17.12.09

Notícia da Catalunha


Palavras e reunião-almoço

Você já parou pra pensar qual palavra mais escreveu na vida?
Pois eu fiz isso hoje.
Normalmente, enquanto escrevemos um texto, volta e meia aparece uma palavra que não sabemos escrever e pensamos: “puxa! Nunca tinha escrito essa palavra antes”.
Pelo menos eu penso.
E existem muitas palavras que nunca escrevemos durante nossa existência.
“Qüiproquó”, por exemplo, é uma palavra que nunca havia escrito.
Mas existem outras palavras mais simples e que não temos a oportunidade de escrever.
“Colibri” é uma delas.
Por que cargas d´água eu iria escrever “colibri”?
Jamais.
Bom, mas quando o assunto é a palavra que mais escrevi, a situação é diferente.
Estou me referindo aos substantivos, claro.
Preposições não valem.
Muito menos artigos.
A resposta aparentemente é óbvia: “a palavra que mais escrevi na vida foi o meu nome”.
Bem ou mal são aproximadamente 32 ou 33 anos escrevendo “Márcio”.
Antes mesmo de sermos alfabetizados, já rabiscamos nosso nome.
Nos trabalhos da escola, nos documentos, nos contratos, nas fichas, em qualquer lugar.
Coisa óbvia.
Para as pessoas normais.
Como esse não é meu caso, certamente “Grêmio” é a palavra que mais escrevi nestes meus 37 anos de vida.

(...)

Deve ser bom trabalhar na agência que cuida do site do Grêmio.
Se ligamos pra lá às 10h, o pessoal saiu pro almoço.
Se ligamos às 16h, o pessoal não retornou do almoço.
Coisa boa.
Imagino que sejam pessoas bem nutridas, bem alimentadas.
E quando ligamos antes das 10h e depois das 16h, o pessoal está em reunião e não pode antender.
Felicidade total é quando eles fazem uma reunião-almoço.


Fiquem tranqüilos.
Entro de férias amanhã.

16.12.09

O Embaixador do Churrasco

Não lembro a primeira vez em que assei um churrasco.
Deve fazer tempo.
Modéstia à parte, nunca tive maiores dificuldades em fazer um bom churrasco.
Até hoje sigo alguns rituais herdados de Luiz Nei.
Principalmente na hora de fazer o fogo com aquele jornal enrolado numa garrafa e talicoisa.
Ainda assim sempre terminei a tarefa completamente imundo, suado e tapado de fuligem de carvão.
Um nojo.
Bom, ontem à noite participei de um curso que ensina a fazer churrasco.
Mas não porque achei que fosse necessário, e sim por um convite de um amigo com objetivos profissionais.
O Mauro, que é meu colega de futebol, se auto-intitula “O Embaixador do Churrasco”.
Trabalhou durante 14 anos num açougue e sabe tudo de carne e de como assar.
Dentro de seu perfil empreendedor, decidiu criar um projeto com o objetivo de ensinar mulheres a fazer um bom churrasco.
A ideia foi tão bem recebida que o curso foi aberto também para os homens.
Hoje, o Mauro é chamado para apresentar seu curso em todo o País.
Durante aproximadamente 4 horas, ele ensina todos os artifícios para que um leigo passe a ser um assador de mão cheia.
Truques, dicas, rituais e o procedimento básico são apresentados na prática desde a escolha da melhor churrasqueira, passando pelo acendimento do fogo, a escolha do corte e a colocação no espeto, até as sobremesas que mais combinam.
Enquanto a carne assa, os “alunos” vão calibrando com o chope liberado.
Oferecimento do patrocinador Brahma.
No final, a emoção da entrega do certificado e a foto para a posteridade.
Ah! E a gente come o churrasco depois.

Conclusão: eu achava, como todo o gaúcho, que fazia um bom churrasco.
Na verdade, eu até que fazia um bom churrasco.
Mas depois do curso aprendi truques para aprimorar e facilitar o processo.
E, o principal, aprendi como terminar o churrasco limpinho e sem ter inalado carvão.
Espero ter a oportunidade de colocar em prática nestas férias.

Bom, para quem quiser mais informações, o Mauro tem esse site aqui.

