20.12.10

O mau filho também à casa torna?

Sou suspeito para falar sobre Ronaldinho Gaúcho.
Muito mais que um grande jogador de futebol, uma grande pessoa e um amigo.
Conheci ainda menino, surgindo para o futebol.
Ficávamos horas no campo suplementar do Olímpico após os treinamentos.
Ele fazendo malabarismos com a bola e eu desafiando a inventar coisas novas.
Sempre que era indicado para participar de algum evento do clube fora do Olímpico, me convidava para acompanhar.
Na volta, uma tradicional parada no Drive Thru do McDonald´s.
Em 2005, essa amizade me rendeu a possibilidade de trabalhar com ele como assessor de imprensa no Brasil.
Prazer que tive até 2007, quando não foi possível mais conciliar os dois empregos (continuei aqui no Grêmio).

Até hoje vivo um sentimento conflitante com relação a tudo que aconteceu com ele e o Tricolor.
Vivi tudo bem de pertinho.
Desde a morte do pai, o irmão Roberto tomou conta da família.
A dor da tragédia e a possibilidade única de deixar para trás uma vida de dificuldades e privações fez a família se blindar como forma de proteção.
Não se pode condenar tal atitude.
Talvez fizesse a mesma coisa nesta situação.
Todo e qualquer assunto relacionado ao futebol fora de campo ficou por conta do irmão e empresário Roberto de Assis Moreira.
A única coisa que Ronaldinho deveria fazer em sua vida era jogar futebol com alegria, mais nada.
Esta “alienação” com relação ao que acontece ao redor praticamente transformou o atleta num fantoche nas mãos do irmão.
E assim foi no caso da saída de Ronaldinho para o PSG.
Muito dinheiro envolvido, a possibilidade de uma vida nova na Europa.
Tudo isso contou mais alto.
Mas vejam bem, não estou condenando nem jogador, nem a família.
Fica muito fácil criticar estando de fora, mas, como já disse: se estivesse no lugar deles, talvez fizesse a mesma coisa.

Seja como for, uma coisa eu posso afirmar: todos são apaixonados pelo Grêmio.
Não sei se Assis voltaria atrás se soubesse que sua decisão de levar Ronaldinho para a Europa fosse causar tamanha comoção junto à torcida do Grêmio.
Talvez sim.
Prefiro acreditar que ele não tinha a real dimensão do que seu gesto poderia acarretar.

Mas não dá pra chorar sobre o leite derramado.
O que passou, passou.
O Grêmio seguiu seu curso.
A entidade é muito maior do que um jogador.
O certo é que esse caso de amor ficou mal resolvido.
A ferida segue aberta.
O retorno de Ronaldinho ao clube que lhe projetou, ainda que não seja mais o que era no passado, seria como um pedido de desculpa.
Seria como uma reconciliação
Se isso é possível?
Não sei.
Mas, se não tentarmos, nunca saberemos.
Torço para que de certo e, assim como um conto de fadas, todos vivam felizes para sempre.

8 comentários:

Anônimo disse...

Sempre comentei com meus amigos: agora atiram pedra nele, xingam e chamam de traíra...mas no dia q retornar ao Grêmio, vai voltar nos braços da torcida!! Vai ter comoção aqui na aldeia!!! huahuahua
Volta Ronaldo!!! Teu povo t ama!!!!

Pablo

Paulo Roberto disse...

Olha..não posso negar o meu sentimento. Para mim Ronaldinho foi o MAIOR TRAÍRA do Grêmio.
Há valores na Vida que não podemos CUSPIR, e uma delas é a PAIXÃO.
Antes de ir embora Ronaldinho jurou amores ao Grêmio, e de repente....foi!
TRAÍRA, porque nos traiu, depois Assis colocou o filho no Inter véspera do Mundial de 2006, e fomos humilhados pelos colorados.
A volta? Sinceramente não acredito mais em Ronaldinho.
É triste, mas é pura verdade.

Márcio Neves disse...

Olá Pablo e Paulo Roberto.

O comentário de vocês demonstra a polêmica que é esse assunto. Respeito a opinião dos dois e, mais que isso, entendo perfeitamente o lado de cada um.
Mas, particularmente, o que passou passou. Vamos tentar tirar proveito deste desejo dele em voltar ao Clube. Acho que o problema maior foi o Assis, e essa volta é um bom momento para tentar minimizar essa dor que ainda perdura.

Abs!

Pri Tescaro disse...

Não vivia aqui na época da saída dele, porém, cada um sabe onde aperta seu calo. Ninguém sabia o que se passava naquela família, quais os anseios e desejos de cada um. Jogador de futebol também é profissão e, como em qualquer carreira, ele tem que pensar no melhor pra vida dele, como qualquer pessoa normal faz.

Paixão não põe a mesa, paixão não enche barriga, paixão não realiza sonhos, não paga consulta médica, educação..... paixão é bom mas, pra vivê-la, é preciso estar vivo e bem!

Pri

Paulo Roberto disse...

Amiga Pri:

Quando falo Paixão no fundo quero dizer RESPEITO pelo torcedor gremista.
Podia sair Ronaldinho do jeito que quisesse, mas pela porta da frente, assumindo não o risco de se queimar, mas assumir que seria a única maneira de poder fazer um pé de meia, ganhar dinheiro, etc.
Agora há exemplos de vários atletas que vão embora pela porta da frente, sem fugir do trocedor que tanto os ama.
Ronaldinho pisou em valores que para ele pode não valer nada porque hoje é rico, ou melhor muito rico, mas para nós simples torcedores ficou a imagem da traição, afinal, até hoje nunca veio a público explicar o que aconteceu.
Futebol é movido por um tipo de PAIXÃO parecida como homem-mulher...machuca quando há traições.
Se estou errado peço desculpas.

Márcio Neves disse...

Paulo Roberto e Pri

As colocações de vocês estão perfeitas! Ninguém está certo ou errado. cada qual com seu ponto de vista e sua razão. A polêmica existe e continuará existindo ele vindo ou não.

Anônimo disse...

Escutei um comentário agora a pouco na Gaúcha, e tinha certeza q esse Zé Aldo ia dizer q o negócio é ruim pro Grêmio, que é ex-jogador, apenas uma negócio pirotécnico, etc. Se ele viesse pro genérico, sai da frente, melhor q Pelé...e tenho q ler, pra encerrar a minha noite, na coluna daquele Hiltor, q me recebe um email confidencial, dizendo q amanha o Pedalado se reúne com o Assis pra tratar da vinda do Gaúcho pro genérico?? uahhauhua

Pablo

Rafael disse...

É Pablo. Celso Roth e Rodrigo que o digam, é só ir pro inter que vira craque, grande treinador.
Eu não dou mais ouvidos pra comentaristas de futebol. Eles não sabem nada além do que o torcedor comum sabe. São comentaristas de resutlado (vide fiasco colorado em Abu Não Dá Bi)

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