abaixar a cabeça e concordar.
Só mesmo levando na cabeça para perceber que a “filha da putice” humana não tem limites.
Logo no início da minha separação, optei por pagar à minha ex-esposa um valor elevado de pensão alimentícia em prol das crianças.
Além de despender de um valor maior do que seria estipulado por lei, ainda entregava um bloco de tickets alimentação.
Tudo feito na boa fé e sem pegar recibo.
Aí o maior erro.
Não me preocupei em pegar recibo.
Alguns meses depois, cumprindo rigorosamente com minhas obrigações de pai e ex-marido (cumprindo mais ainda do que devido), recebi uma intimação judicial alegando que durante vários meses eu não havia pago a pensão alimentícia.
Me caiu os butiá dos bolsos.
Como assim?
Paguei até mais do que eu devia.
Paguei pensão, dei os tickets alimentação e, além de tudo isso, ainda pagava a escola.
Como assim?
Pois é.
Pasmem, caros leitores.
A ação judicial alegava que eu não havia pago nenhum real exatamente durante os meses em que não peguei recibo.
Como provar que estava tudo correto?
Não tinha como provar.
Procurei os advogados, mas foram unânimes em afirmar: “sem recibo, não tem como provar”.
O que fazer?
Enfiar o dedo no cu e rasgar?
Mais ou menos por aí.
Os advogados entraram com várias petições alegando que eu havia feito um acordo de pagar a escola e talicoisa...mas não deu certo.
Depois de muitos meses enrolando e levando com a barriga, finalmente recebi a informação direta do Banrisul:
Uma ordem judicial deu conta que 30% do meu salário serão bloqueados para o pagamento da pensão alimentícia “devida”.
Ou seja: além dos 30% que eu já pago mensalmente, mais 30% será pago.
Ou seja: 60% do meu salário será para pagar pensão alimentícia para uma vagabunda.
Se esse valor fosse realmente gasto com os meus filhos, até me consolaria.
Mas infelizmente não é assim.
Estou me sentindo péssimo.
Estou revoltado.
Queria poder quebrar tudo.
Mas não tem nada que eu possa fazer.
Porque eu sou um panaca.

3.6.09

Salvador em imagens

Fotos estilo Joelma














Só por curiosidade


Galícia 1 x 1 Camaçariense (os visitantes empataram no segundo tempo)

Local: Estádio Roberto Santos (Pituaçu)

Galícia: Victor Muller, Edmar, Renato Mello, Roque e Wescley; Sandro, Marconi (Janderson), Carlos Magno e Jânio (Lei); Jhullian (Sassá) e Ricardinho. Técnico: Gilmei Aymberê.

Camaçariense: Lima, Nilmar, Alan, Bode e Wellington; Márcio, Marquinhos, Átila (Denisson) e Alex (Carlos); Jaiminho e Biriguidi (Fafau). Técnico: Carlos Augusto Matias.

Gols: 12” - Marconi (GAL); 50′ - Ícaro (CAM)

Cartão amarelo: Sandro (GAL)
Público: 1.833 (1.410 pagantes, 423 não pagantes)
Renda: R$ 6.474,00
Arbitragem: Cosme Iran Sabino de Araújo, auxiliado por Ednei Costa de Oliveira Brito e Arlã José Estrela de Souza.

Pensamento baiano

Morar numa cidade com praia é a mesma coisa que morar numa casa com banheira de hidromassagem.
No começo é tudo festa, a gente usa bastante.
Mas depois enche o saco e ficamos com preguiça.
Então fica o consolo de que ela está ali do nosso lado e podemos usufruir sempre que houver a necessidade de relaxar.

1.6.09

Dossiê Salvador - Bahia




Já estou menos irritado e posso relatar um pouco minha primeira vez na Bahia.
Vou tentar ser o mais breve possível para que todos possam ler até o final sem reclamar.
Se bem que realmente tá muito grande.
Mas azar.
Podem ler por partes.

QUINTA:

A chegada:
Desembarquei à noite e segui direto para o hotel Stella Maris onde ficou hospedada a delegação gremista.
Minha primeira impressão foi o calor.
Clima abafado e úmido.
Faz o cara suar feito um porco.
Me lembrei direto de Cancun.
O mesmo clima.
Não deu pra ver muita coisa pois o hotel ficava muito próximo ao aeroporto.



Fita verde:
Me foi colocado no pulso em forma de pulseira (tipo aquela que colocamos em festas ou shows) logo após dar entrada no hotel.
Indicava que eu tinha direito a comer, beber e usufruir todas as maravilhas do hotel.
Tudo liberado.
Tudo mesmo, gente!
A única exceção era a bebida alcoólica importada.
Confesso que não me fez falta.
Em compensação, devo ter dado um desfalque no estoque do coquetel de frutas.