15.12.09

Cancún, PS2 e domingo com crianças

Em 1994, fui para Cancún, no México.
Eu e toda a família.
Aliás, foi a última viagem realizada pela família toda.
Aproximadamente 10 dias divididos entre o famoso balneário mexicano e a populosa Cidade do México, Capital Federal.
Pois toda essa aventura familiar foi registrada em vídeo por este que vos escreve.
Uma câmera VHSC com uma fitinha pequena.
Com o passar dos anos, a câmera foi roubada e o videocassete deixou de fazer parte da nossa vida cotidiana para se tornar uma raridade.
E as fitas foram ficando ali no armário, juntando pó.
Até que consegui uma pessoa que ainda tem um videocassete e, principalmente, um adaptador para a fitinha VHSC.
Essa pessoa, por uma irrisória quantia em dinheiro, converteu para DVD as fitas da viagem ao México.
Posso dizer que o investimento não paga a emoção de rever aquelas imagens depois de muuuuuitos anos.
Passei horas me divertindo, surpreso com a figura daquelas pessoas 15 anos mais jovens.
Outras fitas já estão separadas para a conversão.

(...)

Não sou desses viciadinhos em videogame.
Muito pelo contrário.
Não tenho muita habilidade com aqueles joysticks amontoado de botões.
Sou do tempo do Atari e do Telejogo.
Bom, compramos um Playstation para as crianças, de natal.
Elas adoram!
Mas antes de entregar, resolvi testar em casa.
Pra que?
Consegui um jogo de futebol chamado PES 2010.
Praticamente impossível parar de jogar.
Joguei a noite toda de domingo.
Ontem cheguei em casa do trabalho e fui pra videogame.
Quando me dei conta já eram 22h.
Não havia tomado banho, não havia comido, não havia feito nada.
É bom deixar bem claro que a Priscila está em São Paulo com o Pietro.
Obviamente as coisas seriam diferentes se eles estivessem aqui.
Pelo menos a Priscila não ia me deixar até as 22h na frente da TV sem me levar um lanche bem gostoso.
Brincadeiras a parte, posso dizer que o tempo passa muito rápido.
Até é bom quando se está sozinho.
Eu poderia estar roubando, me drogando, mas estou ali tranqüilo, exercitando a mente.
Mas confesso que estou tentando diminuir um pouco meu ímpeto nerd.
Depois das 22h de ontem, deitei para ler um livro.
Depois da alienação, um pouco de cultura.
Tudo bem que era o livro do Danrlei.
Mas era um livro.

(...)

Neste final de semana consegui aproveitar um pouco a convivência com a Maria Eduarda e o Mártin.
Convivência que vem se mostrando cada vez mais difícil.
Difícil não pelo relacionamento que temos, mas pela pouca oportunidade de estarmos juntos.
Como exemplo, posso citar o dia de sábado.
Envolvido com o jogo de despedida do Danrlei até as 21h30, restou apenas algumas horas para ficar com eles.

No domingo, todos na casa dos avós, levei o Mártin até ao centro da cidade pra ver se encontrava algum jogo de Playstation.
Foi este o presente deles de natal já entregue adiantado.
O Playstation, não o jogo.
E não adianta ter um videogame se não se tem o que jogar nele.
Encontramos um “vendedor” muito bem camuflado na Voluntários da Pátria.
Sim, estamos falando de jogos de Playstation pirata.
Vamos combinar que não dá pra pagar R$ 150,00 por um jogo numa loja quando o mesmo jogo é vendido a R$ 10,00 no “mercado paralelo”.
Bom, o resultado é que os CDs vendidos não funcionaram.
Fiquei revoltado.
Não pelo dinheiro jogado fora, mas pela infelicidade do Mártin em não poder estrear seu novo brinquedo.

Mas a males que vem para o bem.
Sem podermos ficar em casa jogando videogame, resolvemos aproveitar a linda tarde de sol na praça Germânia.
Enquanto a Duda ficou com a Ana (a priminha) na pracinha, Mártin e eu fomos jogar futebol na quadra que estava vazia.
Mas vazia por pouco tempo.
Bastou começarmos a bater bola para o pessoal chegar.
No começo foram dois meninos que pediram pra jogar.
Depois mais dois.
Até que a partida começou com os times completos.
Quando me dei conta, já estávamos em plena disputa.
Com cinco anos, o Mártin não se mixou para os grandões.
Correu, deu ponta-pé, correu, correu e correu.
Foi um sentimento inexplicável estar jogando “de verdade” ao lado do meu pequeno.
Uma mescla de orgulho e preocupação.
Tentando conciliar a proteção de pai com as regras do jogo.
Ele se saiu muito bem e garanto que sua auto-estima aumentou e muito depois de tudo isso.
Completo mesmo estarei quando Mártin e Pietro formarem a dupla de ataque comigo no meio-campo.
Quem sabe não faço mais dois pra fechar um time de futsal?

12.12.09

Despedida de Danrlei
















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