4.4.12

Airton Ferreira da Silva - O maior de todos

Não vi jogar Airton Ferreira da Silva.
Infelizmente, naquela época, não tínhamos registros de imagens.
Nadinha.
Jamais vi sua famosa jogada recuando uma bola de “letra” para as mãos do goleiro.
Tento imaginar tamanha ousadia dentro da minha cabeça, mas é difícil.
Tudo que sei é pelo que li ou pelo que escutei.
Depoimentos de pessoas com credibilidade, que viram Airton jogar, ou que jogaram ao lado dele. Até mesmo as palavras do próprio Airton em entrevista que fiz (abaixo) ou em bate-papo informal fora das câmeras.
Cresci dentro do Grêmio com as pessoas venerando o “Pavilhão” como um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro.
Aquele gigante passava por mim com seu caminhar lento e seu olhar sereno.
Sorria.
Admirava como que um Deus.
Imponente.
Imortal.
Sabia exatamente a importância daquela pessoa para história do Grêmio.
E me sentia privilegiado e honrado a cada conversa, a cada aperto de mão.
Airton me recebeu em sua casa humilde, distante 30 metros da entrada do Olímpico.
Um verdadeiro gentleman.
Me mostrou alguns livros com recortes antigos.
Várias fotos contando sua história no futebol.
Lembranças que guardava com carinho.
Emocionou-se ao falar de seleção brasileira.
Conversamos durante 21 minutos.
Uma entrevista que pode ser resumida em apenas uma frase.
Frase que ficará marcada para sempre na minha memória e na memória de todos os torcedores:

“Tudo que eu tenho na vida, eu devo ao Grêmio”.

A foto que abre esta publicação foi tirada por mim durante evento de aniversário do Grêmio em 2007. Airton, Galvão, Luís Eduardo e Ancheta.
Boa parte da história do Grêmio reunida.

Com todo o respeito aos demais, Airton era o maior de todos.
Literalmente.

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