1.6.09

Dossiê Salvador - Bahia




Já estou menos irritado e posso relatar um pouco minha primeira vez na Bahia.
Vou tentar ser o mais breve possível para que todos possam ler até o final sem reclamar.
Se bem que realmente tá muito grande.
Mas azar.
Podem ler por partes.

QUINTA:

A chegada:
Desembarquei à noite e segui direto para o hotel Stella Maris onde ficou hospedada a delegação gremista.
Minha primeira impressão foi o calor.
Clima abafado e úmido.
Faz o cara suar feito um porco.
Me lembrei direto de Cancun.
O mesmo clima.
Não deu pra ver muita coisa pois o hotel ficava muito próximo ao aeroporto.



Fita verde:
Me foi colocado no pulso em forma de pulseira (tipo aquela que colocamos em festas ou shows) logo após dar entrada no hotel.
Indicava que eu tinha direito a comer, beber e usufruir todas as maravilhas do hotel.
Tudo liberado.
Tudo mesmo, gente!
A única exceção era a bebida alcoólica importada.
Confesso que não me fez falta.
Em compensação, devo ter dado um desfalque no estoque do coquetel de frutas.

SEXTA:

Manhã de sol:
Acordei cedo e meu primeiro contato com a beleza da Bahia foi ao abrir a janela do quarto do hotel.
Na noite anterior não dava pra ver a beleza da praia junto ao hotel.
Aproveitei o sol para dar uma caminhada pela areia junto com Haroldo.
Caminhamos cerca de uma hora e depois retornamos ao hotel para almoçar.



Tarde de chuva:
Por volta das 14h seguimos de táxi até o CT do Bahia onde o Grêmio iria treinar.
Os campos ficam na cidade de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, tipo Novo Hamburgo.
Foi só chegar para começar a chuva.
Chuva forte, muito vento. Prejudicou o treino e inundou o gramado.
Tivemos que sair com barro na canela de volta ao hotel.
À noite, teve um encontro na casa da consulesa do Grêmio na Bahia, a Mayra Paz.
Meu chefe foi e eu fiquei no hotel colocando as matérias da tarde no site.
Choveu muito o resto da noite toda.

SABADO:

Treino pela manhã:
Felizmente a chuva parou na manhã de sábado.
Ainda assim, o Grêmio decidiu por não realizar o treinamento no CT do Bahia.
Os jogadores realizaram um trabalho leve na quadra de futebol de salão do hotel.
Uma festa para os hóspedes e funcionários.



Tarde de folga:
Terminei minhas tarefas por volta do meio-dia.
Não via a hora de finalmente conhecer o centro histórico de Salvador.
Devidamente liberado, entrei no táxi em direção ao Mercado Modelo de Salvador aos pés do Elevador Lacerda.
A meu pedido, o motorista optou pelo trajeto litorâneo onde consegui ter uma visão mais ampla das belezas de Salvador.
Logo na saída, cruzamos pelo farol de Itapuã seguindo pelas praias de Piatã , Armação, Pituba, Amaralina, Rio Vermelho, Ondina até o Farol da Barra.



Centro Histórico:
Levei cerca de 40 minutos até desembarcar na entrada do Mercado Modelo.
Foi só descer do táxi para ser “atacado” por dezenas de vendedores ambulantes me oferecendo todo o tipo de souvenires da Bahia.
Confesso que foi difícil me livrar deles.
Conseguem deixar o cara constrangido ao ponto de ter que comprar alguma coisa só para que fossem embora.
Mas eu já esperava por isso e fui devidamente alertado.
Bom, depois de restabelecido, levou algum tempo até cair a ficha.



Lá estava eu.
Em pleno centro histórico de Salvador.
Uma mistura de sons, cores e aromas que não dá pra explicar.
O cara tem que vivenciar para saber.
Fiquei maravilhado com tudo isso.
Um turbilhão de emoções.
Mas também não tinha muito tempo pra tanta boiolagem.
Gozava apenas de algumas horas para conhecer tudo aquilo.
Passei rapidamente pelo interior do Mercado e saí no pé do Lacerda.
Paguei cinco centavos para subir até a Cidade Alta rumo ao Pelourinho.



Pelourinho:
A visão que se tem lá de cima é indescritível.
Gastei algum tempo ali fazendo fotos e me livrando dos vendedores.
Muitos turistas fazendo a mesma coisa.
Cheguei a pensar em visitar o Forte São Marcelo, junto ao Mercado, como me aconselhou o Rodrigo, mas acabei abrindo mão do passeio pela escassez de tempo.
Seguindo pela Rua Carlos Gomes, cheguei ao Terreiro de Jesus.
Muitas baianas vendendo acarajé.
O cheiro de fritura tomava conta do ambiente.
Nem mesmo o fato de eu não ter ainda almoçado me animou a provar a iguaria.
Fui fraco.
Não tive coragem.



Passando por entre ruelas repletas de lojinhas de souvenires, não demorei até chegar ao famoso Pelourinho e suas ladeiras.
Infelizmente a montagem de um palco para a festa que comemoraria a escolha de Salvador como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 acabou ocupando boa parte do local impossibilitando que fizesse boas imagens.
Desci caminhando até o final da ladeira fazendo fotos e secando o suor que escorria por todos meus poros.