SEXTA:

Manhã de sol:
Acordei cedo e meu primeiro contato com a beleza da Bahia foi ao abrir a janela do quarto do hotel.
Na noite anterior não dava pra ver a beleza da praia junto ao hotel.
Aproveitei o sol para dar uma caminhada pela areia junto com Haroldo.
Caminhamos cerca de uma hora e depois retornamos ao hotel para almoçar.



Tarde de chuva:
Por volta das 14h seguimos de táxi até o CT do Bahia onde o Grêmio iria treinar.
Os campos ficam na cidade de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, tipo Novo Hamburgo.
Foi só chegar para começar a chuva.
Chuva forte, muito vento. Prejudicou o treino e inundou o gramado.
Tivemos que sair com barro na canela de volta ao hotel.
À noite, teve um encontro na casa da consulesa do Grêmio na Bahia, a Mayra Paz.
Meu chefe foi e eu fiquei no hotel colocando as matérias da tarde no site.
Choveu muito o resto da noite toda.

SABADO:

Treino pela manhã:
Felizmente a chuva parou na manhã de sábado.
Ainda assim, o Grêmio decidiu por não realizar o treinamento no CT do Bahia.
Os jogadores realizaram um trabalho leve na quadra de futebol de salão do hotel.
Uma festa para os hóspedes e funcionários.



Tarde de folga:
Terminei minhas tarefas por volta do meio-dia.
Não via a hora de finalmente conhecer o centro histórico de Salvador.
Devidamente liberado, entrei no táxi em direção ao Mercado Modelo de Salvador aos pés do Elevador Lacerda.
A meu pedido, o motorista optou pelo trajeto litorâneo onde consegui ter uma visão mais ampla das belezas de Salvador.
Logo na saída, cruzamos pelo farol de Itapuã seguindo pelas praias de Piatã , Armação, Pituba, Amaralina, Rio Vermelho, Ondina até o Farol da Barra.



Centro Histórico:
Levei cerca de 40 minutos até desembarcar na entrada do Mercado Modelo.
Foi só descer do táxi para ser “atacado” por dezenas de vendedores ambulantes me oferecendo todo o tipo de souvenires da Bahia.
Confesso que foi difícil me livrar deles.
Conseguem deixar o cara constrangido ao ponto de ter que comprar alguma coisa só para que fossem embora.
Mas eu já esperava por isso e fui devidamente alertado.
Bom, depois de restabelecido, levou algum tempo até cair a ficha.



Lá estava eu.
Em pleno centro histórico de Salvador.
Uma mistura de sons, cores e aromas que não dá pra explicar.
O cara tem que vivenciar para saber.
Fiquei maravilhado com tudo isso.
Um turbilhão de emoções.
Mas também não tinha muito tempo pra tanta boiolagem.
Gozava apenas de algumas horas para conhecer tudo aquilo.
Passei rapidamente pelo interior do Mercado e saí no pé do Lacerda.
Paguei cinco centavos para subir até a Cidade Alta rumo ao Pelourinho.



Pelourinho:
A visão que se tem lá de cima é indescritível.
Gastei algum tempo ali fazendo fotos e me livrando dos vendedores.
Muitos turistas fazendo a mesma coisa.
Cheguei a pensar em visitar o Forte São Marcelo, junto ao Mercado, como me aconselhou o Rodrigo, mas acabei abrindo mão do passeio pela escassez de tempo.
Seguindo pela Rua Carlos Gomes, cheguei ao Terreiro de Jesus.
Muitas baianas vendendo acarajé.
O cheiro de fritura tomava conta do ambiente.
Nem mesmo o fato de eu não ter ainda almoçado me animou a provar a iguaria.
Fui fraco.
Não tive coragem.



Passando por entre ruelas repletas de lojinhas de souvenires, não demorei até chegar ao famoso Pelourinho e suas ladeiras.
Infelizmente a montagem de um palco para a festa que comemoraria a escolha de Salvador como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 acabou ocupando boa parte do local impossibilitando que fizesse boas imagens.
Desci caminhando até o final da ladeira fazendo fotos e secando o suor que escorria por todos meus poros.



Ao esboçar seguir por uma ruela, fui alertado por um motorista de táxi parado no ponto: “não vá por ali, não, que você vai ser assaltado”.
Tal alerta já me havia sido feito por um destes vendedores que disse que não era para eu seguir por determinado caminho, pois certamente eu levaria dali “uma imagem negativa da Bahia”.
Segui o conselho de ambos e passei a ficar mais atento com relação a minha carteira e minha câmera nos bolsos da bermuda.
Encerrei minha passagem por ali descendo o Elevador Lacerda de volta ao Mercado Modelo.
Ali mesmo peguei um táxi e segui para a famosa Igreja do Bonfim, há seis quilômetros de onde estávamos.



