22.6.10

Declaração de amor ao jornalismo

Ninguém aprende a ser jornalista fazendo uma universidade.
O jornalismo está no sangue.
Já nasce com a pessoa.
O instinto da comunicação.
A busca da informação, do conhecimento.
A ânsia de aprender e passar adiante da melhor maneira possível.
Muitos nascem com o dom, mas acabam seguindo outras carreiras.
Outros acabam cedendo.
A universidade apenas ensina o caminho das pedras.
Serve para lapidar e direcionar o profissional à área escolhida.
O jornalismo de hoje já não mais como antigamente.
Não existe mais o romantismo de outrora e o glamour que fazia do jornalismo uma profissão respeitada e conceituada.
Hoje qualquer um é jornalista.
Mesmo aqueles que não nasceram pra isso.
Qualquer um escreve sobre qualquer coisa, em qualquer lugar e da forma que desejar.
É a massificação da informação e a necessidade do imediatismo.
Culpa da globalização? Da internet?
Até pode ser.
Agora, cabe ao bom jornalista saber decidir qual caminho seguir.
Sei que, às vezes, não há muita opção e o bom jornalista, mesmo conhecedor das normas e da ética profissional, acaba abrindo mão dos ensinamentos básicos da profissão em detrimento da exigência do mercado.
Não se pode criticar.
Mas a verdade é que a globalização está aí.
A internet está aí.
Com seus prós e contras.
É nossa obrigação saber usufruir dos prós e descartar os contras.
Para que o verdadeiro jornalismo de caráter possa prevalecer sobre a ganância, a maldade e o simplório.
Os maus profissionais estão aí, como em todas as profissões.
E só me resta lamentar ao vê-los sucumbir à mediocridade.
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