Ao esboçar seguir por uma ruela, fui alertado por um motorista de táxi parado no ponto: “não vá por ali, não, que você vai ser assaltado”.
Tal alerta já me havia sido feito por um destes vendedores que disse que não era para eu seguir por determinado caminho, pois certamente eu levaria dali “uma imagem negativa da Bahia”.
Segui o conselho de ambos e passei a ficar mais atento com relação a minha carteira e minha câmera nos bolsos da bermuda.
Encerrei minha passagem por ali descendo o Elevador Lacerda de volta ao Mercado Modelo.
Ali mesmo peguei um táxi e segui para a famosa Igreja do Bonfim, há seis quilômetros de onde estávamos.



Igreja do Bonfim:
Fica no alto de uma ladeira um pouco afastada do centro.
É muito bonita e possui uma história maravilhosa que não contarei aqui.
Não fiquei muito tempo ali, pois meu objetivo era visitar outro templo de Salvador.
O estádio da Fonte Nova.



Fonte Nova:
Desde um acidente que matou várias pessoas há alguns anos, o estádio da Fonte Nova está abandonado.
Não consegui entrar, mas deu pra ver de fora a grandiosidade do estádio contrastando com seu estado de abandono.
Pelo menos matei minha curiosidade.



Pituaçu:
Saindo da Fonte Nova o táxi passou por locais onde deu pra perceber nitidamente a pobreza da população.
Diversas favelas beirando os morros e bairros que lembram Luanda ou qualquer outra cidade de algum país da África.
Cheguei a pensar que o motorista fosse me levar até algum beco, me roubar e me comer (no sentido em que você quiser imaginar).
Mas foi só um susto.
Não demorou e já estávamos na Av. Paralela de volta ao hotel (A Paralela é aquela que não é a Av. Oceânica).
No meio do caminho, perguntei ao motorista onde ficava o Estádio de Pituaçu, no que ele me respondeu: “fica logo aqui do lado”.
Foi a senha para eu pedir que ele me levasse até lá.
Minha ideia era fazer umas fotos deste novo estádio que foi reformado e hoje é utilizado pelo Bahia, na falta da Fonte Nova.
Chegando lá, a surpresa!



Não dava para entrar pois estava começando o jogo.
Jogo? Que jogo?
Deixei o taxista esperando e saí para obter informações.
Quase caí pra trás.
Estava começando Galícia x Camaçariense pela Segunda Divisão do Campeonato Baiano.
Jesus!
Senhor do Bonfim me iluminou!
Dispensei o taxista e comprei meu ingresso para ver este clássico do futebol mundial.
Realmente o estádio de Pituaçu é sensacional.
Cheirando a novo.
Apesar da emoção, fiquei só o primeiro tempo, pois já estava escurecendo e fiquei com medo de não achar mais táxi.
Mas valeu a experiência.
Ah! Galícia tava vencendo por 1 a 0.



Festa do Consulado com Catimba:
De volta ao hotel, só deu tempo de me arrumar para irmos à festa do Consulado gremista de Salvador.
Nada diferente do que já estava habituado a ver nas dezenas de festas de consulados gremistas que já fui aqui no Estado.
Todas elas são bem divertidas e servem para encontrarmos pessoas interessantes.
Desta vez encontrei o André Catimba, craque gremista da década de 70 e responsável por um dos gols mais importantes da história do Grêmio em 1977.
Foi muito bom rever essa figura e relembrar daquele tempo.



DOMINGO:

Festa no Barradão
A manhã foi de trabalho para deixar o site atualizado com as imagens em vídeo da festa da noite anterior.
Depois do almoço rápido, já estávamos no táxi rumo ao estádio Barradão, local da partida entre Vitória e Grêmio.
Chegamos cedo demais.
Muito sol e muito calor.
Bem melhor do que a chuva prevista.
Trabalhei com um microfone sem fio para transmitir a partida pela Grêmio Rádio.
Muito mais mobilidade.
Aos poucos o estádio foi enchendo.
Destaque para a presença da Ivete Sangalo que participou da festa para comemorar a escolha de Salvador como uma das sedes da Copa do Brasil e para entregar ao Vitória as faixas de campeão estadual.
Apesar de dezenas de seguranças em volta, consegui pegar uma palavra da musa baiana.
Foi a glória!



O jogo:
Bom, o jogo acho que vocês já sabem como foi.
Não tenho o que dizer que ainda já não disse no post anterior.
Só me vem á cabeça uma frase me dita por um dirigente gremista durante a festa da noite anterior:
“Uma viagem destas com o Grêmio é maravilhosa, o que estraga é o jogo”.
Assino embaixo.



SEGUNDA

Volta pra casa:
A derrota de domingo foi realmente dolorida.
Com o corpo cansado, fui dormir às 22h e acordei hoje às 6h40.
Nosso voo para Porto Alegre decolou por volta das 10h com chegada às 14h.
Tudo perfeito, não fosse a derrota.
Não sei quando será minha próxima aventura com o Grêmio.
Seja quando for, espero que seja com vitória.



E espero que vocês tenham lido até aqui.
Em breve retorno com mais algumas observações sobre Salvador.

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...