Igreja do Bonfim:
Fica no alto de uma ladeira um pouco afastada do centro.
É muito bonita e possui uma história maravilhosa que não contarei aqui.
Não fiquei muito tempo ali, pois meu objetivo era visitar outro templo de Salvador.
O estádio da Fonte Nova.



Fonte Nova:
Desde um acidente que matou várias pessoas há alguns anos, o estádio da Fonte Nova está abandonado.
Não consegui entrar, mas deu pra ver de fora a grandiosidade do estádio contrastando com seu estado de abandono.
Pelo menos matei minha curiosidade.



Pituaçu:
Saindo da Fonte Nova o táxi passou por locais onde deu pra perceber nitidamente a pobreza da população.
Diversas favelas beirando os morros e bairros que lembram Luanda ou qualquer outra cidade de algum país da África.
Cheguei a pensar que o motorista fosse me levar até algum beco, me roubar e me comer (no sentido em que você quiser imaginar).
Mas foi só um susto.
Não demorou e já estávamos na Av. Paralela de volta ao hotel (A Paralela é aquela que não é a Av. Oceânica).
No meio do caminho, perguntei ao motorista onde ficava o Estádio de Pituaçu, no que ele me respondeu: “fica logo aqui do lado”.
Foi a senha para eu pedir que ele me levasse até lá.
Minha ideia era fazer umas fotos deste novo estádio que foi reformado e hoje é utilizado pelo Bahia, na falta da Fonte Nova.
Chegando lá, a surpresa!



Não dava para entrar pois estava começando o jogo.
Jogo? Que jogo?
Deixei o taxista esperando e saí para obter informações.
Quase caí pra trás.
Estava começando Galícia x Camaçariense pela Segunda Divisão do Campeonato Baiano.
Jesus!
Senhor do Bonfim me iluminou!
Dispensei o taxista e comprei meu ingresso para ver este clássico do futebol mundial.
Realmente o estádio de Pituaçu é sensacional.
Cheirando a novo.
Apesar da emoção, fiquei só o primeiro tempo, pois já estava escurecendo e fiquei com medo de não achar mais táxi.
Mas valeu a experiência.
Ah! Galícia tava vencendo por 1 a 0.



Festa do Consulado com Catimba:
De volta ao hotel, só deu tempo de me arrumar para irmos à festa do Consulado gremista de Salvador.
Nada diferente do que já estava habituado a ver nas dezenas de festas de consulados gremistas que já fui aqui no Estado.
Todas elas são bem divertidas e servem para encontrarmos pessoas interessantes.
Desta vez encontrei o André Catimba, craque gremista da década de 70 e responsável por um dos gols mais importantes da história do Grêmio em 1977.
Foi muito bom rever essa figura e relembrar daquele tempo.



DOMINGO:

Festa no Barradão
A manhã foi de trabalho para deixar o site atualizado com as imagens em vídeo da festa da noite anterior.
Depois do almoço rápido, já estávamos no táxi rumo ao estádio Barradão, local da partida entre Vitória e Grêmio.
Chegamos cedo demais.
Muito sol e muito calor.
Bem melhor do que a chuva prevista.
Trabalhei com um microfone sem fio para transmitir a partida pela Grêmio Rádio.
Muito mais mobilidade.
Aos poucos o estádio foi enchendo.
Destaque para a presença da Ivete Sangalo que participou da festa para comemorar a escolha de Salvador como uma das sedes da Copa do Brasil e para entregar ao Vitória as faixas de campeão estadual.
Apesar de dezenas de seguranças em volta, consegui pegar uma palavra da musa baiana.
Foi a glória!



O jogo:
Bom, o jogo acho que vocês já sabem como foi.
Não tenho o que dizer que ainda já não disse no post anterior.
Só me vem á cabeça uma frase me dita por um dirigente gremista durante a festa da noite anterior:
“Uma viagem destas com o Grêmio é maravilhosa, o que estraga é o jogo”.
Assino embaixo.



SEGUNDA

Volta pra casa:
A derrota de domingo foi realmente dolorida.
Com o corpo cansado, fui dormir às 22h e acordei hoje às 6h40.
Nosso voo para Porto Alegre decolou por volta das 10h com chegada às 14h.
Tudo perfeito, não fosse a derrota.
Não sei quando será minha próxima aventura com o Grêmio.
Seja quando for, espero que seja com vitória.



E espero que vocês tenham lido até aqui.
Em breve retorno com mais algumas observações sobre Salvador.
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