24.11.09

Amizade e afins

Já faz algum tempo, ando analisando algumas situações na minha vida que me fizeram chegar a uma conclusão bombástica:
Eu não tenho amigos.
É verdade.
É duro admitir, mas tenho que confessar que sou uma pessoa que não tem amigos.
Estou falando de amigos, amigos, na acepção da palavra.
Uma pessoa para contar nos momentos difíceis, desabafar, compartilhar os problemas, escutar, ou simplesmente estar ao seu lado sem dizer uma palavra.
Tenho muitos conhecidos, isso é verdade.
Colegas de trabalho também.
Mas é só isso.
Até já tive amigos.
Na época em que podia conviver com eles.
Mas, hoje em dia, as antigas amizades se resumem a um encontro involuntário uma vez por ano, ou duas vezes.
Até mesmo pessoas mais chegadas, que considerava amigos em potencial, me mostraram a realidade contrária.
Coisas que acontecem e que todos estamos sujeitos nesta vida de meu Deus.
Para não parecer que estou me fazendo de vítima, quero deixar bem claro que tenho grande parcela de culpa nesta situação.
Talvez 70% de culpa.
Confesso que nunca fui muito de cultivar as amizades.
Talvez porque me ache interessante demais e se as pessoas quiserem ser minhas amigas elas que devem correr atrás.
Se realmente esse for um motivo, não é por mal.
Me afastei muito das pessoas nos quase 10 anos em que estive na prisão.
Me refiro ao primeiro casamento.
Uma grande burrada.
Depois de tanto tempo, fica difícil retomar alguma coisa.
Mas o tempo passa e a vida segue seu rumo.
Nem sempre é aquele rumo que gostaríamos, mas é o rumo que nós mesmos direcionamos.
Quanto àqueles antigos amigos, segue a esperança de relembrarmos os bons momentos em algum encontro involuntário uma vez por ano, ou duas vezes.
Que seja logo, pois estão fazendo falta nos últimos dias.

Ps.
Tem duas pessoas que posso considerar exceções.
E elas sabem quem são.
Bom deixar claro para que não fiquem magoadas comigo.

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