9.7.09

Domingo em Madrid

O que eu mais sinto falta do tempo em que morei em Madrid eram os domingos.
Principalmente os domingos de verão.
Meu programa preferido era acordar pela manhã e caminhar até o Rastro.
O Rastro (ou “El Rastro”) é um mercado ao ar livre que lembra o Brique da Redenção, em Porto Alegre, guardada as devidas proporções, lógico.
De repente a Feira de Acari seria um melhor comparativo, mas nunca estive em Acari.
São ruas e mais ruas com vendedores ambulantes comercializando tudo que a gente possa imaginar.
Gostava de estar lá só para passear mesmo.
Ver as pessoas e beber um pouco daquela cultura.
Quando começava a encher, seguia até o Parque Retiro.
Este sim lembra muito o parque da Redenção, em Porto Alegre.
Guardada as devidas proporções, lógico.
A maior área verde urbana de Madrid.
Muitos jovens praticando esporte, crianças brincando e artistas de rua.
Um destes artistas era um negro gordo que colocava um aparelho de som no chão e cantava músicas maravilhosas com os olhos fechados.
Ele não abria os olhos.
Ficava horas ali perto escutando e vendo as pessoas.
Pela tarde, as opções eram as melhores: jogo do Real Madrid, jogo do Atlético de Madrid ou uma “corrida de toros” (se disser “tourada” ninguém vai saber o que é).
Dependendo de onde fosse, almoçava nas proximidades.
Quase sempre um bocadillo de Jamón York.
Um tipo de pão francês com presunto, guardada as devidas proporções, lógico.
Vamos combinar que dá saudade um domingo assim.
Acho que para ser 100% perfeito, só mesmo tendo ao lado a mulher amada.
Hoje tenho a Priscila, e espero um dia poder passar um domingo com ela em Madrid.

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